30.4.02

A máquina de lavar roupas termina o serviço e eu saio correndo para pendurar aquele monte de camisetas, toalhas e lençóis, porque enquanto não arrumar um emprego, eu sou a Isaura oficial, muito prazer. Então olho para o varal repleto e penso "que beleza de serviço" e volto para o conforto da minha cadeira velha e gasta. Sento e olho pela janela. E então desaba o toró.
Saio correndo e recolho as roupas com uma certa raiva, mas são ossos do ofício. Pego um banquinho, me penduro no varal de dentro e começo a estender as malditas roupas de novo. Só esqueço da minha maldita labirintite e acabo caindo dentro do tanque. Mais alguns hematomas para a minha coleção. Termino tudo e me dirijo novamente para a velha cadeira. E então a chuva pára.
Fala sério. Murphy está aqui, escondido em algum lugar.
Conversas "dor-de-cotovelo" que só acontecem no meu ICQ
Lady - O que será que ele fez com os presentes que tinha comprado para mim?
Marina - Comprou e deu pra outra (vai me matar agora).
Lady - Uma camisa do time dele e um monte de CDs que SÓ eu sou capaz de gostar?
Marina - Claro. Ou acha que só vc se encanta com ele?
Lady - É verdade. Mas nem dói mais. Também não sinto minhas pernas. Acho que morri.

Eu sempre exagero um pouco.
A cirurgia da Frances Beam está marcada. Será na quinta-feira às sete e meia da manhã. Dedinhos cruzados, please, porque a coisa é séria e TEM que correr tudo bem. Se eu der uma sumida, por favor, não reparem na bagunça e sintam-se em casa. Podem comentar e até escrever no meu lugar (é só mandar um e-mail e eu passo a minha senha...hohohoho), desde que estejam acostumados a utilizar pontos, vírgulas e afins.
Era isso. Agora vou ali e já volto.
Lembrete
- Abtronic
- Nestlé
Ou será que link para a notícia da vaca vale como atualização? (mmm)
MAVA, eu atualizei o blog na madrugada de domingo para segunda. E hoje. Acho que madrugada de domingo para segunda (considerando-se que eu não tinha dormido) ainda é domingo, mesmo que não seja de fato. Sendo assim, sua teoria sobre a fuga coletiva de inspiração é válida. Não que eu precise de muita inspiração para escrever essas bobagens...
Eu já disse que preciso do primeiro CD do Stone Temple Pilots? Pois é. Eu preciso. O nome dele é Core. É mais um da minha galeria dos "desaparecidos na mudança". Preciso. Entenderam? Façam uma vaquinha e mandem pra cá com urgência.

PS: Caso não encontrem o Core, pode ser o 4, mesmo. Ou o do Scott Weiland. Prometo não ficar desapontada.
Conversas que só acontecem na minha casa
- Mãe, olha lá! O que a Frances tem é mais ou menos a mesma coisa que o Guga teve.
- É. A diferença é de poucos milhões de reais e cerca de 60 quilos. Sem contar que a Frances não tem cachinhos no cabelo.

Destaque para o olhar que mamãe lançou: "será que minha filha bebeu creolina de novo?".
Coisas que só acontecem no meu ICQ - Parte 2
Marina - A casa está desmontada. Foi-se sofá, foi-se geladeira, foi-se microondas e uma porção de bagulhos. A geladeira ficou pro pobre que conseguiu tirá-la daqui.
Lady - Não sobrou nem um pão velho pra mim?
Marina - Nem um figo podre. Se bem que tem ainda uma saboneteira de acrílico em forma de ganso.
Lady - E pra quê eu quero um ganso?
Marina - Pra enfiar no c*píííiíí. (perdoe, não pude descartar essa hipótese).
Lady - Será que é prazeroso?
Marina - O pescoço dele é meio fino.
Lady - Melhor. Não machuca.
Marina - Nem dá prazer.
Lady - E também não nos leva às festas, nem paga nossas contas e tal. Não, pode ficar com o ganso.
Marina - Ok. O ganso vai pro lixo.
Coisas que só acontecem no meu ICQ - Parte 1
"Homem, alto, voz grossa, preferência emocional e sexual absolutas por mulheres, em especial altas, morenas e maravilhosas... sou fã de peitos e gosto também de uma bela bunda redonda...
Sou bem dotado, 20cm, bb durinho. Só para mls. ligue XXXX-XXXX"


Antes que vocês perguntem, sim, eu conheço a figura. Só não conheço as características descritas.

29.4.02

Isso é Brasil, mesmo. Aqui, até vaca clonada pula a cerca.

28.4.02

E o post que eu perdi no sábado falava sobre a minha noitada assistindo velhos filmes da "Videoteca Caras". É que eu sou compulsiva, sabe? Lembra do meu surto "cinematográfico"? Passei dois anos sem entrar em um cinema e quando voltei às telonas, queria assistir dois filmes por dia.
Com os filmes em vídeo (porque eu não tenho DVD e é pouco provável que compre um) é a mesma coisa. Passei dois anos com o vídeo quebrado e agora que consertei, tenho que assistir todos os filmes que estão no fundo do armário. Até mesmo aqueles velhos shows do New kids on the block...
Tá, eu sei que isso não é hora de postar. Mas acabei de assistir Amnésia (pode falar que eu sou alienada, vai...) e não vou conseguir dormir enquanto não entender direito o que vi. O filme é genial! Mas minha cabeça tá abrigando uma fanfarra de escola pública no 7 de setembro.
--x--
Momento escatologia online
Eu acabei não explicando direito o que a Frances tem. As orações ainda são bem vindas. Ela está com um problema (sério) de coluna e só vai passar por exames mais elaborados amanhã. Então ela não tem dor (porque toma analgésicos), mas encontra dificuldades para andar. E por conta disso ela foi "promovida" e agora dorme ao lado da minha cama, sob vigilância.
Pois então, a Fran fez cocô. Não que vocês tenham alguma coisa a ver com isso, mas ela não tinha feito cocô durante o dia todo e estávamos bastante preocupados. Mas porra, ela não precisava cagar em cima das minhas havaianas.
--x--
Depois da Amnésia, a caganeira. For-mi-dá-vel.
E nem uma moça, né, Marina? (isso é piada particular)
Eu não sou um rato.
Minha esperança é que ainda fabricam giletes. E veneno pra ratos, segundo LM...
Não, eu não morri intoxicada por quilos e quilos de granola consumida com sofreguidão (eu sempre quis usar essa palavra). É só que estou envolvida em outros projetos (essa expressão é DI-VI-NA) e não sobra tempo para escrever aqui.
Amanhã as coisas voltarão ao (a)normal. Fiquem agora com nossos comerciais e aguardem as cenas do próximo capítulo.

PS: Eu sei que isso foi péssimo, mas foi o melhor que pude fazer. Desculpem o transtorno (essa também é ótima).

27.4.02

Eu escrevi um post gigantesco e o Blogger engoliu. E eu não vou repetir tudo aquilo. Então esquece.

26.4.02

Ah, não é só, não. Tem as buscas de hoje no Google, pô. Como eu pude esquecer?
Marcos Mion bêbado - Se você encontrou o Marcos Mion em algum lugar desse blog, me avise para que eu coloque uma bomba no tal post. Imbecis não têm espaço aqui.
Cynira Arruda nua - Meeeeeu, que coisa trash. Aquela mulher já é muito estranha com roupas. Imagine sem...
Mudando completamente de assunto, tenho uma coisa a dizer sobre a noite de ontem: nunca, jamais, em hipótese alguma tente beber como um estivador depois de um longo tempo de abstinência. Você pode revelar seus piores segredos à sua amiga mais "boca-aberta". Você pode inclusive contar que beijou o ex dela na semana passada. E o resultado nem sempre é bom.
E acho que por hoje é só.
Ainda no assunto "livros", caso você seja como eu, sofra de rinite e goste de se enfiar em "sebos", tenha sempre à mão um vidro de Beclosol. E vá com tempo para revirar prateleiras e encontrar raridades por dez míseros reais.
Então... eu já disse por aqui que sou meio fanática com leitura, de blogs a bulas de remédio. Tudo que cai na minha mão é lido e relido, mesmo que seja um lixo. Tá bem, eu sei que muitas coisas que leio não acrescentam porra alguma à minha vida, mas vejam, de alguma forma o hábito tem que nascer, né? O meu hábito nasceu com meros gibis da Turma da Mônica, passou pelas vergonhosas séries Julia/Sabrina/Bianca e até hoje, se aparecer uma porcaria da Danielle Steel aqui em casa, eu leio. E isso não me impede de gostar de autores clássicos como Victor Hugo (ah, quase eu perdi minha coleção) e de me arriscar a ler James Joyce (dica para principiantes - Dublinenses é uma ótima forma de perder o medo do "monstro").
Não vou fazer um post "por-favor-leiam-tal-livro". Só leiam. Qualquer coisa. Até embalagem de papel higiênico serve.
Os livros vão ficar para depois porque eu estou em meio a uma guerra. Sério. O vídeo pré-histórico voltou do conserto e eu simplesmente não consigo configurar (ô nerd...) os canais. Então tem uma tela azul na minha TV e eu já inverti todos os malditos cabos, sem resultado.
Há alguém aí que entenda disso? Pago bem e ainda sirvo café com bolo.
Chega de bobagens. Vou ali comer mais um pouquinho de granola e depois volto. Quero falar sobre livros, hoje.
E meu piercing tá infeccionado e soltando casquinhas, como a Vanessa previu. E minha sobrancelha começou a cair. Devo me preocupar?
Pois é. Há três dias eu descobri que sou apaixonada por granola, então é só isso que eu como. Não, eu não pretendo ter uma alimentação saudável para o resto da vida. O lance é que eu ganhei um saquinho "usado" de granola e é bem mais fácil despejar aquele alpiste misturado com girassol em uma caneca e comer do que cortar cebola, alho, refogar uma carne, fazer arroz e essas coisas chatas. Mas se eu começar a piar, não estranhem...
Depois de ser chamada de "bêbada agressiva", eu ando pensando seriamente em algumas coisas. Não, nem passou pela minha cabeça parar de beber. São outras coisas.
Mas pô... agressiva, eu? Eu? Aquela que diz que ama todo mundo? Que joga a cabeça para trás "que nem" o Snoopy? Não, acho que não.

