30.5.02

Será que a ela vem me visitar? Se vier, peço pra ela contar aquela história sobre a culpa ser da cabeleireira...
    Eu prometo
  • Abandonar a cervejinha-minha-de-todos-os-dias até dia 27 de junho, quando devo sair pra tomar um porre;
  • Não faltar mais às aulas de Empreendedorismo;
  • Organizar o conteúdo das oito caixas da mudança que ainda estão por abrir;
  • Não acreditar quando alguém disser que não tem pressa;
  • Não usar o verbo comprar até receber os salários atrasados.

    Eu juro que vou tentar
  • Não dormir na aula de Empreendedorismo;
  • Estudar Java;
  • Não me irritar ao ouvir, pela terceira vez, a mesma reclamação;
  • Contar até dez quando alguém tentar ditar o que devo fazer;
  • Não deixar acumular roupa pra lavar;
  • Sorrir, paciente, quando a dona de simetria bilateral prejudicada me ligar, depois do expediente, e disser que eu e o resto da equipe entendemos tudo errado;
  • Ter juízo (e usá-lo);
  • Não sentir culpa de coisas das quais não tenho culpa;
  • Não pensar em comprar mais imãs de geladeira (ou comprar mais uma geladeira);
  • Escrever alguma coisa que preste.

29.5.02

Hoje foi a reunião com a dona de simetria bilateral prejudicada para quem, no momento, abano o rabo. Depois do terrorismo via dispositivo móvel, achei que a reunião ia ser um desastre (com uma morta e vários feridos), mas, para minha surpresa, ela estava quase um doce de pessoa, aceitando todos os argumentos como quem respeitasse o meu trabalho. Se até a reunião de terça-feira ela não tiver outro ataque de pelanca, vou acender uma vela pra São Jorge.

28.5.02

Coisas que eu não sei porque ainda me lembro
O César não aconteceu no jardim da infância. Foi no ginásio, o que dá quase no mesmo. Foi meu primeiro namorado mas, na verdade, nunca namoramos. Primeiro porque ele era um bundão (desculpe, não achei um termo que caísse tão bem para aquela criatura), depois porque isso durou cinco longos e intermináveis dias, dos quais 3 ele viajou (e ainda me ligou pra falar aquelas bobagens que eu já estou bem fora de forma pra lembrar). Nos encontramos duas vezes: uma onde ele me "pediu em namoro" (sim, sou daquela época) e, outra, onde fizemos um acordo, onde eu entrei com o pé e ele com o traseiro.

27.5.02

Sempre pude brincar com a frase "manda quem pode, obedece quem tem juízo", mas agora sou obrigada a levar a sério: sento, levanto, corro, dou a pata. Não discuto. A hora é de me fazer de morta. Decidam aí, depois eu volto e faço.
Política é uma merda. Prefiro HTML.
Lição do dia
Se desejar conhecer uma pessoa, dê poder a ela.

26.5.02

"Pérola" da noite:
As mulheres precisam de um motivo pra transar, os homens só de um lugar...

Eu sou muito, muito mulher. Felizmente.

25.5.02

Qualquer dia desses conto do "descendo a escada rolante que sobe".
Quem é que gosta de um baixo acústico? Adorei. Mais do acústico que do baixo.

24.5.02

Mexi, pela primeira vez, no template. Ô coisinha chata! Nem pra alinhar o código dá!
Mas gostei. Consegui, finalmente, colocar o link pros três na lista. Faziam falta.

23.5.02

Falar sozinha, afinal, sempre foi uma grande vocação. Mas existem três (se não mais) tipos de falar-sozinha.
O primeiro deles, mais "trágico", é aquele em que você fala, fala, explica os seus motivos, volta a contar, tenta convencer e não entendem. Esse dá até raiva. Não sou uma pessoa muito paciente, sabe?
Um outro é o devaneador, emocional. Dar bom dia ao Cristo Redentor lá no Corcovado, olhar pro Dois Irmãos às sete da manhã e repetir "puta que pariu, que lindo!" ou, simplesmente, dizer "que vento bom!".
O terceiro, mais engraçado, é o prático: aquele em que te pegam verbalizando putarias (perdão pela expressão grosseira) que você não tem como explicar. Acontece quando algum objeto inanimado te desafia (um Windows acusando uma operação ilegal), quanto um cretino te dá uma grande fechada no trânsito, ou quando você percebe uma burrice de um ser que você considerava pensante e comenta.
Enfim, falo muito sozinha mesmo, em alto e bom tom, pra quem quer e pra quem não quer ouvir. Mas, em geral, não explico.
Falando sozinha
Confesso que não me senti muito à vontade em escrever praticamente sozinha. Acostumei-me, neste caso, a ser coadjuvante. Dizia minhas bobagens e passava despercebida, mas a casa estava sempre cheia, o que era divertido.
Sinto-me, agora, no meio do palco, alvo de holofotes, ainda que o público esteja, aos poucos (e com razão) abandonando o espetáculo. Alguns malucos, fãs da peça, ainda freqüentam este botequim. Os conheço muito pouco, mas gosto deles. Nishi, com seus ótimos comentários, sempre passeou por aqui. Renata, nova pra mim, apareceu pra dizer que eu não estava atuando pra platéia vazia. E não falta Lady, aquela maluca, genial na arte de lembrar e contar histórias.
Pensei em abrir um novo espaço, incógnita, pra falar comigo mesma, mas, francamente, não estou me sentindo tão "falante". Prefiro, então, continuar deixando meus curtos e incompreensíveis recados aqui mesmo e escrever por lá.
Vou me acostumar a esse eco, à casa quase vazia e, quem sabe, um dia, não me sinta mais como hóspede.
Tô aqui, saboreando a minha-cervejinha-de-todos-os-dias e pensando a respeito de certos conceitos algumas pessoas fazem deste ser que voz fala. Tá certo, não sou um gênio, mas passo bem longe da oligofrenia. Fato é que tem gente que me trata como se sofresse de escassez de desenvolvimento cerebral. Esses só posso colocar no meu ignore list mental.