25.4.02

Completamente bêbada. Mandem ajuda.
E só para não perder o embalo, as buscas de hoje no Google.
Fotos do corpo de Layne Staley - Desculpe, foi engano.
Fotos de Kelly Key - A campeã. Só para contradizer um post anterior, há gente que procura por letras das músicas de Kelly Key, sim. Semana passada chegaram aqui procurando por isso.
Adesivos carros frases idéias - Eu já disse que odeio esses adesivos "muderninhos"? Pois é, eu odeio. Não volte aqui.
Gráfica putcha - Ahn?
Meninas nuas faculdades - Tarado.
Luftal - Vá flatular pra lá, pô.
Sonhei que a aranha estava em cima da minha cama - Ah, essa foi a melhor até hoje. Um bom inseticida costuma resolver esse tipo de problema. Mas... aqui pra nós... foi bom pra você?
Projeto caos "Clube da Luta" - Eu já falei do Clube da Luta aqui? Eu amo esse filme. Mande um e-mail que eu te passo uns 15 sites que falam sobre o Projeto Caos, belê? E se você for moreno, alto, bonito, sensual e podre de rico, eu até te convido para assistir o filme aqui em casa.
Stress bombeiro profissão - Não conheço os índices de stress nessa profissão. Mas se quiser saber alguma coisa sobre "stress na redação", eu posso te contar...

Continuo esperando as buscas por "pinga cofigo" e "pastel de carne com garapa".
Putz grila. O clipe de "Ebony and Ivory" é muito ridículo. Eu nunca tinha visto isso (e até gosto da música). Stevie Wonder e Paul McCartney sentados nas teclas de um piano gigantesco. Mas o mais interessante é que McCartney fica balançando a cabeça de um lado para o outro, assim como o Stevie Wonder. Porra, esse tique nervoso pega?

PS: Pega. Tô digitando esse post e balançando a cabeça.
Ué, e por que eu daria o seu e-mail para alguém, MAVA? Nem pensar. Já conversamos sobre isso, lembra? Faz assim: se quiserem dizer algo para ele, vocês mandam e-mail para mim e eu repasso, ok? (eu já avisei que sou ciumenta com MAVAs, pô)
E só para satisfazer a curiosidade dos dois ou três que lêem isso aqui diariamente, segue a descrição de MAVA dada pelo próprio.

"MAVA e contraMAVA são faces de uma mesma moeda dialética, de cuja síntese brotam os diálogos avançados intermediados por instant messengers, símbolos do imediatismo que caracteriza a relação pós-moderna entre os cidadãos, que passam a se denominar "netcitizens". O contato pessoal é reduzido, mas estabelecem-se relações às vezes verdadeiras entre indivíduos tantas vezes deslocados no espaço (mais comum) e no tempo, em decorrência do advento do correio eletrônico..."

Tá vendo? Já tinham pensado bobagem. A coisa é mais simples do que vocês imaginam. E não tem nenhum caráter sujo ou impróprio, belê?
Problemas existenciais. Vocês entenderam.
Mas por que diabos eu contei essa história? Ah, é só para dizer que na próxima encarnação eu quero nascer bonita, rica e burra. Se eu não conseguir ser bonita e rica, pelo menos quero ser burra. Os burros são mais felizes. Eles não têm grandes preocupações. Eles não tentam consertar o mundo. Eles não são inconformados. Bah.
Conversa (real) entre mamãe e vovô na maternidade
Vô - Oi, filha. E aí, nasceu? É menino ou menina?
Mãe - Menina. (fazendo cara de poucos amigos)
Vô - Deixa eu ver... ehr... simpática, coitada.
Mãe - É... vai ter que ser inteligente.

A coisa não melhorou muito depois disso. Aquela teoria sobre as crianças feias se tornarem adultos bonitos não funcionou no meu caso. Eu sempre fui esquisita. E continuo.
Putz. Esqueci da declaração do IR. Não que eu tenha algo a declarar (as dívidas, talvez), mas alguma espécie de neurose atingiu meu pai quando eu fiz 18 anos e ele me obrigou a fazer a tal declaração pela primeira vez. E ano após ano eu tenho que baixar aquele monte de programas para dizer coisas como "eu não tenho bens, eu não tenho salário e o único dinheiro que tenho é uma notinha amassada de cinco reais escondida na bolsinha de batons, lixas e afins".
Ah, se eu encontro meu pai numa rua deserta...

24.4.02

Hoje não tem post engraçadinho. Aos que eu incomodei com minha preocupação, informo que Frances Beam passa bem. Não era tão grave quanto eu imaginava e, embora com dor, ela está um pouco melhor. E a gente vai levando...
Papo sério
Eu nunca pedi nada para vocês (que eu me lembre), sabe? Mas hoje vou pedir.
Peço encarecidamente a todos que tenham alguma religião (seja qual for), algum santo forte ou uma ligação espiritual com qualquer "entidade" conhecida ou não (Walter Mercado também vale) que torçam ou rezem pela recuperação da Frances Beam. Como alguns já sabem, a Fran é minha cã mais nova e a coisa mais importante da minha vida. Mais que amigos, mais que família, mais que eu. Ela está doente e ninguém sabe o que é.
Era só isso. Vou ali ficar com ela e depois volto.

23.4.02

Banzo. Mas daqui a pouco passa. Acho que vou ali dormir umas dezessete horas e já volto.
Querem mais? Ok. Vocês terão. Depois de todo esse sacrifício, entrei no carro já abastecido (o suficiente para chegar ao próximo posto) e segui. Peguei os indispensáveis óculos escuros na bolsa e uma maldita valeta fez com que eles voassem da minha mão direto para o meio da rua no exato instante em que um caminhão de lixo vinha no sentido contrário. Eu quase pude ouvir o objeto sendo estraçalhado sob os pneus daquele monstro. Cheers.
Estacionei o carro em frente ao emprego da menina e comecei a caçar moedas para o "estacionamento rotativo eletrônico" no chão. Consegui sessenta centavos (que era o valor mínimo para conseguir um bilhete) e fui, feliz da vida, em direção à máquina de tíquetes. Enfiei as moedas, apertei o verde... nada. Apertei de novo... nada. Aquela filhadaputa engoliu minhas únicas moedas!!!! A única solução era mendigar moedinhas de cinco centavos entre os transeuntes (eu fiz isso). Em dez minutos consegui mais sessenta centavos e resolvi o problema.
Definitivamente, andar por aí não é coisa para mim. Preciso ser internada com urgência, antes que aconteçam danos irreversíveis. Por favor, amarrem bem forte!
E também teve o meu passeio em SBC, hoje. Começou com um telefonema logo de madrugada, às dez horas. A amiga tomou um pé na bunda por telefone e precisava-falar-muito-mesmo-com-você-senão-vou-me-matar. E a boa samaritana aqui levantou com aquela cara de poucos amigos habitual, se enfiou no carro e correu pro serviço da amiga, rezando para não acabar a gasolina no meio do caminho. Adivinhem. É lógico que acabou a gasolina exatamente no meio do caminho. E eu, que tenho preguiça de andar até a cozinha para pegar um copo de coca, me vi tendo que caminhar ladeira acima por cerca de vinte minutos. Sol na cara, suor escorrendo. Bom dia, Lady!
Ah, e eu nem contei que ontem à noite descobri que meu CD do Pearl Jam (Ten) tinha sumido. Histeria, lágrimas, milhares de perguntas. Por que diabos teria que sumir JUSTO esse CD? É claro que eu consegui imaginar as teorias mais estapafúrdias, desde uma empregada apaixonada pelo Eddie Vedder até uma vingança da minha mãe (ela tem os seus motivos, é verdade). E a cena foi patética: eu, a sensata, chorando como criança por conta de um CD. Sabe o carinha lá do Big Brother com a tal de Maria Eugênia? É.
Mas é que esse álbum tem muuuuita história: comprei o vinil lá pelos idos de mil novecentos e guaraná com rolha e um puto que estudava comigo pegou emprestado para nunca mais devolver. Então, comprei o CD. Aí veio a partilha. A partilha é outra looonga história. Só para resumir, eu fiquei com a cachorra (Frances Beam) e ele ficou com os CDs. Todos os meus CDs em troca de uma salsichinha miniatura que se finge de objeto de decoração quando faz algo errado.
Aí eu comprei o terceiro CD e fui feliz para sempre. Até ontem, eu quero dizer. Mas hoje coloquei a casa abaixo procurando o tal CD e acabei encontrando o dito em uma sacola onde está a cortina do meu quarto (!!!), dentro do armário. Como ele foi parar lá? Não tenho a menor idéia. Mas até que foi bom procurar por ele. Encontrei também o outro pé de meia do "falecido". Um já tinha sido encontrado pela minha mãe. O outro estava desaparecido. Coisas muito estranhas acontecem nessa casa.
Mas o mais importante é que devo agradecer aos santos que suportaram a minha crise de nervos ontem por causa do sumiço. Obrigada por não zombarem dos meus sentimentos. Eu ando carente, sabe? Ih, melhor parar por aqui...
Frase do dia
"Ah, que fase boa, a da conquista. Ninguém tem certeza de nada, mas gosta de tudo."
Lembrete para hoje:
- Moeda
- Maternidade

A quem eu devo e-mail, favor ter um pouquinho de paciência. De hoje não passa, mas agora preciso ir ali. Té mais.

22.4.02

Ontem esqueci da minha cerveja. Esqueci.
Goiabada interdita rua em SP

O Ruy jura que não tem nada com isso. Eu prometi não contar, mas não resisto. Esse era um plano antigo dele para ter sucesso em vias não tão obscuras quanto o blog.

Pronto, falei.
Bem-vindo, Gimme, meu grande amigo. Mas não queima meu filme, tá?
Mava, eu também sou favorável à canonização do inventor do bacon. Já posso até imaginar a igreja de São Bacon, as velas com pedidos de fartura (de bacon), os santinhos engordurados, os cachorros com olhares famintos dirigidos ao altar... ah, que emoção. É muita fé.
É mais forte do que eu. Atendentes do Extra e da C&A sempre me encantaram. Já os do McDonalds... é quase um trauma. Eles me odeiam, sabe? Estão sempre me servindo os lanches errados, o refrigerante errado, a batatinha crua... Isso sem falar na demora. Tudo bem que o meu lanche é sempre aquele "semtomate-semcatchup-semmostarda-commuitamaionese" que faz com que eu atrapalhe toda a cartilha "como servir com rapidez" que eles lêem diariamente. Mas eles não precisam me odiar por isso, pô. Eu nem joguei uma bomba no Mc quando tiraram o Mc Bacon de circulação, embora eles merecessem.
Tá, eu conto. Esse tal atendente veio me vender um cartão da C&A, justamente quando eu estava na fila para pagar o mínimo da minha fatura. Eu pago o mínimo sim, e daí? Eu já falei que sou pobre, que estou na lona, que meu dinheiro mal dá para comprar a cerveja nossa de cada dia. E aí ele me encheu tanto a paciência que eu acabei topando "ganhar" o tal cartão que é de graça no primeiro ano, mesmo sabendo que é um troço que vai me afundar ainda mais.
E conversa vai, conversa vem, o garoto (sim, garoto!) resolveu virar meu amigo e perguntar tudo sobre a minha vida. A tonta aqui acreditou que as perguntas faziam parte da ficha de inscrição e agora tem um menino na C&A do shopping que sabe até a cor da minha calcinha.
No meio disso tudo, fiquei meio confusa e acabei depositando o envelope com o pagamento da fatura todo preenchido. Só que SEM A FATURA. É isso mesmo. Enfiei o cheque no envelope e esqueci de colocar a fatura, e toca a chamar o gerente para abrir o caixa e recuperar meu envelope.
E depois disso, fui para o Extra (dentro do mesmo shopping) comprar umas tranqueiras que estava precisando e quando parei na seção do papel higiênico, o mocinho estava ao meu lado de novo. Então ele me ajudou com as compras e tentou conter o riso quando eu me encantei com o Personal de maçã verde, tão lindinho e tão cheiroso. E agora, cada vez que eu for ao banheiro, vou lembrar do menino do tufo branco. Ah, eu estou apaixonada.
E se eu disser que estou apaixonada pelo atendente da C&A, vocês podem me espancar, belê? Só porque ele usa sapatos vermelhos, tem um tufo de cabelos brancos bem no cocuruto e resolveu fazer compras no Extra junto comigo, isso não significa que ele seja o homem da minha vida.
--x--
Tá, eu sei que ele tem os tais cabelos brancos. Mas quando eu disse que gostava de homens grisalhos, eu queria dizer com cabelos brancos distribuídos de forma homogênea, pô. Não uma moitinha de cabelos brancos exatamente no meio do resto da cabeleira.
Já que eu não tenho dinheiro para nada, mesmo, apelei para o escambo. Troquei o conserto do meu vídeo (que não funciona há pelo menos dois anos) por umas propagandinhas ordinárias. Creio que foi um bom negócio.

21.4.02

Contei do rato? Pois é. Ontem eu tive um encontro quase amoroso com um rato. Na verdade, eu fui fuçar lá nos fundos da casa (em um quartinho de despejo atulhado de velharias e poeira) e um camundongo passou exatamente em cima do meu pé. Não, não há ratos na minha casa. Era um rato importado diretamente do terreno baldio que há aqui do lado. E abusado, sabe? Passou sobre o meu pé como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, se espremeu sob a porta e fugiu. Óbvio que a Maria (a beagle) resolveu caçar o rato e passou o resto da noite uivando como louca para tudo, já que sua obesidade não permitiu uma caçada de sucesso. E é por essas e outras que eu não durmo à noite...
Não me odeiem por isso. Se fosse na época do Kurt, eu ficaria de luto. Não é mais tão importante assim, mas continuo achando uma pena.

E amanhã é bem provável que eu tenha coisas interessantes para postar. É que tenho que ir ao banco. A vários bancos, na verdade. E toda vez que eu entro em uma fila ou tenho contato com seres humanos, coisas estranhas acontecem.
O fundo do poço é quando a gente liga a TV e a coisa mais interessante para ver são os Gigantes do Ringue. Aconteceu comigo hoje.
Oi. Dia inteiro sem postar nada. Mas também, quem precisa dizer alguma coisa depois que a outra louca lá resolveu andar de bicicleta às seis da manhã? Privilégios de quem vive na cidade maravilhosa. Mas podem aguardar. Eu ainda viro carioca.
Andar de bicicleta, coisa que, aliás, nunca deveria ter deixado de fazer.
Glória-Leblon, lá vou eu.
Por maiores que sejam os tombos, por mais tempo que passe, ainda me encanto com o Rio de Janeiro. O Cristo, aqui, na minha janela, grita aos meus olhos. Seis horas da manhã e ele não me deixa dormir, tão linda a visão. É emocionante, quase um choro. Devo a ele, por baixo, uns 120 bons-dias que, só hoje vejo, nunca deveria ter deixado de dar. Às minhas rarefeitas certezas (aquelas das quais andei duvidando ultimamente) peço desculpas. Um bom homem sabe pedir desculpas, sabe voltar atrás. Muda de idéia quando acredita, sem dever. Não como quem troca de camisa, mas como quem se arrepende, assume os erros, pede desculpas e é desculpado. Do contrário, não é homem.
Já é dia. Vou andar de bicicleta.
Uma carta à Lady
Muito a contar sobre o "alto nível" de um bar na LAGOA (em caixa alta, por favor). Só gente "de bom nível", acredite. E, por mas que eu evitasse (se visse a minha roupa, até você me evitava) o assédio foi insuportável. Nunca me aconteceu no Nigth (aquele lugar "baixo nível", sabe qualé?). Cara, até ácido me ofereceram e, mesmo em vista dos meus olhos arregalados, acharam normal (incauto leitor, acredite, sou bobona).
Acho que devo evitar o Night, sabe? Lá não tem ninguém que dê bola pra mim, lá não tem ninguém que me ofereça drogas, nem tampouco uma noite de puro prazer. Que droga. Acho que devo aderir ao ácido ou, melhor ainda, ao assédio. Acho bom ser ácida, aliás. Quê cê acha, mestra?
Aguardando ansiosamente a sua opinião,
a velha e risonha,
Marina Ferreira (com muito, muito orgulho)
(com todos os "F"s, "R"s e a amizade que nunca me falta
PS1: você precisa conhecer o Mostarda. É muito melhor que o ingênuo Night (a diferença são os mauricinhos massageando o ego).
PS2: me lembra de te contar sobre o mudinho?
PS3: me lembra de te contar como me julgam?

20.4.02

Pensamento idiota: que eles vão morrer, é óbvio. Mas precisa ser de forma trágica e tão cedo? Mierda.
Meu primeiro pensamento (compartilhado, é verdade) ao saber: será que todos os meus ídolos de Seattle vão morrer? Pelo menos salvem o Chris Cornell e o Eddie Vedder, pô.
Morreu? Como assim? Como? Layne Staley morreu? Porra.
E quase que eu fui junto, ainda mais com a informação errada que o MAVA passou.
Olha isso. Quando eu digo que é uma merda morar aqui, tô falando muito sério. Passei por isso quatro vezes nos últimos dois anos (isso sem contar o lance da vaca, que eu contei outro dia) e sei o quanto é revoltante que um filho da puta arrebente o vidro do seu carro para roubar CDs ou seja lá o que for. E que não venham me dizer que são "vítimas", porque nessa hora só o que eu consigo desejar é que morram todos. E de forma bem dolorosa, de preferência.
Não estão roubando para comer. Não estão passando necessidade. São filhos da puta que não têm o menor escrúpulo em tirar sua vida caso você reaja, caso você diga "ei, isso é meu e eu trabalhei pra cacete pra conseguir".
Ah, meu, eu fico confusa pra caramba com isso. Tento enxergar o outro lado, tento admitir que eles não conhecem uma outra vida, mas... cadê o MEU direito de andar na rua sem medo?
Momento Revolta
A minha cidade tem trânsito, assaltos, pessoas mal educadas e problemas. Muitos deles. Só que apesar disso, ainda somos provincianos o bastante para não ter um só cinema passando Cidade dos Sonhos.
Vou ali cortar os pulsos e já volto.

19.4.02

Creio que sou a única pessoa do mundo que precisa de duas extensões telefônicas (sendo que meu telefone nunca toca), dois controles remotos para a TV (sendo que eu não assisto TV) e diversas gavetas (para roupas que eu não tenho) em um quarto de 3 x 3.
E no meio disso tudo, estou eu. Escondida sob a fiação do Lentium e os livros empilhados. Com tanta bagunça, não é raro que eu encontre copos com restinhos de coca-cola endurecidos sob a minha cama e outros seres tão estranhos quanto. Certa vez, encontrei um amendoim dentro do meu travesseiro. Nem pergunte...
Se eu disser que estou ouvindo um disco (disco! aquela coisa pré-histórica) do New kids on the block vocês vão me odiar? E se eu disser que acabei de fazer TODA a coreografia de Step by Step? Calma, gente. Eu tô brincando.
Quem foi? Quem mandou aquele link para a história de Santo Expedito? SA-CA-NA-GEM, tá entendendo? Eu quero um emprego, pô. De preferência em uma gráfica, porque a quantidade de santinhos que eu vou ter de imprimir quando arrumar esse emprego...
Sou alegre, mas choro uma vez por dia. Sou bem humorada, mas dou minhas tamancadas. Excessivamente carinhosa, mas não conte pra ninguém. Monogâmica de nascença. Etilista por esporte. Tabagista por burrice. Tomam-me por segura os que não me conhecem. Os demais sabem que eu sou um poço de temores. Faço, não mando fazer. Detesto minha ignorância. Adoro ter ombro pra chorar. Me sinto só de vez em quando.
Em alguns casos, o tempo só serve pra dizer quem é mais turrão. Que vença o mais chato.
Ehr... faz tempo que eu não coloco uma "musguinha" aqui, né? Hoje vai. A música que tem me perturbado nos últimos três dias, mas só um trechinho (mesmo porque, ela não é muito maior que isso).