22.5.02

Sempre falei sozinha. Já passei poucas e boas por conta disso. Qualquer dia, conto.

21.5.02

A pérola da noite é dela:
Meu Deus. Vomite. Agora.

A verdade é que não gosto muito de flores.
Enquanto posso, vou escolhendo.
- Quem fala?
- M.
- Grande merda.
- ...
- É verdade que aqui no Rio ninguém trabalha?
- Cê tá aqui, peste??
- Hotel Glória.
Tem alguém aí?

19.5.02

Tô saindo do blog, povo. Tô no outro, agora. Não era essa a intenção original, pretendia continuar nos dois, mas algumas coisas que aconteceram hoje me fizeram mudar de idéia. Perdi uma das minhas melhores amigas por conta de uma bobagem desse mundo virtual de merda (ao menos é o que imagino) e não pretendo repetir isso. Meu novo blog será só um espaço para desabafos. Como eu sempre disse, não sei lidar com as pessoas e acabo fazendo coisas indesculpáveis.
Beijo para todos e obrigada pela atenção.
- Lady, mais um Dia dos Namorados sozinha...
- Pois é, Pa. Já tá virando hábito, né? Os namoros tendem a terminar nessa época. Como diria o Ricardo-eu-sou-filósofo-Macchi, culpa do capitalismo, da crise econômica e tal.
- Namora comigo, Lady?
- O que é isso, companheira?
- É sério. Sem beijo. Sem sexo. Só os presentes do dia 12.
- ...
- Eu te dou um livro. E você me dá um livro. E nós seremos felizes.
- Tá. Então pode escolher um dos livros da estante.
- Muquirana.
- Neurótica.

Preocupante. Cadê meu remédio?

18.5.02

Então tá. Eu já tenho um novo blog. E já descobri que não tenho tanto assim a dizer.
A frase
"Ostracismo é o lugar onde vivem as ostras"
Por Xixa, em um comment onde fui comparada ao Belo e à Ivete Sangalo.

Obs: A frase correta é "ostracismo é onde fica as ostra". Os comments desse post exigiram que eu transcrevesse a frase de forma exata. Então tá.

17.5.02

Serviço Social
Atenção cariocas com um grande coração (e espaço): a Isabela foi premiada com uma família canina abandonada em seu jardim. Se alguém tiver condições de adotar um bichinho, fale com ela.
--x--
Só para não sair do assunto, mais uma travessura da Fran: ela tentou o suicídio, hoje. É. A cachorra paralítica conseguiu destruir as caixas que a cercavam, escapou e foi parar na garagem, de onde se jogou do segundo degrau. Felizmente, o caso não teve maiores conseqüências. Meu medo é que ela leia aquelas histórias com gilete que eu postei aqui. Vai que aprende...
Sabe, existem algumas explicações para que eu seja assim. Anormal, eu quero dizer. Além de ter sido jogada no chão com dois meses, eu quase morri entalada com uma bala soft aos cinco anos. E para tentar resolver o problema, meu pai me segurou pelos tornozelos, de cabeça para baixo, pela janela do apartamento na praia. Ah, mas não foi quase nada. O apê fica só no quarto andar...
Hum... fiz uma criancice, hoje. Coloquei sal no café da minha mãe...hohohoho
Vejamos... acho que posso contar com uns oito leitores pro outro blog. Assim que a mierda do Blogger deixar, claro. Até agora, Murphy está fazendo estágio no meio das minhas senhas e eu não consigo nem criar um novo blog.

16.5.02

It's time to feel free.
Tô pensando um trocinho, aqui... queria a opinião do povo. Acho que devo abrir um blog individual. Às vezes eu sinto que invadi um espaço coletivo e acabei escrevendo mais do que deveria por aqui. Se eu fizer a coisa... vocês prometem que não me deixam sozinha? Visitam os dois?

PS: Quem sabe assim as meninas voltam a postar?
A fisioterapia da Fran vai bem, obrigada. Os objetos utilizados é que são muito estranhos. Uma colher de pau e uma escova de dentes. Se o veterinário sugerir que eu a jogue em uma panela, cubra de água e pique uma cebola por cima, prometo convidar todos vocês para o jantar.
Sabe, eu tô quase gostando do Daltony. Com limão por cima, como aperitivo. Hummmm...
"Frase da hora: Não importa onde você vai dar... O importante é estar na estrada."
Então, povo, o negócio é dar na estrada. Ele dá. O homem da rosquinha. Ou o homem dá rosquinha (royalties para o Ruy).
MAVAs desnaturados merecem uma morte lenta e dolorosa. Principalmente quando não dão notícias.
No limite do tédio
156875622. Quem entender, que faça alguma coisa para me salvar. Aceito caixas de uísque barato.
--x--
Isso faz sentido.
Genéricos
Desde que as regras para participar do Show do Milhão mudaram, minha casa tornou-se uma baderna. Pelas novas regras, quem quiser participar tem que enviar oito embalagens de qualquer produto Nestlé para o programa e aguardar o sorteio. E, claro, minha mãe tem certeza absoluta de que vai ser sorteada.
Para aumentar suas chances, ela sai pelas ruas da cidade procurando embalagens jogadas no chão. Já encontrei a louca em bairros muito distantes olhando para o chão em busca da embalagem perdida. Além disso tudo, ela só compra produtos com a marca Nestlé. Macarrão instantâneo, biscoitos, chocolate, iogurte... nada escapa.
Acontece que ela é um tanto impaciente. Não pode esperar que os produtos sejam usados: comprou um macarrão, trata logo de arrancar a embalagem e guardá-lo em um saco transparente. O armário da cozinha é uma prateleira de genéricos.
Se depois disso tudo ela não conseguir ser sorteada para participar do programa, espero ao menos que a Nestlé ofereça um emprego para a louca. Ela merece.