"Why do you come here, when you know it makes things hard for me?
When you know, oh... why do you come?
Why do you telephone? And why send me silly notes?
I'm so sorry, I'm so sorry"
Morrissey - Suedhead
Usada em bom estado
Tô entrando naquele estado de insatisfação total, que me impede até de me divertir com eventuais porres. E descobri que isso é conseqüência do ócio em que estou vivendo. Depois que mamãe invadiu meu quarto, hoje, com milhares de panfletos de Santo Expedito, decidi procurar um emprego de verdade. Então, se você, caro leitor, conhece algum lugar que queira contratar alguém para fazer alguma coisa (bem objetiva, não?), qualquer coisa, eu tô dentro. Servir café, digitar teses, escrever bulas de remédio, massagear egos, tingir cabelos, sabotar projetos de empresas concorrentes, espionar a mulher do vizinho, qualquer negócio. A única coisa que eu não faço nessa vida é sexo por dinheiro. Mas se tirar a questão do dinheiro, a gente até pode conversar (isso, Lady, queima seu filme mesmo), beleza?
Eu tô falando muito sério (sobre o emprego, porra) e conto com o apoio de vocês. Os interessados podem me encontrar aqui.

18.4.02

Tava aqui curtindo meu humor catastrófico e aí lembrei de quando eu e Marina fomos para o Rio de Janeiro na Tuba. Tubaína é o nome do carro dela. Pois bem. Noite de quarta-feira, Marina chega em minha casa (ela morava nas remotas florestas do interior de SP) com uma mala que mal cabia no quarto. Papo vai, papo vem, decidimos dormir cedo para enfrentar a jornada de cinco horas no dia seguinte rumo à Cidade Maravilhosa. Onze da noite, ela na MINHA cama e eu no chão. Conversas no escuro, um silêncio em seguida e de repente uma gargalhada. Acendemos a luz e continuamos as conversas. Cigarro vai, cerveja vem, são duas da madrugada. Apagamos as luzes de novo... cinco minutos de silêncio... outra gargalhada. Mais conversa, mais cerveja, menos sono. Três, quatro, cinco da manhã.
- Marina, acho que não vamos dormir. 'Bora pro Rio.
400 km escutando o mesmo CD, já não existia mais assunto algum a ser discutido. O Rio de Janeiro continua lindo e, óbvio, nós continuamos nos perdendo em São Cristóvão. Ela, com o celular no ouvido esquerdo e um carioca dizendo para virar à direita. Eu, com o celular no ouvido direito e um carioca dizendo para virar à esquerda.
- Pare! Vou pedir informação ali naquele portão, Marina.
Era a UERJ. Depois de uns 15 minutos andando em volta do Maracanã, encontramos a avenida certa e seguimos para a rua Frei Pinto (ah, que nome sugestivo!). Dezenas de aventuras durante os quatro dias que passamos na cidade, mas a mais significativa foi o passeio em Niterói. É, ficamos hospedadas em Nikity e no sábado à noite resolveram nos levar para "o outro lado do morro". "Legal, o que tem lá?", perguntei. "Ah, os melhores bares... cê vai ver". E eu vi. No caminho de ida, tudo bem. Todos sóbrios e tal. Já a volta...
Amiga carioca - Vamos cortar caminho?
Eu - O que a gente ganha com isso?
Amiga carioca - Cerca de 15 minutos.
Eu - E o que a gente perde com isso?
Amiga carioca - Ah, é que a estrada é meio insegura... a gente vai por dentro do morro...
Eu - Nem pensar. Tenho amor à vida e já sobrevivi a um tiroteio em Grajaú, essa semana.
Pegamos a estrada "oficial" e seguimos. De repente, o grito:
- Olha lá o presunto, olha lá o presunto!
Eu, na minha inocência típica, achei que estavam falando de alguma loja de laticínios. Ou de alguma pessoa famosa com o curioso apelido de "Presunto". Procurei, procurei e então vi o "presunto" coberto por folhas de jornal. Um vira-latas observava o corpo caído no chão. Olhei para a cara de Marina e ela estava literalmente verde. Prevendo algum acidente dentro da Tuba, corri muito, ignorando todos os obstáculos da estrada "oficial". Quais seriam as aventuras oferecidas pelo caminho "alternativo"? Não tenho a menor idéia e nem pretendo experimentar.
E ainda assim, sonho com o dia em que vou encher minha mochila do Banco do Brasil de roupas e me mandar pra lá.
Incrível como eu consigo destruir parcialmente as louças aqui de casa com uma simples faxina. Hoje foram três copos e um vaso.
--x--
Pensando em sumir por uns tempos. Se alguém souber de uma montanha mais ou menos confortável no Nepal, me avise.
--x--
Se eu sobreviver à TPM, eu volto.

17.4.02

Putcha vida. Será que custa alguém me avisar quando eu escrever uma palavra de forma incorreta? Acabei de perceber que estava escrito "Londes" na minha listinha. Eu, hein. Cês estão mais cegos que eu. (grrr)
Também pensei em fazer uma lista, já que está tão em moda. Mas, primeiro, nunca fui chegada em moda, segundo, só consegui pensar em coisas idiotas. A lista do tô-sem-saco compreendia desde ir a São Paulo até emagrecer suados cinco quilos. Uma outra traria as coisas que estou morrendo de vontade de fazer. O primeiríssimo item dessa última era tomar um porre, já que estou há dois dias - hoje é o terceiro! - sem beber um só gole da minha preciosa cerveja-de-cada-dia. Não, não estou tendo delírios.
Dez motivos pelos quais vocês têm que me odiar
1) Eu me emociono em comerciais de TV envolvendo margarina, cachorros e famílias felizes
2) Eu já fui a um show dos Travessos. Dos Engenheiros do Havaí também
3) Eu já chorei por perder um capítulo de novela
4) Eu desperdicei a oportunidade de viver por um ano em Londres por conta de um namoradinho de infância
5) Eu vivi um "grande amor" virtual. Tá bom, foram dois
6) Eu tenho um CD da Mariah-eu-sou-gostosona-Carey
7) Eu deixei o ser-mais-perfeito-do-mundo me esperando plantado na porta do banheiro enquanto vomitava litros e litros de vodka
8) Eu achei que podia assassinar o irmão da minha amiga com uma faca de mesa
9) Ele foi mais esperto e pegou uma faca de açougueiro para se defender
10) Eu adoro escrever listinhas como essa

Não é suficiente? Como não? Eu sou um verme, caramba. Odeie-me por favor!
No momento eu estou usando um pacote de pão na cara!...*RRR
Cadê as minhas imagens? Cadê a janela? Cadê o logo? Cadê? Quem sumiu com tudo?
Minha Pequena Lista de Abominações
1) Abomino pessoas que falam excessivamente alto, que costumam impor sua música, seu riso, suas conversas particulares, sem pedir licença e achando que o espalhafato é a coisa mais natural do mundo.
2) Abomino casais de namorados ou grupos de adolescentes, ou senhoras de idade que gostam de tagarelar no cinema, rindo e dizendo besteiras durante a projeção do filme.
3) Abomino delicados vendedores de lojas de roupas masculinas, que adoram colocar as mãos entre as pernas dos fregueses, a pretexto de ver se a calça está caindo bem ou se precisa de algum ajuste.
4) Abomino mulheres que choram alto e dão espetáculos emocionais em lugares públicos.
5) Abomino crianças malcriadas, que desconhecem limites, principalmente crianças porcalhonas em restaurantes. (Uma vez, escutei uma menina de uns 5 anos dizer à mãe, em pleno restaurante: "Mãe quero fazer cocô!" A mãe, idiotizada, disse meigamente: "Já vou, filhinha!" A meiga criança meteu a mão na bunda e gritou bem alto: "Tá saindo, mãe! Tá saindo!"


Essas são só as cinco primeiras. A lista tem 15 "abominações". Perfeita. Tá lá no Caderno Mágico. Vale a pena ler as outras.
A fama está subindo à minha cabeça. Essa noite tive um pesadelo. Alguém mandava um e-mail ameaçando me processar porque eu falei mal de Kelly Key. Isso é sério, pô. Mas sabe que eu nem fiquei com medo? Não acordei suando frio, não me encolhi no canto da cama, nada disso. Essas coisas eu só faço quando sonho que tem alguém espiando a minha bunda pela janela. Não que ela seja uma coisa assim tão importante (a bunda, eu quero dizer), mas esse sonho me persegue há anos. E por conta disso eu só consigo dormir com a bunda completamente protegida por um lençol ou coisa que o valha.
Céus, agora eu joguei minha reputação no esgoto, mesmo.
E se eu tivesse 225 mil reais, também ia dar uma voltinha no espaço. Ah, mas eu não voltava meeeesmo.
Olha, eu acredito em tudo, sabe? Depois que recebi a notícia de que minha melhor amiga (ela, a devassa, a bêbada, a perturbada) se converteu a uma religião muito rígida e não pode mais conviver comigo porque eu (eu, porra, justo eu!) represento o pecado, nada me surpreende.
O final de semana?

Beijei na boca. Beijei bastante.
O problema de ter casinhos que moram longe de vc é o seguinte: vc fica um mês na abstinência, e num simples final de semana vc tem uma overdose da pessoa. EU NÃO DOU CONTA!
É um final de semana inteiro vivendo em função do moço e inventando coisa pra fazer, porque se for passar o dia trepando, não tem bacurits que resista.
Se bem que o caso desse final de semana foi à parte, visto que o moço teve sérios problemas com... bem, deixa pra lá! Ele estava nervoso, porra! Então, por causa disso tive que ter uma imaginação do caramba, incluindo um passeio pela "barrági", com direito a pastel de queijo com caldo de cana.
Eu, o moço, e o cincão (uma espécie de qquer bairro da zona leste de SP - só pra situar todo mundo), unidos.
É, até que foi romântico...

A conclusão disso tudo??
Bem, e sou uma solteira em potencial, ou seja, o homem da minha vida não existe - bem, pode ser que ele esteja em marte passando uns dias.
E isso já foi o suficiente para eu entrar numa baita crise. Mas eu não quero falar sobre isso!!

16.4.02

Ahn... eu já contei por aqui que uma vez escovei os dentes com uma "pasta para barbear"? Eu fiz de novo. Com uma pomada para assaduras.
E vou ali ver se o bolo de cenoura tá pronto. Bateu um desejo incontrolável, sacomé...
E eu sei que isso atenta contra as regras de conduta blogueira, mas sou obrigada a me curvar (ops) diante da genialidade do Sr. Nishi-sem-blog e da Sra. Renata em alguns comentários desse humilde "blógue".
Lady - Eu tô falando muito sério. Ontem à noite o violão tocou sozinho aqui em casa. E, porra, tocou Legião!
Van - É porque todas as músicas da Legião são compostas por três acordes, então qquer fantasma de meia tigela consegue tocá-las.
Nishi - Respondo: se você ouvir o tal do violão, acompanha, e começa a cantar, oras. Não é todo dia que tem um fantasma tocando pra ti. Aproveite!
Lady - Só canto se for Raul Seixas. Aliás, uma coisa que eu sempre quis saber: quais espécies de animais habitavam a barba dele?
Nishi - Acho que os mesmos que habitam o cabelo do Robert Smith, do The Cure. Depois ficam falando de ecodiversidade na Amazônia... bah! A morte do Rauzito extinguiu muito mais espécies de animais silvestres do que uma simples queimada do tamanho da Bélgica na Amazônia!
Eu prefiro seeeeeer, esse leitor de blog ambulante/ Eu prefiro seeeeeer, esse leitor de blog ambulante/ Do que ter aquele velho blog onde escrevo sobre tudo/ Do que ter aquele velho blog onde escrevo sobre tudo...
Renata - Calma, ainda sobrou o D2 com sua juba! Ali tem Piolhus emaconhadus, Carrapatus doidones...
Absurdos via ICQ
Lady Macbeth - Eu se fosse vc, leria "A vaca".
MAVA - to no meio, agora!
Lady - Tá. É real.
MAVA - Como tudo na sua vida, é real o surreal.... pode postar isso também... eu deixo, em troca...
Lady - Não vou postar. Tô com um post pronto, aqui, em que entrego que você é o MAVA. E vou colocar aquela sua definição de MAVA.
MAVA - o que te levou a essa decisão tão súbita quanto radical, cara Lady? E o que furicos é uma VACA??
Lady - Vaca é aquele animal que fornece o leite.
MAVA - aaaaahhh... sim, não tava lembrando... brigado....
Lady - (silêncio mental)
--x--
Pior que essa, só a do periquito:
Lady - Comé que se fala "navio" em inglês?
Periquito - Titanic.
Lady - ...

15.4.02

Pois é... e o carro de reportagem da Globo foi atingido por disparos de um tanque na Cisjordânia. Comé que ainda não mandaram o Galvão Bueno pra lá, pombas? Com um pouco de sorte, a reportagem encontra com os atiradores de novo...
Acordei (mais ou menos) dentro do avião, sem saber onde estava. Ainda em São Paulo sem decolar, ou em Belo Horizonte sem desembarcar? A dúvida me consumiu uns quinze minutos durante os quais buscava um relógio pra me situar no tempo e no espaço. Não queria passar o vexame de perguntar a alguém e ser olhada como se fosse verde e tivesse antenas, mesmo porque, cedo ou tarde eu saberia.
Almoço em família (quando a gente nunca encontra com ela) é sempre bom. A parte da tarde estava reservada aos preparativos para a festa de casamento: cama (no mau sentido) pros homens, salão de beleza (que é sempre uma roubada) pras mulheres. Cabelo, unha, maquiagem. Maquiagem? - arregalei os olhos. Desmarca! Eu não sou mulher de ficar uma tarde toda sem lavar o rosto. Linda, maravilhosa e de rosto melado? Tô fora!
Cabelo arrumado, dormi sentada no sofá, pra não estragar a "escultura". Hora da transformação: tirar jeans, colocar vestido longo. Banho, perfume... Batom! Do alto daquele salto, eu mais parecia um orangotango, competindo com meu irmão, que dizia estar se sentindo um paquiderme de fusô.
A noite correu perfeitamente bem. Enchi a cara da melhor champagne, comi umas três arrobas de carpaccio, falei umas bobagens sobre felicidade (nas quais não acredito) pros noivos, dancei, cantei. A cada mané que tentava me tirar pra dançar, em lugar do velho e gasto não-sei-dançar (e não sei MESMO), eu apontava o meu irmão e dizia pra pedir pro meu marido. Grandão daquele jeito, ninguém encarou. Bom foi conversar com uma velha prima ou, melhor, conhecê-la, resgatar umas verdades, falar mal de toda a família: vivos e mortos.
Cheguei no hotel muito tarde, saí da roupa e caí na cama. Dia seguinte, sweet, sweet home.
Como passar um elefante branco pelo buraco de uma agulha
A história começou na sexta, quando pedi ao manutenção do prédio que retirasse a geladeira velha que daria lugar a uma maravilhosa frost free (ou alguém ainda acha que adoro passar meus domingos degelando congeladores?). Chegou sozinho e, antes de qualquer tentativa, retirou a porta da geladeria, já imaginando que não passaria pelo exíguo corredor e escada de saída. Em minutos, mais dois robustos cavalheiros adentraram à cozinha para levar o elefante branco. Pega daqui, ajeita dali, empurra acolá. Ai, minha parede. De repente, o paquiderme não ia pra frente, nem pra trás. Mantive-me calma, ainda que pudesse ver o estrago feito na parede recém-pintada. O desespero só bateu depois de uns 40 minutos, quando me percebi literalmente presa na parte de baixo da casa, sem acesso a telefone, cigarro e todos os gadgets sem os quais não sobrevivo. Só mesmo a cerveja-minha-de-cada-dia estava garantida. Pensava na minha prova de Java: tanto estudo, tanto esforço, tanta queimação de neurônios para, na hora agá, faltar à prova por causa de uma mísera geladeira enlatada. Quem acreditaria? Pensei também na minha velhice com duas geladeiras, e numa maneira de avisar aos parentes e amigos que não tinha sido seqüestrada, apenas estava presa na cozinha.
Mas os moços eram robustos o bastante e acabaram conseguindo liberar a passagem. Geladeira de volta à cozinha, pude observar mais de perto o estrago: se, por acaso, alguém chegasse naquele momento, ia ter certeza de que estávamos tentando passar a maldita geladeira pro apartamento vizinho direto pela parede.
E hoje voltou o moço, com força, vontade e uma porção de ferramentas. Levou uns 30 minutos, durante os quais me mantive quieta, na parte de cima. Não queria ver a chacina. Só saí do quarto quando percebi que o serviço tinha sido executado. Caso tivéssemos algum problema, ia seguir o conselho do meu irmão: contratar alguém com uma motosserra.
A vaca
Comprei meu primeiro carro e logo nos primeiros meses senti que faltava alguma coisa nele. Aquilo não era um carro, para começar. Era uma lata velha sobre quatro pneus carecas. Os bancos eram verdadeiros “buracos negros”, onde moedas e presilhas de cabelo insistiam em se esconder e a lataria, bem... digamos que ela oferecia um altíssimo risco de tétano.
Mas eu precisava de um som (!!!). Mesmo que o carro se despedaçasse na primeira curva, isso precisaria acontecer com uma certa classe. Então, juntei minhas minguadas economias e um sujeito de uma loja sugeriu que eu colocasse boas caixas e um toca-fitas barato. Depois que terminasse de pagar, colocaria o CD. Naquela mesma manhã levei o carro até a loja. Larguei o carro meio pendurado na rampa de entrada e o simpático vendedor começou a perguntar alguns “detalhes” da instalação.
- Você quer o tampão liso ou personalizado?
- Ahn?
- O tampão onde as caixas vão ser instaladas. Você quer liso ou personalizado?
- Quanto é, moço?
- O personalizado é 20 reais mais caro.
- Quero personalizado.
Minha decisão foi baseada exclusivamente na idéia de que, se era mais caro, devia ser melhor. E um tampão personalizado, o que seria? Teria o meu nome escrito em alto-relevo? Bem, depois eu saberia.
Passei a tarde toda telefonando para saber se o carro estava pronto, aquela ansiedade para ver o MEU SOM instalado. Voltei à loja com o coração batendo mais forte e conforme me aproximava do carro, uma angústia tomava conta de mim. O que era aquele troço marrom e peludo próximo ao vidro traseiro do meu carro? Desespero. Que porra é essa? As caixas praticamente encostavam no vidro, de tão alto que era aquele negócio. Era o tampão.
Com lágrimas nos olhos, me aproximei do vendedor e perguntei “isso é o tampão personalizado?”. Ele, todo animado “gostou?”. Não, eu não tinha gostado. Quis ver como era o tampão liso e ele me levou até um carro que tinha o tampão liso. Era cinza escuro, discreto, bonito. Perfeito!
Bom, a merda já estava feita e eu acabei me acostumando com aquela vaca que eu carregava no banco traseiro do carro. Era uma parte de mim, sabe? E uma parte bem cara, é bom que se diga. Um dia deixei meu carro na rua e pude perceber que marginais também gostam de vacas: arrebentaram o vidro do carro e levaram o tampão com as caixas embora.
E por que diabos eu lembrei da vaca justamente hoje? Porque vi passando um fusca azul com a minha vaca dentro. Era a minha vaca. Vivemos juntas por tanto tempo que conheço cada falha naquele pêlo gasto.

14.4.02

Ahn... quando a gente perde o sono às três da manhã, o que deve ser feito?
Ó, hoje não é um bom dia. Eu não quero papo, belê? E também eu tenho um dedo destroncado na mão direita, então fica meio difícil escrever. Não queiram saber como eu consegui destroncar esse maldito dedo.
Só para não passar em branco, o que as pessoas procuram no Google e encontram aqui.
- Crianças correndo - fotos
Não, aqui não tem crianças correndo. Aliás, se tivesse uma só criança (no sentido literal) nesse blog, ela já teria virado churrasco. Eu não curto crianças, tá?
- Miniatura para quarto de bebê
Vide explicação anterior. A não ser que você queira miniaturas de objetos cortantes. Aí eu posso pensar no caso.
- Roberta Miranda - letra
Suma da minha vida, ser imbecil. Qualquer pessoa que ouça Roberta Miranda por livre e espontânea vontade merece ser queimada viva.
- Minha filhinha no ginecologista
Não tenho nada a ver com isso. Procure o namoradinho dela, porra. E outra coisa: as meninas deixam de ser "filhinhas", "crianças", "inocentes" por volta dos 10 anos. No meu tempo era diferente, mas hoje é assim. Se está difícil se acostumar com a idéia, corra para o analista ou para a igreja.
- Kelly Key - fotos
Ah, isso é legal. Aqui também não tem fotos dessa moça, mas pelo menos a sua busca indica que você sacou o espírito da coisa e percebeu que a única coisa de bom que essa criatura tem a oferecer é o corpinho. Nem se arrisque a procurar as letras de "música", a menos que consiga identificar o sentido de gemidos e ronrons.
- Filhas de Silvio Santos
Mais um interesseiro no mundo. Ou seqüestrador, nunca se sabe.
- Agepê morreu
Aié? Morreu? Antes ele do que eu. Mas isso é muito trash, criatura. Sabe quem também morreu? O Sargentelli. É verdade, aquele das mulatas. Foi ontem, se não me engano. Pelo menos é notícia recente.
- Críticas a Macbeth
Pode criticar. Eu finjo que não ligo, mas depois corto os pulsos.