15.5.02

Tô gostando de ler um novo blog.
É comprovado cientificamente que até 100g de álcool por dia fazem bem ao coração. E, em vista de todas as coisas que fazem mal a ele, bebo, sim.
A cervejinha-nossa-de-todos-os-dias nunca me impediu de ser responsável, de trabalhar rigorosamente todos os dias, de cumprir todas as minhas obrigações, de me dedicar aos estudos e ser pontual em todas as minhas atividades. Também nunca me aconteceram coisas das quais pudesse me arrepender: nunca escândalos, nunca falta de consciência, nunca atitudes não pensadas, nunca alteração de caráter e, salvos alguns problemas que todo mundo enfrenta, nunca alteração de humor. A cerveja me deixa, sim, mais relaxada, mais falante (nunca de coisas que não queira ou não deva dizer), só. A cerveja é meu Lexotan. Com a vantagem de não precisar de analista pra receitar.
No consultório
- Então, doutor, quando é que podemos começar a fisioterapia?
- Semana que vem. Pode ser de manhã ou à noite.
- Perfeito! À noite, então, porque de manhã eu não sou gente.
- Mas é que...
- É que...?
- Na parte da manhã é melhor. Estamos mais descansados, dispostos...
- Só se for você que está mais descansado. Você vai conhecer todo o meu mau humor matutino.
- ...

Eu acho que ele ficou com medo. Acabou nem cobrando a consulta e disse que me liga para marcar a próxima sessão. Acho que ele não vai ligar.
Preguiça de escrever, de pensar, de comer... preguiça até de dormir. Não esperem grande coisa de mim nos próximos dias. Pensando bem, não esperem nem coisas pequenas. Tô improdutiva e precisando estudar para um concurso aí.
Sabonetes
Uma amiga de minha mãe está fazendo sabonetes artesanais para vender. São deliciosos, em vários perfumes diferentes. E nós estamos ajudando a vender, claro. Acontece que um dos sabonetes é de chocolate e no último domingo, mamãe vendeu um monte desses para o Dia das Mães. Na segunda-feira, toca o telefone aqui em casa e uma senhora pergunta: "Escuta, esse chocolate que você vendeu... tem do crocante também?". Isso é sério. A mulher guardou o sabonete na geladeira, achando que era de comer. Sorte que ela não experimentou...

PS: Aceito encomendas dos sabonetes. São deliciosos e baratos. Posso enviar pelo correio para quem encomendar. Tô falando sério.
Eu tenho um caso de amor com o Rio de Janeiro, sabe? E tenho certeza absoluta que um dia ainda vou morar lá. Já tive algumas oportunidades de jogar tudo para o alto e ir de forma meio aventureira para a Cidade Maravilhosa, mas sempre adiei por uma razão bem simples: eu não quero seguir um impulso, ficar seis meses por lá e voltar com o rabinho no meio das pernas. Eu quero ir com certezas, quero garantias de que vai ser por um bom tempo, se não para sempre.
O Rio me traz lembranças maravilhosas. Coisas que vivi durante a infância, a adolescência... O primeiro jacaré em Copa, aos 4 anos, que teve como conseqüência dois joelhos destruídos pelas pedrinhas da areia. A primeira sessão de cinema, aos 5 anos, para assistir ET. A primeira partida de futebol ao vivo, aos 7 anos, no Maracanã... Flamengo 1, Fluminese 0, se não me engano. O primeiro banho de roupa, aos 12 anos, na piscina do prédio do meu tio. A primeira viagem longa dirigindo, aos 21. Os melhores amigos, a construção de um sonho a dois, a sensação de paz... tudo isso é o Rio.
Toda vez que eu entro na tal Serra das Araras, já chegando ao Rio, meu coração dispara e eu começo a me sentir em casa, coisa que nunca aconteceu aqui. Não é a idealização de um sonho. É uma paixão real. Lá é o meu lugar.

E só para constar: eu odeio calor, sol, areia, essas coisas. Ainda assim, amo o Rio.
Pronto. E agora o Brasil já tem um novo foco, mais importante que as eleições iminentes, que os casos de pedofilia, que a Copa do Mundo, que a violência, que o Rubinho... É, começou o Big Brother 2 e os atores já assumiram seus papéis. Eu consegui identificar o gostosão, a vagabunda, o caipira, a meiguinha e o artista. E vocês? Ah, vocês não assistem esses programas ridículos? Eu assisto. E não me orgulho nem um pouco disso. É mais ou menos a mesma relação que eu tenho com as drogas, sabe? Só posso criticar o que conheço, só posso falar sobre o que já experimentei. O que não destrói completamente o meu senso crítico: sei o que é bom ou não. Mas também consumo os lixos.
Acordar com a mulher do Unibanco ao telefone é ótimo.

"Quando a senhora vai estar fazendo o pagamento? Nós vamos estar providenciando a baixa. A senhora pode estar ligando, então, para confirmar."

A impressão que eu tenho é que elas vão estar lendo um manual de atendimento para estar falando com os clientes pelo resto da vida. E eu vou estar mandando todas elas à merda. Creio que não há um capítulo que as ensine a estar atendendo clientes que as mandam à merda. Será que elas vão estar pifando?
Como diria um velho amigo... "só o aro". Hoje é quarta e eu sei que vai ter um bando de gente interessante no Affinit à noite. Mas eu não vou. E ainda não inventaram o Affinit delivery, então não há saída. Ught. Acho que preciso de uma bebida forte.
Acabei de terminar um namoro. Decidi me separar do homem que eu amo e que me ama. Nunca amei tanto e nunca fui tão amada. E terminei porque não consigo ser fiel. Não consigo sair, beber e não flertar com aquele menino lindo que encontrei outro dia na fila da biblioteca da faculdade segurando "Crime e Castigo". Não consigo resistir ao convite daquele amigo-especial-que-só-quer-me-comer pra tomar um sovete no domingo, às onze da noite. Não consigo me conformar com o fato de que não me apaixonarei mais, que não sentirei aquele friozinho na barriga na hora do primeiro beijo ou aquela tensão sexual antes da primeira noite. Todos esses fatores aliados ao fato de que o meu namorado ( atualmente ex) mora longe de mim e que às vezes tenho a ilusão que não sofreria tanto se nos separássemos oficialmente ( como acabamos de fazer), me impulsionaram a terminar definitivamente com o namoro.
Tenho medo de estar encorajando o "homem da minha vida" a sair da minha vida pela porta da frente. Mas também não posso ficar levando essa situação de mulher que ama e é infiel por mais tempo. Não sou galinha nem vagabunda. Não sei o que está acontecendo comigo e porque estou agindo assim, sem conseguir controlar os meus impulsos e instintos. Estou me sentindo como aqueles homens que amam suas esposas e não resistem ao assédio de outras mulheres. Acho isso nojento, repugnante. Foi o que o meu pai fez com a minha mãe durante muitos anos. Não quero reproduzir esse modelo de amor, de família. Não posso me debruçar sobre a desculpa de "sou filha de um casamento traído, fui marcada por isso, sou traumatizada e Freud explica". E o homem que eu amo não tem nada a ver com a marmelada do casamento dos meus pais e com as minhas neuras e traumas decorrentes.
Desculpe o desabafo.
Aliás, oi Lady, tudo bem? Quanto tempo, né?! Desculpe a invasão de blog, assim, sem avisar nada, mas é que tava precisando dividir essa angústia com alguém, e como estou envergonhada disso tudo, resolvi dividir com a "internet" ( e com vc, por tabela). Estou sem blog individual, então, tomei a liberdade de matar as saudades do nosso antigo bloguinho e soltar esse texto forte por aqui.