TPM, eu? Impressão sua.

13.4.02

Ah, e no meio do caminho lembrei da história do celular perdido. Essa também entra na lista dos "prometidos".
Chegay e lembrei a senha. O problema é que não lembrei das histórias. Mas tudo bem, dá pra fazer um breve resumo da noite de hoje.
Então foi a comemoração da aposentadoria de uma velha tia (ih, rimou de novo) minha e fomos todos para um "jantar". Família reunida, eu como representante da "ala jovem" e a difícil decisão sobre para qual local deveríamos ir. Consegui, sem muito esforço, convencê-los a cancelar o tal jantar e beber em algum boteco da região, então fomos todos.
Procurei a cadeira mais afastada, bem na ponta da mesa, e fiquei admirando a parte etílica do cardápio. Não demorou muito até que perguntassem se eu queria um coquetel. Pensei "porra, coquetel? Estão me achando com cara de quê?". Então pedi um marguerita e pensei que a noite ia ser uma bosta completa. Não podia decepcionar aqueles que detinham o poder dos testamentos.
Aí meu maravilhoso tio manda vir uma garrafa de JW. Black. Foda-se a herança, me passa um copo com gelo. A essa altura minha reputação já tinha ido pro espaço, eu comecei a dar show (claro!), gargalhar alto e falar palavrão, como sempre. E então eu bebi meia garrafa daquela coisa maravilhosa, sem me preocupar com a responsabilidade de procurar os óculos do bando de seres já... ehr... maduros que estavam na mesa.
Olha, isso tá sem lógica alguma e ninguém tem nada a ver com isso, mas foi interessante ver os cabelos azuis (sim, azuis) de minha tia-avó se arrepiarem. Vou ali buscar um Engov e já volto.
Putaqueospariu!

Eu só ia postar...depois eu publicava, mas a merda saiu.
Odeio o blogger.
O mais importante eu esqueci. Tem também o lance do drive-thru de crianças. Mais um post prometido.
Tô com pressa e hoje à noite acho que também não estarei aqui. Mas não esqueci dos posts prometidos (minhocultura e "estou colando"). Se eu voltar em condições nessa madrugada, escrevo sobre os dois assuntos. Se eu não lembrar a senha do Blogger, fica para amanhã.
Té!

12.4.02

Ué. Ela largou o post pelo meio e saiu correndo? Cada coisa que a gente vê por aí...
Eu perdi o controle de novo. Provavelmente vou ferrar todo o layout com isso, mas não pude resistir. E dá-lhe ego do tamanho do mundo. Essa aí sou eu aos...ehr... três anos. Ou seja, há 22 anos. Isso é pra provar que eu já fui um bebê meigo, apesar do que eu sou hoje.
Nessa época eu não tinha a menor noção do que era vodka, sabe? Mas eu já era meio revoltada e exatamente no dia dessa foto eu tive uma briga com meu meio-irmão. Eu com uma vassoura e ele com seus 12 anos. Ele venceu, apesar da vassoura, e eu fui parar no hospital com o nariz destruído.
Aprendi a lição rapidinho e só voltei a brigar com ele depois que aprendi a machucar com as palavras, em vez de "sair no braço". Pô, ele até que é um cara legal que quer me obrigar a fazer Jiu-Jitsu.
Hoje eu vou ver meu gatinho... hohoho Chega daqui uma hora, que dilicinha!

Mas se eu cansar dele, na segunda todo mundo fica sabendo...
Depois de eu ter dito para a minha orientadora que a odiaria para o resto da vida se ela me desse menos de 7, ela resolveu ficar com medo da minha ira e me deu 8. Por isso, a partir de hoje, vocês podem e devem me chamar de Srta. Arquiteta Susie Q. Porque eu mereço!
Não sou Marina. Sou M.
M. de Sobretudo.
Engraxate
Se tem gente que ri quando me vê fazendo um prosaico cafezinho, precisava mesmo era me ver engraxando um sapato.
A botina já estava opaca, eu até pensava na sua substituição, quando me lembrei que uma boa engraxada poderia devolver a ela o brilho de outrora. E lá fui eu para aquele lugar longínquo e desconhecido chamado área de serviço.
Achar a latinha de graxa foi tarefa fácil, ela estava exatamente onde eu a guardaria. Abro a lata e pimba! Preta, como eu precisava! Dois a zero para mim. Um paninho todo lambuzado jazia sobre a graxa e achei por bem não usá-lo, já que pretendia preservar minhas unhas bem distantes daquele pretume todo.
Lancei mão de um farto chumaço de algodão e, baseada na teoria de que economia é a base da porcaria, coloquei generosas camadas de graxa sobre o couro. Tão generosas que foram parar até na sola da botina, coisa que só percebi mais tarde, ao apoiá-la sobre o balcão.
Um descuido e puft! Assim como o pão cai com o lado da manteiga para baixo, pude perceber, de modo empírico, por duas vezes, que a latinha também cai com o lado da graxa virado para o chão.
Balcão, piso e sola devidamente engraxados, só então notei que minhas mãos estavam pretas.
Bem, não havia como desistir, eu já estava envolvida com o processo até o pescoço, então, resolvi dar uma olhadela nas instruções de uso, para ver se nada me havia escapado.
"Retirar a poeira do calçado. Aplicar uma leve camada do produto, secar e lustrar em seguida.", nem uma linha a mais.
Leve camada... Ai... Quais seriam as conseqüências de "farta" em lugar de "leve"??
Bem, com as duas primeiras partes das instruções devidamente atropeladas, e nenhuma referência ao tempo de espera para secagem, resolvi limpar a sujeira que tinha feito, imaginando que não seria recomendável deixar a tarefa pra faxineira na terça, como costumo fazer com todo o resto. E comecei pelas minhas mãos.
Munida de varsol e escovinha, retirei com sucesso toda a sujeira delas para, só então, partir para piso, sola e balcão. Tudo limpo (tá legal, mais ou menos limpo), tive que repetir a operação varsol-escova nas minhas mãos. Paciência, aprendi mais uma.
Fui à caça de uma flanela, que sabia (ou pensava) ser o melhor material para dar o lustro que as instruções solicitavam. Qual não foi a minha surpresa, quando descobri que na minha casa não há sequer uma flanela, ao menos onde achei que deveria procurar. Bem, como dizia a minha avó, o que não tem solução, solucionado está, e peguei um pano qualquer.
Esfrega, esfrega e nada de brilho. Diabos, era a conseqüência da farta camada. Ocorreu-me usar o método dos meninos engraxates, mas, para tanto, tive que calçar a botina, e percebi que ainda havia graxa na sola.
Algum tempo depois, lá estava o brilho! Pimba! Por uma fração de segundo (não mais que isso), tive ímpetos de correr até a sapateira para ver se encontrava outro par precisando de recuperação. Controlei-me: o saldo da brincadeira já estava em um tanque e uma escovinha sujos de varsol com graxa, um balcão e piso levemente manchados, dois panos absolutamente pretos e uma paciência prestes a se esgotar.
A botina ficou novinha e, não fosse pelo fato de sujar as minhas mãos cada vez que a calço, eu poderia dizer que engraxo melhor que faço café.
Bem, bem, bem. Momento homenagem, agora. Dêem os parabéns à amiga Susie. Ela esteve afastada por esse tempo, concluindo o TG (com o qual eu colaborei, é bom que se diga) e parece que enfim conseguiu subornar a orientadora para conseguir a média e encerrar o "ciclo estudantil".
Eu sempre digo que o mundo do crime foi feito sob encomenda para ela.
Eu tive uma aventura hoje envolvendo minhocultura e problemas familiares, mas não é disso que eu quero falar agora. Quer dizer, eu até vou falar, mas depois.
Agora o que eu tenho a dizer é que chegaram a esse blog procurando por Vinho Marcon. Para quem não se lembra, Vinho Marcon foi o nosso maior companheiro naquela viagem a São Thomé das Letras. Compramos até umas canequinhas de plástico colorido para bebê-lo, porque é um vinho de muuuita classe. Tenho até uma foto dela com a tal canequinha verde na mão. Aceito propinas para o envio dessa foto.
Depois de buscas como "bigato", "tortura medieval", "fotos de crianças correndo", "homem quer suruba de casal" e "história da esfiha", o que vier é lucro. Meu objetivo agora é uma busca por "Pinga Cofigo". Eu já falei sobre a Pinga Cofigo? Vem de São Thomé, também, e eu suponho que era pinga com figo, mas o sujeito que escreveu o rótulo já não estava no melhor do seu estado e comeu a letra M. Mas eu, já bastante avariada, jurava que era uma marca registrada. Ih, rimou. Tô pegando as manias alheias, pô.
Ó... eu preciso dizer que nós somos três, tá? Quer dizer, nós somos quatro, mas só três escrevem. Então, nem sempre as bobagens que surgem por aqui são fruto da mente doentia dessa que vos escreve. Leiam a linhazinha logo abaixo do post pra saber quem é que tá surtando dessa vez. Pode ser Lady Macbeth, Susie Q. ou Marina Ferreira.
Não que faça alguma diferença, mas...
E ontem eu descobri que em 80% das minhas fotografias, eu estou com um copo na mão. Não, eu não bebo em 80% do tempo. É só que eu preciso estar bêbada para deixar que uma câmera se aproxime de mim sem fugir.
E dá-lhe fotos com olheiras profundas e boca mole...
Quando você ouve o violão tocando no quarto ao lado e está sozinha em casa... deve correr?

11.4.02

Semana passada fui convocada a comparecer à inauguração do canteiro de obras, digo, da nova sede da empresa onde trabalho. Não que eu seja importante, mas a tal inauguração previa a presença de ilustres figuras que me pagam o salário (nem sempre) em dia.
Acordei cinco e meia da manhã (coisa que faço questão de escrever por extenso), botei uma roupinha faxineira-fashion (sim, ou acha que me convocaram pra recepcionar os ilustres?) e, ainda na garagem, encontro a Tubaína com o pneu traseiro no chão (no chão os quatro estavam, tá certo, mas deu pra entender, né?).
Naquele horário, no subsolo de uma garagem, lógico, não ia passar ninguém pra me ajudar. Olhei no espelho e disse: "só tem tu, vai tu mesmo".
Confesso que demorei uns dez minutos pra entender o macaco, pois insistia em querer fazê-lo abrir sem retirá-lo do invólucro de plástico. Outros dez foram gastos em tentar encaixar o macaco no carro enquanto subia. Ou subia, ou encaixava.
Já suando como uma vaca (vaca sua?) e com as mãos negras de graxa, consegui acabar o serviço. Fora um cortezinho mínimo numa das mãos e o fato de ter que subir na haste da chave-de-boca pra desapertar os parafusos, o resto correu naturalmente, como se eu fosse uma exímia trocadora de pneus.
Joguei todos os apretrechos no porta-malas da Tuba e fui, atrasada, pro canteiro de obras tomando cuidado com as curvas que poderiam forçar aquela roda (nunca se sabe). Chegando lá, consegui, em meio à faxina, um tempinho pra dar um pulo no borracheiro.
- Como assim, já está pronto?
- É, moça, já consertei - disse o cidadão, com calma, já subindo o meu carro com aquele macaco invejável.
Imaginando que, na primeira esquina eu teria novamente que me ver às voltas com aquele macaco desvairado, arregalei os olhos de tal forma que o borracheiro parou o que estava fazendo e resolveu me explicar como é que se consertavam pneus sem câmera. Foi até o fundo do cubículo onde trabalha, pegou uma coisa que mais parecia um chiclete enferrujado e mostrou: era só pegar um pedaço daquela gosma e enfiar no buraco do pneu. Pimba!
- Quanto é?
- Cinco reais, moça.
Escandalizada com o preço, especialmente pelo trabalho que tinha tido pela manhã (não cobraria menos de duzentos reais por todo aquele suor!!), saí de lá ainda sem me convencer de que aquele chicletão seguraria a onda do pneu da Tuba.
Uma semana se passou e o pneu continua cheinho (e no lugar!!), de forma que vou relaxando. Afinal, estatisticamente, se em 37 anos apenas um pneu furou, só devo pensar num macaco menos complicado quando tiver 74.
Ah, que espetáculo. Foi-se a minha reputação. Mas não tem "pobrema" não, a gente releva uma porção de coisas. Até xingar com cê-aga, desde que o crime compense.
Como diria Marina Ferreira, o amor é lindo, mas emburrece.
Eu odeio o blogger. Odeio.
Nunca escrevo nada decente e quando o faço essa bosta de blogger come tudo.
NADA DÁ CERTO.
NUNCA!
PRINCIPALMENTE NESSES DIAS.
AI, EU QUERO SUMIR!!!!!!!!!!!!!!!!
Posts pequenininhos só pra encher o saco ou fazer algum tipo de competição com a Lady (quem escreve mais posts por hora).
Ou não.
Porque muitas vezes um corpinho gostoso vale mais que mil palavras escritas corretamente...
O que os hormônios podem fazer com duas mulheres perturbadas
Susie Q. - Tem 200 fotos aqui. Como vou achá-lo?
Lady Macbeth - Camiseta azul... boné... Tá horrível, não? Mandei as "em tempo real" pro seu mail.
Susie Q. - Feim, sim...
Lady Macbeth - E eu devo ser beeeem cruel e dizer que quase não o reconheci. Cê vai ver nas outras fotos... ele não é tão feio assim.
Susie Q. - Ele malha, né? C fica mandando o cara tirar foto da barriguinha? Porra!
Lady Macbeth - Não, eu não "mandei" nada. Porra, o que eu posso fazer se ele teve uma crise de egolatria descontrolada? Ele ficou enchendo o saco com essas fotos, só porque eu falei que ele tava magrinho demais. Mas fala sério... tá gostosinho, né?
Susie Q. - Benza Deus esse peito, hein?

E como o ciúme pode destruir um relacionamento
Lady Macbeth - Pois é. Eu fiquei passando mal, aqui.
Susie Q. - Imagino, menina. Uns braços...
Lady Macbeth - Olhaaaaaa...
Susie Q. - Dilicinha...
Lady Macbeth - Su!
Susie Q. - hahaha. Ai, Lady, ele é bom pra visualizar, e só.
Lady Macbeth - Isso. Você visualiza e eu como, belê?
Primeiro dia de aula, já torci o nariz: contratado para a disciplina de Negócios e Comércio Eletrônico na Web, apresentou-se afirmando não acreditar naquilo. Não demorou muito, comecei a notar que falava algumas coisas das quais eu discordava (quatro anos falando em mercado, produto e público alvo não me foram exatamente inúteis). Na primeira bobagem até tentei debater, mas, em vista daquele "seje" estampido na minha orelha, achei melhor não insistir.
Conforme o tempo foi passando, a diversão da galera tornou-se contar quantos "na verdade" ele dizia durante a aula (a média parece que estava na casa de quatro por minuto, no último balanço). Eu prestava mais atenção nos "estratégia de marketing", cuja definição é: tudo. Isso mesmo: tudo é estratégia de marketing, até o espirro do vendedor. Mas confesso que tentei prestar atenção, afinal, haveria prova e alguma coisa eu ia ter que repetir.
Transparências de aula nunca me pareceram material ideal para estudo de coisa qualquer. Sempre entendi que o objetivo delas é simplesmente ajudar o professor a, primeiro, seguir um roteiro e, segundo, não se perder nele - coisas que, aliás, qualquer anotação resolveria, sem o inconveniente de provocar sono: penumbra somada ao blá-blá-blá e conversas paralelas uníssonas, ah, é mais eficiente que Dormonid!
Mas voltemos às transparências:
"Produto muito caro, geralmente o cliente gosta de conversar com o vendedor ou testar o produto".

"Para atingir o sucesso do marketing via internet, será maior em grandes centros urbanos em vários países com avançada infraestrutura de internet".

"Se o Marketing, utiliza o usuário da internet, como mercado alvo, suas chances são bem maiores para o sucesso".

Pelamordedeus...
Hora da prova, operação preparar a cola! Fiz, sim, questão de copiar nela - a cola - toda a profusão de vírgulas, concordâncias claudicantes e frases sem verbo que encontrei. E assim repeti: igualzinho. Levei oito. Errei duas questões de múltipla escolha que não reproduzo aqui por uma questão de Educação.
O local de trabalho continua um verdadeiro canteiro de obras. Canteiros de obras não têm rede de computadores. Portanto, não há o que fazer por lá. Em casa, enfiada há quase uma semana em referências de Java, cansei.
Resolvo, então, escrever.
Muesli...
Foi o que eu achei, muito fácil. Especialmente no contexto de uma matéria pra lá de maluca que encontrei em http://www.no.com.br/revista/noticia/62715/atual.
Sei não... parece que muesli é o alimento, mesmo. Não pode ser, pô. Tá muito fácil.
E eu também quero saber o que é muesli. Por favor, gente. Eu não vou dormir se não descobrir o que diabos é muesli, sabe?
Pronto, estourei de novo a cota de posts. Mandem a fatura via correio.
E um dos sonhos dessa noite foi com a minha família toda. Era Natal e todos os primos estavam reunidos. Alguém (creio que o primo mais velho) presenteava os outros com charutos. Agora me diz, que diabos eu vou fazer com um charuto? Não, eu não aceito sugestões. E meu nome não é Monica e não conheço o Bill, belê?
E o pior é que isso é verdade. Há testemunhas.
E o pior de tudo é acordar lá pelas seis da manhã, no meio de um sonho óóóótimo, com uma lembrança esquisita na cabeça. No meu caso, a lembrança veio lá dos confins de São Thomé das Letras. Eu revi toda a cena do cachorro que flatulou (alto, fedido e comprido) deitado na calçada, olhando com aquela cara de quem não tá nem aí para a minha opinião. E o pior de tudo é que posso dizer que foi o último "suspiro" do cão, já que ele faleceu no dia seguinte... Tadinho. Morreu intoxicado com seus próprios gases.
Ó, eu tenho um MAVA, sabe? Não, nem adianta perguntar o que diabos é um MAVA. O fato é que eu tenho um e vocês não têm. Por enquanto está sendo bom ter um MAVA. Talvez eu me arrependa de ter arrumado um. Aí eu conto.
Que bom que vocês voltaram, meninas. Tô aliviada.

10.4.02

O que é muesli?
Assim, eu voltei. Deu pra notar? Obrigada.

É foda ficar olhando, olhando pra essa telinha branca e ver que não se tem nada de legal pra contar. Minha vida anda um marasmo só por conta da faculdade e o turbilhão de coisas que tinha pra fazer. Baladas? Nenhuma, mais. É complicado ficar sem uma "parte" da minha vida que eu prezo tanto e que rende boas histórias pra contar pros netinhos.

Vida, por favor, volte a ser como era antes!

Bom, eu não tenho mais nada pra escrever aqui. Encher linguiça não é comigo, na boa.

Tiau.
Até amanhã (acho).
Não.

Só assim, essa palavra. E é um grito, entendam. Hoje não tem post engraçadinho. Hoje não tem nada. Vou curtir meu inferno particular, valeu?

9.4.02

Então tá. Eu bem que tentei evitar pelo conteúdo meio...ehr... nojento. Mas atendendo a pedidos, lá vai a conversa dos oxiúros. Se quiserem saber do desfecho, perguntem a ela. Ah, não foi exatamente assim. Eu mudei algumas coisas, mas a essência é a mesma.