14.5.02

Putz. Explica isso, né? Irresistível foi uma palavra errada. O que eu queria dizer é que sou insuportável, neurótica, anormal e uma farsa completa. O "irresistível" foi uma ironia, pô. Passo bem longe disso. E as pessoas também passam longe de mim... não sei por qual motivo.
--x--
Acho que sei o motivo. Mas não vou explicar que sou bem normalzinha. É bom fazer "tipo" de vez em quando.
Agora pouco, Lady Macbeth teve um surto de modéstia:
"Sabe, eu não sou tão irresistível assim..."
Enquanto isso, no meu icq...
Explicando o campo senha a alguém:
"O que faço para aparecer em asteriscos? Tenho que colocar os asteriscos?"
Devo dizer que conheci dois chokitos (ou chockitos?) esses dias. Chokitos são aqueles garotos na puberdade que têm um rosto que mais parece a Lua, de tantas crateras e saliências (royalties para a Van). Existem algumas outras características pouco lisonjeiras nesses chokitos, mas tenho muito medo de falar sobre isso. A classe pode se rebelar e mandar me dar uma surra ou pior: eu posso me apaixonar perdidamente por um chokito. Com a sorte que eu ando, melhor não arriscar...
11º Mandamento
Não beberás leite na véspera de uma audiência importante.

A coisa é feia. Começa com aquela estrelinha (sabe a estrelinha? aquele troço que aparece nos quadrinhos quando um personagem tem um piriri) aparecendo sobre a cabeça. O primeiro impulso é cruzar as pernas bem forte, como se isso impedisse a saída de substâncias indesejadas do nosso corpo.
Pernas cruzadas, olhar fixo em algum ponto morto da sala e o suor escorrendo pelo rosto. Você só consegue pensar no café da manhã e se perguntar "por que diabos eu não tomei um suco?".
De uma hora para outra, aparecem as alucinações. Você vê vacas mugindo, mas o mugido delas é como uma gargalhada. Sim, elas estão rindo da sua cara, seu otário! A juíza pergunta o seu nome e você responde "Personal Folhas Duplas". Não, você não tem controle algum sobre a situação. É hora de sair correndo.
Quando a audiência acaba e você pode atropelar todas as pessoas naqueles longos corredores em direção ao banheiro, não adianta mais. O piriri passou e só voltará quando você entrar no ônibus para uma viagem de quarenta minutos.

13.5.02

Lembrei de uma história engraçada. Um bife que se perdeu.
"Ser sincera nem sempre significa ser apreciada" é a frase da noite.
Um texto forte escrito por Lady Macbeth, na verdade.
Eu tenho um troféu, acredite.
Badalação
Trinta e sete anos depois, resolvi pendurar na parede um relógio que a minha mãe comprou quando nasci, pra saber a hora das mamadas (será que ela não sabia que, com ou sem relógio, eu ia berrar de fome?). Daqueles modelos com pêndulos, tem três buracos pra corda, sendo dois dedicados exclusivamente à badalação. Uma festa! De quinze em quinze minutos, consigo me sentir num ambiente muito mais aconchegante que este modernoso apartamento. E, enquanto os vizinhos não reclamarem, vou ficar badalando no ouvido deles.
E o veterinário tirou o pouco de esperança que a gente tinha da Frances voltar a andar. Então, as coisas não estão bem. Pensei em postar aqui uma mensagem que enviei ontem a respeito da minha "vida" com a Fran, mas ficaria melancólico demais. Aos amigos, peço que perdoem eventuais "patadas", já que meu mundo desabou hoje. Vinte dias de incertezas, promessas, dinheiro e esperança, tudo indo pelo ralo. Não dá para ser otimista com situações como essa. Desculpaí, vou tentar manter o bom humor.
Dica de site interessante para quem gosta de ervas (não falei em cannabis, pô) e essas coisinhas naturebas. Tem que fazer um cadastro gratuito e depois é só se divertir. Até o nome é uma graça... Ervas do Sítio.

Porque ser junkie não é tudo na vida.
Não, isso não pode ficar assim. Eu estou mais uma vez de bobeira em frente à TV e começa a passar o clipe da música "Fullgás", da Marina.
Tá, tudo bem que o vídeo é de 84, época em que as coisas bregas eram consideradas geniais. Tá, tudo bem que isso é do tempo em que a Marina ainda tinha um Canal da Mancha entre os dois dentinhos da frente. Mas ela precisava usar polainas?
O vídeo se passa em uma espécie de academia de dança, com seres correndo de um lado para o outro, dando pulinhos e sorrindo como se estivessem com cãibra (cara, como é estranho escrever essa palavra) no maxilar. Marina canta entre eles, vestindo 514 peças de roupa e suando feito um camelo, como se fosse um esportista na Antártida.
De repente surge um indivíduo que deve atender pela alcunha de "filé de borboleta", tamanha magreza. O ser é quase desnutrido e veste um macacão estilo "girino", daqueles que mostram até as saliências de uma verruga. Detalhe: o macacão é multicolor, parece um arco-íris.
Vocês pensam que acaba por aí? Não. Praticamente todos os homens do tal vídeo vestem macacões iguais: pernas colantes e duas alças formando um "U" sobre o tórax. E logo aparece o homem-bolha. Com seus trezentos quilos, vestindo o tal macacão, só que branco, cabelos com mechas claras e aquela faixa de tenista na cabeça. Lindo.
Estou assustada. O clipe terminou, mas a imagem daquelas criaturas pulando povoa minha mente. Preciso do telefone do girino. Vou propor casamento a ele. Afinal de contas, para pagar um mico desses, o cara deve estar milionário.

PS: Eu fiquei três horas pensando se era "mechas" ou "mexas". E ainda consegui escrever errado. Formidável. São mechas. Acabei de reler e fazer aquele velho joguinho de "mexas - verbo mexer" e "mechas - cabelos".

12.5.02

Oi. Acordei. E, que maravilha, as imagens todas do blog estão fora do ar. Alguém sabe me explicar o motivo? Que mierda.
--x--
Frances Beam é uma cachorra muito "letrada". O primeiro parto dela foi sobre uma foto do Sadam Hussein estampada na Folha de São Paulo. Tenho até foto disso. E hoje ela fez cocô sobre o Fernando Henrique. Ela poderia ter feito cocô sobre a Regina Duarte, mas preferiu o FHC. Será que isso quer dizer alguma coisa?
Frase da noite
"Homem não gosta mesmo de saber menos que mulher. Especialmente quando não se trata de panelas."
Sonhei com a Gina. Como assim? Vocês não sabem quem é a Gina? É aquela mulher que fica sorrindo nas caixinhas de palitos de dente, mostrando para todo mundo que não há fiapos de carne em seu sorriso simpático. Mas vamos ao sonho.

Gina era minha vizinha. Ela morava em uma casa nos fundos da minha e pendurava roupas no varal cantarolando o jingle da Groselha Vitaminada Milani, porque o sonho de sua vida era participar desse comercial. Foi rejeitada porque beber groselha não é exatamente uma tarefa que exija a utilização de palitos de dente.
E um dia eu escutei gritos vindos da casa dos fundos. Gritos assustadores. Pulei o muro com uma faca na mão, certa de que Gina havia sido atacada por um maníaco. Mesmo depois de tanto tempo, Gina ainda tinha fãs enlouquecidos. Sua surdez impedia que ouvisse a multidão clamando por um sorriso igual ao da embalagem dos palitos, mas isso não importava mais.
Nem os dentes Gina conservava. Há anos usava dentadura e não podia sorrir abertamente, pois era alérgica a Corega (lembram?) e corria o risco de arremessar a dentadura e morder algum incauto admirador.
Arrombei a porta da cozinha e invadi a casa de Gina, procurando sinais do possível maníaco. E então encontrei o corpo. Gina jazia no verde sofá de veludo molhado. Não sei qual cena era mais apavorante: o maldito tecido esgarçado do sofá ou o corpo ensangüentado de Gina. Pois é, minha gente.
Aos 85 anos, Gina suicidou-se engolindo uma caixa de palitos de dente. Não suportou o ostracismo a que foi condenada após o surgimento do fio dental e acabou com a própria vida, usando como arma a sua própria ferramenta de trabalho. E a dentadura estava caída ao lado do sofá.
Acordei assustada e corri para o quintal, onde ouvi o inconfundível canto de Gina. Por via das dúvidas, joguei fora a caixa de palitos de dente que encontrei em minha cozinha. Nunca se sabe quando o desespero pode bater à nossa porta.
Diálogos que só acontecem na minha casa
- Mãe, eu vou deixar a geladeira fora da melancia para a gente comer, belê?
- Tá. Depois que você jantar, não esquece de guardar a vasilha em uma carne de plástico e colocar na geladeira.
Vou ali verificar meu estoque de giletes e não volto. Isso tá me incomodando, pessoa. Muito.
Não, hoje não é um bom dia. Cadê aquele maldito avião da TAM para cair sobre a minha cabeça?
--x--
Eu queria poder ser sincera com aqueles que considero amigos. Mas pelo visto a minha sinceridade não é muito apreciada...
--x--
Crise de choro diante de um prato de comida é sinal de descontrole emocional?

11.5.02

Pensando bem, se o motoboy for moreno, alto, bonito, sensual e bem resolvido, a vítima nem precisa vir junto.
E enquanto a cã não ficar completamente boa, eu só posso apelar para diversão delivery. Comida delivery, supermercado delivery, amigos delivery e tudo mais. Portanto, as propostas de sexo casual estão descartadas, a menos que a vítima se disponha a vir pendurada nas costas de um motoboy. E tenho dito.
Tenho andado um tanto ocupada enviando perguntas para o Show do Milhão. Não acreditam? É verdade. Minha mãe está me ameaçando com um chicote. Se eu não colaborar com o "seu Silvio", ela acaba comigo.

10.5.02

É longo, sim. Mas vale a pena. Exijo que vocês leiam.

Vamos às recordações. Aos 14 anos, resolvi fazer o segundo furo na minha orelha e mamãe foi contra. É óbvio que ela usou a única maneira de me controlar existente para impedir: a grana. Depois de muito implorar pelos míseros cruzeiros (ou cruzados, ou sei lá o que era naquela época) necessários, decidi que era capaz de furar a orelha eu mesma, sem ter que pagar por isso. Munida de uma rolha e uma agulha, além de um velho brinco caflon, postei-me diante do espelho e fiz o serviço, entre lágrimas e gemidos. A frase "agora Inês é morta" foi a forma que encontrei de convencer minha mãe a não arrancar o brinco na unha de minha já estropiada orelha.
No dia seguinte, "os malucos da cidade souberam da novidade" e observaram a majestosa pedrinha verde brilhando na minha orelha vermelha e inchada. Eu carregava duas verdadeiras árvores de Natal na cabeça, mas até que o serviço ficou bem feito. Então pediram que eu fizesse o mesmo estrago na orelha deles. Deu-se então uma caçada aos velhos brincos caflon. Não havia a menor possibilidade de furar mais orelhas sem os tais brincos. Eram peças fundamentais da "operação". Encontrei uns quatro perdidos nos meus bregas porta-jóias de louça, inclusive um mini-caflon que devia ter sido utilizado quando eu era apenas um bebê.
E começou a saga. O primeiro foi o Murilo, o menino mais lindo do bairro e meu melhor amigo. Enfrentou a dor e minha inexperiência com coragem e não vi sequer uma lágrima brilhando naqueles imensos olhos azuis. O segundo foi o Torinha. Torinha era o maior encrenqueiro do bairro e eu tremia para fazer o furo. Caso algo desse errado, provavelmente eu ficaria sem as orelhas.
O problema começou com o CB. CB (Casa da Banha) era um ser imenso que se arrastava pelas ruas implorando por um saquinho de batatas fritas. A orelha do cara parecia uma bunda de tão gorda. Pensei seriamente em usar uma agulha de tricô, mas os outros meninos (que acompanharam todo o processo) me impediram. Quebrei três agulhas dentro da orelha do cara, mas consegui enfiar o brinco - que não fechou totalmente - e segui com o serviço.
O quarto foi o Louco. Eu deveria ter parado ao encontrar problemas com o CB, mas a minha reputação estava em jogo. O apelido era a mais pura expressão da verdade. Além de tomar Gardenal em doses cavalares, ele surtava de vez em quando e arrancava toda a roupa no meio da rua. Pois bem, enfiei a agulha na orelha do cara e recebi um tapa na cara. Sim, ele resolveu surtar justo naquela hora e saiu correndo pela garagem da minha casa arrancando as roupas, com uma agulha pendurada na orelha. Nessa hora agradeci o tamanho do CB: com um abraço, prendeu o Louco na parede e assim o manteve até que eu terminasse o serviço.
Só que nem tudo são flores e a coisa não poderia ficar por isso mesmo. O primeiro sinal de que havia alguma coisa errada foi uma visita inesperada do Louco à minha casa na manhã seguinte: a orelha parecia uma beterraba. Roxa, imensa, soltando pus por todos os lados. É, a droga da orelha infeccionou e ele achou que eu tinha que resolver. Mandei o cara embora, sugerindo que fosse à farmácia.
O segundo problema foi um pouco mais grave. A mãe do Torinha resolveu ligar às três da madrugada aqui em casa e avisar para a minha mãe que eu estava exercendo a tal profissão ilegalmente. Fui retirada pelas orelhas (elas!) da cama e tive que me explicar com a mãe do garoto, que insistia em me culpar pela "viadagem" do filho.
Desde então, não posso mais andar nas ruas desse bairro sem estar disfarçada. Às vezes apedrejam a minha janela. Mães inconformadas podem ser perigosas.
Greve de posts. Tô ocupada (ufa, que milagre!). Até mais tarde.

9.5.02

Eu não termino pra continuar.
Tempero na Zaga. Zagueiro na cozinha. Como ou jogo? Como eu jogo?
Chove na cidade do Rio de Janeiro. Do Cristo encoberto, só o reflexo das luzes nas nuvens. Encantada.
Tem alguém aí a fim de pagar um lanche do McLixo para mim?
Eu sou um radar de cocô, sabe? Funciona mais ou menos assim. Onde existir um cocô canino, meu pé vai estar exatamente em cima. Então, caro leitor, se você perdeu um cocô em alguma calçada desse vasto mundo, entre em contato que eu localizo o referido em pouco tempo. Hoje localizei três em menos de 15 minutos...
Eu juro que acabei de ver o fantasma do Celso Daniel fazendo cooper na avenida aqui em frente. E isso me fez concluir que cheirar fubá estragado pode causar danos irreversíveis à sanidade mental.
Olha, se eu fizesse o tanto de sexo que eu falo, seria uma pessoa muito feliz. Todos os comments desse blog acabam em putaria de uma forma ou de outra. Tem uns que são até mais sérios... falam sobre casamento, essas coisas aborrecidas. Mas a maioria acaba mesmo em sacanagem.
Essa conclusão foi obtida em uma conversa lá pelas três da manhã, via ICQ. Só porque me acusaram de ter uma mente poluída...
Que propaganda de Viagra, que nada. Corajoso mesmo é o sujeito que topa fazer um "reclame" (como diria minha falecida avó) de Corega.
Aimeuzizuiscristim... Cês lembram da casa do Tyler Durden? Toda destruída e completamente bagunçada? Meu quarto está mais ou menos assim, só que com uma cachorra no meio do caminho. E meu horóscopo pede "organização no ambiente de trabalho". Passa no ano que vem, belê?
--x--
- Ai, tô cansada, mãe.
- Eu sempre disse que cachorro dá trabalho, Lady.
- Eu sei. Mas esse trabalho de lavar quinze quilos de roupa por dia, de preparar seis refeições, de dar remédio de quatro em quatro horas... isso mata.
- Já ouviu falar em maternidade, Lady?
- Se um dia eu disser pra você "mãe, tô grávida", você jura que me dá um tiro na cabeça?
- Precisa esperar você dizer?

8.5.02

Eu tô só aqui acompanhando... Há cerca de meia hora três "comentadores" estão trocando mensagens que nada têm a ver com os meus posts. A cada CTRL R que eu dou, aparece mais um comment. São eles: MacSea, Nishi e Segundo. Começo a ficar preocupada com isso. Na primeira proposta de casamento que eu ler nos comments, deleto o blog. E tenho dito.
Ei, você! Convidou seu namorado para jantar e não sabe o que servir? Promove verdadeiros desastres ecológicos a cada vez que resolve fritar um ovo? Seus problemas acabaram! Aprenda a arte da culinária em suas tardes livres assistindo o programa Note & Anote da Rede Record.
Mas não é só isso. Assistindo o programa, além das inevitáveis aulas que ensinam a fazer pato assado com molho de laranja, você aprende a fazer pastas e cremes deliciosos para servir com seu prato predileto. E aprende com os fabulosos e conceituados irmãos Martins. Os gêmeos Roberto e Maurício não são chefs de cozinha, não. São cabeleireiros. E as receitas caseiras que eles ensinam são muito elaboradas. Se não deixarem seu cabelo mais bonito, tente comer os "produtos". O máximo que pode acontecer é uma indigestão.
Ahn? Vocês querem saber se eu testei os cremes? Confesso que depois de ver uma máscara capilar contendo vinagre, não tive coragem.
Minha mãe é praticamente um compêndio de medicina. Ela é a única pessoa que eu conheço que consegue ter...
...um calo na garganta;
...um no cérebro;
...um ardor no esôfago;
...uma torção no fígado.
O pior é que ela fala isso tudo com uma certeza que me assusta. Eu praticamente consigo sentir o meu cérebro dando um nó, também. Sim, porque uma coisa grave como essa tem que ser hereditária, né?
Sabe o Nishi? O Nishi é o comentador de blogs mais famoso por essas bandas. Já revelaram que ele tem uma Fun Page, então não tem mais graça alguma contar isso. O que eu tenho para dizer sobre o Nishi é que ele sumiu. É verdade, ele desapareceu. Há dois dias ele não comenta nada nesse blog e eu começo a ficar preocupada. Sem o Nishi, a diversão garantida nos comments acaba. Portanto, Nishi, onde quer que você esteja, volte. Precisamos de você.
Ciúme virtual é quando você vê o seu MAVA dando pitacos nos blogs alheios, revelando para o público o seu blog oculto, essas coisas. Nada muito grave.
Ei, o que cê tá fazendo aqui? hahahahaha
Aaaah, sim! Agora me fale sobre ciúme virtual, senhora dona Lady! Grunf!
(Pirateado por MAVA)
Olha, dá licença, tá? Eu me recuso a sair de casa enquanto estiver parecendo um morango. Não, eu não estou "saborosa", nem "cheirosa", nada legal desse jeito. O lance é o meu rosto, que amanheceu todinho salpicado de pontos pretos (cravos... enormes, nojentos e ridículos) e alguns calombos (elas, as espinhas). Eu não tive espinhas durante toda a minha adolescência. O que diabos elas fazem aqui agora? Preciso dar um jeito na minha alimentação (será que é isso?) ou nos meus hormônios (bem mais provável).

7.5.02

Três e meia da manhã e eu ainda estou aqui. Mas é por uma boa causa: sabe aquele amigo reencontrado, o "elo perdido"? Pois é. Ele leu essas abobrinhas todas e resolveu criar um blog, também. E então eu estou dando (opsss) aquela aulinha básica para iniciantes. Aguardem. Assim que o blog se tornar "apresentável", eu coloco o link aqui.
A impressora que estava no conserto voltou hoje. Envolta em mais de um metro de plástico-bolha. Se eu não aparecer por aqui pelos próximos dias, é que estou ocupada estourando aquelas bolinhas deliciosas.
Esqueci de dizer que o celular foi encontrado em uma calçada da Rua Teixeira de Freitas, em São Paulo. Só que nós nunca estivemos nessa rua. Mistérios.
Sabe o amigo que eu reencontrei ontem? Ele foi o responsável por alguns dos momentos mais estranhos da minha vida. Um desses momentos foi quando o sujeito veio passar um final de semana aqui em casa (ele era do Rio) e acabou perdendo o celular logo na primeira noite. O menino teve uma crise de choro de quase uma hora, dizendo que o aparelho nem estava pago. A única forma de "aliviar" a situação era distrair o cara, então peguei meu travesseiro e um colchonete e me enfiei no quarto que ele dormia (êpa, não é nada disso que vocês estão pensando...) e passamos a noite toda conversando. Lá pelas cinco, peguei no sono ali mesmo (no colchonete) e ele também (na cama).
Fui despertada cerca de uma hora depois, com uma dor intensa nas costas e uma sensação de "peso" sobre o meu corpo, seguida de uma voz que gritava "peguei, peguei". Eu, ainda meio avariada pelo sono, saltei do colchonete e respondi logo: "quem é você?", pensando tratar-se de um ladrão (!!!) procurando por dólares escondidos no quartinho dos fundos da minha casa. Passei uns cinco minutos tentando entender a situação, e então acendi a luz. A cena: meu amigo, agarrado a uma pilha de roupas do armário, dizendo "calma, está tudo bem... eu o peguei... vem aqui" e eu indo, chorando de medo e o abraçando.
Aí é que eu me dei conta do que estava acontecendo. O puto sonhou que tinha encontrado o "assaltante" que levou o celular, levantou no meio da madrugada, pisou nas minhas costas e agarrou uma pilha de roupas (que não soltou por uns 15 minutos). E ainda queria me tranqüilizar!
Desde então eu só recebo amigos aqui em casa quando eles trazem o atestado de sanidade mental ou uma camisa de força. Pensando bem, acho que a camisa de força é imprescindível.

6.5.02

Palavras ditas - e mesmo as escritas - podem parecer o que não são. Ainda assim, certas frases, invariavelmente, são julgadas e condenadas, sem direito a recurso. De qualquer forma, explico.
Crise descontrolada de ciúme virtual. Não gostei. Acho que tô enlouquecendo. Vou ali tomar um banho (pode ser sujeira acumulada) e já volto.
Essa vida é muito estranha, mesmo. Depois de quase três anos sem contato algum, reencontrei um velho amigo. E, caramba, a vida dele mudou muito, a minha também, mas o que mais me surpreendeu foi descobrir que ele está com trinta anos. Não, trinta anos não é exatamente a velhice. Não é nada disso. É só que percebi que eu também estou chegando lá e não sei o que fiz com os últimos cinco anos. O tempo está passando rápido demais para nós. Talvez os "30" sejam um símbolo, apenas. Mas fiquei meio assustada.
Foi bom falar de novo com meu "melhor amigo" de muito tempo. Puta saudade.

5.5.02

Google
Preciso explicar tudo de novo? Não, né? Então, aqui vai a busca que mais me impressionou nos últimos dias.
Fotos da Vanessa de havaianas - A Vanessa Marques? É dela que você quer saber? Posso vender as fotos dela em um quarto embolorado de São Thomé das Letras. Não há nenhuma foto nua, mas se quiser uma foto dela acordando, completamente destruída e descabelada, usando uma camiseta do Lokau.com, podemos negociar.

Ter amigos famosos é bom demais. Sempre dá para faturar uma graninha com informações no mercado negro.
Decepcionar as pessoas é uma coisa que eu faço constantemente. Não é de propósito, mas vivo sendo "menos" do que esperam de mim. É, eu não estou legal. Desculpe.
Pois é. Nem tudo está perdido. Ontem eu resolvi levar a "hóspede carioca" para conhecer SP e foi uma noite estranha. Antes de contar como foi o passeio, devo contar quem é a hóspede. Ela tem um blog rosa. Sim, é verdade. Ela tem um blog rosa, ela é meiga e ela gosta de coisas fofas. E eu sou preconceituosa. Mas tudo bem. Depois que ela teve um "piriri" aqui em casa, estreou meu banheiro e fizemos um campeonato de arrotos regado a coca-cola, esqueci do blog rosa.
Na primeira noite dela aqui em casa, fomos à locadora e pegamos uma comédia (ugh!) para assistir. No dia seguinte, fomos devolver o filme e ela simplesmente se encantou com o atendente da Blockbuster. Eu sobrei, claro. Depois de passar o MEU telefone para o cara, fomos embora às gargalhadas. E eu nem perguntei se ele tinha um amiguinho para apresentar... huhhhhh.
Então ontem fomos a uma cantina, eu, a carioca e a Pa. É claaaaro que eu tinha que me perder no caminho. E é claaaaaro que isso tinha que ser motivo de piada: a paulistana perdida em Sampa. Por fim, encontramos a cantina e a perturbada carioca se pendurou no sino que havia na porta. Era uma espécie de tradição. Badalando o troço uma vez, você arruma um namorado. Duas, arruma um emprego. Três, saúde para a família. Quatro, muito dinheiro. A louca resolveu somar todas as alternativas e passou metade da noite tocando o tal sino sob os olhares nervosos dos outros clientes. Irritante.
Depois de caretas ridículas que assustaram até o dono do restaurante, paqueras com mocinhos bonitinhos acompanhados pela mãe que era o clone da Wanderléa e frases como "eu nunca transei em português", saímos da cantina e voltamos para o interiorrrrrr. Ainda existe a possibilidade de me divertir sem estar bêbada. Nem acredito nisso.

4.5.02

Alguém pode mandar os caras da bateria da Viradouro pararem com esse ensaio na minha cabeça?
Tem um blog novo no pedaço que escolhe bons posts nos blogs e coloca no ar. O nome é Geléia de Pérolas e eu descobri porque linkaram um texto da Marina, falando sobre o Rio de Janeiro (excelente texto, aliás). O curioso é que a pessoa escolhe textos de blogs que eu visito com certa freqüência, aquele coisa do círculo vicioso de blogs que para alguns pode ser encarado como "panelinha", mas eu creio que se trata mais de uma identificação de idéias. Ah, a pessoa colocou também um texto genial da Vanessa sobre o nosso "passeio" no córrego Aricanduva, além de outros textos de blogs muito bons. Vale a visita.
Não, eu não morri. Mas tem um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo e tá bem difícil escrever. Além do problema com a cã, tenho uma ilustre visitante carioca aqui em casa e o pouco tempo livre que tenho é dedicado a passeios pela cidade.
Semana que vem estarei um pouco mais livre e esse blog voltará às atividades normais.

2.5.02

Assim que eu voltar à vida (dormir oito horas por noite, almoçar, jantar, tomar banho, pentear os cabelos), tenho que contar sobre o meu desmaio na clínica, hoje. Pura histeria. Segundo MAVA, eu segui a linha Vera Loyola.
--x--
Hoje cometi um daqueles erros que... ah, aqueles erros. Escrevi "excessão". E posso dizer que isso não é uma exceção: é a regra. Eu sempre erro essa palavra.
Esse moço me deu uma idéia genial para enriquecer com os gostos esdrúxulos das pessoas. Uma pizzaria que sirva o produto já amanhecido e frio, do jeito que eu e mais um monte de gente (inclusive ele) gostamos. Já posso ver a fila na porta, às sete da manhã, de pessoas esperando pelos pedaços de pizza meio enrugada, com o queijo endurecido e um copo de coca-cola com pouco gás para acompanhar. Formidável.
Gente. Tem até homenagem à Frances lá no MAVA. Essa cachorrinha tá com a bola toda, pô. Vai ver. Só que a minha filhota não é obesa daquele jeito, não. Depois coloco uma foto aqui...
A Frances já foi operada e passa bem. Está aqui em casa. Não foi tudo bem, não. A coisa é mais grave do que esperávamos e só vou saber se a cirurgia deu algum resultado dentro de uns 20 dias. Mas ela está viva, o que já é uma vantagem.

1.5.02

Talvez a noite mais difícil dos últimos vinte e quatro anos. Tá muito foda manter o ânimo. Tá muito foda olhar essa coisinha minúscula pedindo ajuda para andar. Amanhã eu conto.
Eu fico muito chateada quando sou mal compreendida. Quando tomam minhas brincadeiras inocentes (a maioria delas não tem maldade alguma) por arrogância. Talvez não esteja claro para algumas pessoas que fazer piada em cima das próprias tragédias é apenas uma das formas de não afundar na autopiedade. Não significa que eu não sinta, que eu não sofra e, principalmente, que eu não pense.
Pronto. Passou.
Hoje a gráfica faria 12 anos. Qualquer hora escrevo sobre ela.
Fiquei parada por uns dez segundos em frente à gôndola, olhando, estupefata, para o que lia: "papel higiênico com vitamina E". Por via das dúvidas, comprei. Alguém pode, agora, me dizer pra quê serve?