Vanessa M. - Lady, e se eu sair com o (censurado) amanhã e ele começar a falar sobre a explosão dos átomos há 3 bilhões de anos?
Lady - Você diz que ainda não era viva nessa época. E que esse é um assunto muito constrangedor para se discutir à mesa, que precisa ser em um local mais íntimo. De preferência sobre uma cama redonda, para que você possa sentir-se parte do universo.
Vanessa M. - Hahahahhahahahha! Genial, genial!
Lady - Você tem que ser versátil. De toda forma, se ele começar a falar sobre isso, pode saber que é um cara que não tem a mínima noção de o que é um papo para evoluir o relacionamento. E aí, minha cara, pode ficar só nos "nossaaaaa... arrããããã... claaaaro... você tem toda razão... como vc é culto..." e coisas assim, que ele nem vai notar.
Vanessa M. - É verdade. Mas eu acho pouco provável que ele vá me testar logo de cara. Ele sequer mencionou a reprodução dos aliches na Indonésia.
Lady - Pára de me fazer rir... de toda forma, se o cara for um chato ou muito feio, enfie o dedo no nariz e resolva o problema.
Vanessa M. - Ou então digo que vou ao banheiro e não volto nunca mais.
Lady - Volte. E veja a reação dele ao enfiar o dedo no nariz. Depois enfie na boca, claro. Tire da boca e molhe no chope dele.
Vanessa M. - Hahahahahhahhahaha! Manual de dicas da Lady: como fugir de um encontro de merda.
Lady - Existem vários orifícios do corpo que podem ser usados com essa finalidade. É só ter imaginação.
Vanessa M. - Talvez eu levante da mesa e desenterre a calcinha do meio da bunda.
Lady - Dê uma coçadinha, também. E olhe com cara provocante para ele, dizendo "oxiúros".
Vanessa M. - Hahahahahahahhahahaha! Pára, sua louca! Se eu disser oxiúros ele vai se apaixonar!
Lady - Se apaixonar por vermes anais?
Vanessa M. - Ele vai se apaixonar pq eu sei o que são oxiúros!
Lady - (censurado)
Plantão
Chegaram aqui procurando "letra da música viver é ter você pra mim de Robinson Monte". Então tá. Não tenho nada a dizer sobre isso. Quer dizer, até tenho, mas por medo dos processos judiciais, prefiro me calar.
--x--
Meus e-mails já viraram uma zona de novo. Se você me escrever, não espere uma resposta sensata. Sinta-se feliz caso eu me recorde do assunto que conversamos (isso se for algum papo antigo).
--x--
Lacinho no dedo: contar a conversa dos oxiúros (não são meus, pô).

8.4.02

Hein? Tem que disfarçar o mau humor? Então tá.
É, eu estou com falta de assunto. Passe amanhã, belê?
Aconteceu um acidente aqui em casa. O homem veio consertar a antena da TV e quase assassinou minha cachorra mais velha. Eu não falei sobre a antena? Ah, é que a antena foi parcialmente derrubada no temporal de sábado. Pois então, aí o homem veio consertá-la e jogou um pedaço de ferro lá do alto do telhado para o meio do quintal. A infeliz da minha cachorra resolveu passear no quintal exatamente nesse momento e acabou sendo agredida pelo sujeito. O resultado é que agora ela anda meio de lado, assim, meio capenga, sabe? Bom, ela sempre foi meio capenga.

7.4.02

Ué, e não é que no auge do meu mau humor eu esqueci de comentar o primo da minha amiga aqui? Pois é, ontem teve Affinit e estava uma bosta, como eu disse. Mas tinha ao menos uma figura divertida: o primo da amiga. O cara usava uma "linda" camisa de viscose e não conseguia desenvolver sequer uma frase naquela mesa de "cobras criadas". Mas foi engraçado. Eu até tentei ser simpática, mas... não, eu nem tentei.
E teve o cara da mesa ao lado, também, que era um tanto expansivo e a cada vez que se empolgava, fosse com a música ou com a conversa, dava um tapa na minha cara.
É, eu mereço.
Bom, só para não passar em branco, hoje eu quase me afoguei na enchente que deu em SP. Para ajudar uma "querida amiga", enfiei meu pobre e avariado carro em águas mais profundas do que ele está acostumado. Ah, e bebi água da enxurrada. Em um momento de distração, deixei o vidro aberto. Um caminhão me ultrapassou e jogou cerca de dois litros de água barrenta para dentro da minha boca aberta.

6.4.02

Na boa? Eu não sei se é a gripe ou a idade, mas quando antes de uma hora da manhã eu já voltei pra casa, tem alguma coisa muito errada. Bah, que noite chata. Affinit morto, as mesmas músicas e os mesmos seres pouco interessantes de sempre. Não, hoje não foi um bom dia.
Acordar ao som de Roberta Miranda cantando "A mulher em mim" faz com que qualquer pessoa normal pense em técnicas de tortura medieval. Parei.

5.4.02

Eu falei. Eu avisei que tinha perdido o controle.
Nem menos.
A única coisa trágica nisso tudo é que quando não tem Affinit, não tem trapalhada com marinheiros, não tem garçons tarados, não tem Vamos Respeitar, não tem bebedeira, não tem Lady MacBacon dormindo de botas, não tem a mesma Lady MacBacon guardando brincos na geladeira. Não tem nada, a verdade é essa. E eu bem que ando querendo dormir de botas. Só de botas, é bom que se diga. Porque eu consigo tirar as malditas roupas sem tirar as tais botas quando estou bêbada. Mas eu não bebo mais.
Também, que diferença faz? Bah.
Não, não, não. Eu não vou continuar. Vou escrever aqui na minha máquina, mesmo, e guardar para postar em um outro dia. Overdose não, pô.
Se eu esquecer, me lembrem. (eu já esqueci de postar tanta coisa por aqui...)
O que me fez lembrar de uma outra vez em que me perdi, lá pelos cinco anos. Aliás, não fui eu que me perdi, foi minha mãe que me perdeu dentro do supermercado. E eu grudei na camisa de uma mulher ligeiramente parecida com a mama. E estava muito satisfeita com a "troca", até que a mulher me devolveu no balcão de informações e eu tomei um esporro tremendo quando fui enfim recuperada.
Eu contei sobre o dia todo de hoje, mas omiti um pequeno detalhe: uma visita ao Poupatempo. Tudo bem, o negócio é ótimo e dá pra renovar habilitação, licenciar o carro e mais um monte de coisas que antes tomavam praticamente um dia inteiro em filas intermináveis. Só que o lugar é giganteeeesco e acabou que eu me perdi lá dentro, escapando por muito pouco de ouvir meu nome anunciado pela minha mãe no serviço de "achados e perdidos".
Antes, um apelo: Su e Marina, voltem com urgência.
Ó, eu tô doente e não tem Affinit hoje. Suportem meu momento de blogadas compulsivas. E depois me esqueçam, porque se eu postar tanta merda quanto estou pensando hoje, vou ficar vazia. Começando...
Pronto. Passou o momento "querido diário".
Saio do shopping e percebo que choveu. Que bom, vai aliviar o calor, penso. Por cerca de cinco segundos eu fico animada com isso, até que me lembro do conserto que fiz essa semana no carro e das guarnições (nome técnico daquelas borrachinhas da porta, segundo o funileiro) que deixei de colocar. Que maravilha. Chego no carro e lá está o piscinão de Ramos.

Olha, na próxima vez que eu disser que pretendo fazer alguma coisa fora de casa, amarrem as minhas pernas, por favor. Os desastres adoram acontecer quando eu estou por perto.
E já que eu estava no shopping (o banco é dentro dele) e ainda tinha umas cinco horas de estacionamento pago, resolvi almoçar por lá e depois ir ao cinema. Sim, porque apesar de ter passado quase dois anos sem entrar no cinema, eu agora surtei e resolvi assistir qualquer merda que esteja em cartaz. Eu tinha visto os horários dos filmes ontem e aquele I am Sam, que eu me recuso a dizer o nome "Sessão da Tarde" em português tinha uma sessão às treze horas. Perfeito!
Não, apaga tudo. Chegando no cinema, eu descobri que não existia mais aquela sessão e o próximo filme era às catorze horas. Uma estréia! Qual filme? "Eles só pensam naquilo". Definitivamente, eu não tenho mais saco para esses filmecos, mas eu já estava lá, então tá. Comprei o ingresso e fiquei circulando no local que eu mais abomino por uma hora inteira.
O filme é uma tragédia. Nos poucos momentos em que eu consegui sorrir diante de umas situações, digamos, engraçadinhas, o resto da sala parecia um velório. As pessoas não entendiam nada. Com sono, puta da vida por pagar 7 contos naquilo, resolvi dormir. Levantei os braços de três poltronas e me acomodei. Quando começava a cochilar, sinto algo incômodo em minha orelha esquerda. Olhei e era o dedão de um pé usando meias brancas. A menina da fileira de trás também procurava sentir-se confortável, creio. Sentei de novo e dei graças a todos os santos porque o filme só tinha 1hora e 22 minutos e já devia estar acabando.
Acabou o filme e eu fui embora.
Então eu chego no banco, subo as escadas e entro na gigantesca fila. Vocês já foram ao Unibanco em um dia 5? Não? Sorte de vocês. Logo atrás de mim, na fila, um senhor começa a imaginar que é um canário e assovia tranqüilamente. Acho engraçado, mas fico quieta. O problema é que o cara não parava de assoviar a mesma maldita música. Por quarenta minutos, porra! E eu suando e a fila não andava e eu queria atirar o homem lá parar baixo e custou muito para chegar a minha vez.
Paguei a conta e fui embora.
Pois bem. Se querem um conselho, jamais comprem aquela impressorinha caseira da Lexmark, a Z12. É aquela de menos de 200 contos, que você acha que está fazendo um bom negócio. Cheguei na tal manutenção e eles disseram que todos os dias recebm uma nova daquelas com o meso defeito: a impressora simplesmente não liga. Foi o que aconteceu comigo. Ah, e o suporte técnico por telefone demora horas para atender.
Tá, então eu cheguei na loja, debrucei no balcão e expliquei o defeito para o técnico. Ele pegou a nota fiscal da máquina e foi para algum lugar tirar uma cópia. Foi então que eu vi. Ali, bem na minha frente. Sedutor. Lindo. Perfeito. Um rolo de mais de 50 metros de plástico-bolha. Eu já contei que sou viciada em plástico-bolha? Não? Pois sou. É incontrolável. Então ficamos lá, eu olhando pro rolo, ele olhando pra mim e os técnicos transitando pelo local.
Em determinado momento, todos eles desapareceram e eu decidi furtar um pedaço do tal artefato. Me estiquei toda naquele balcão de lata e tentei alcançar o rolo. Nada. Forcei mais um pouco. Nada. Na terceira tentativa, esbarrei em um suporte para durex que estava sobre o balcão e acabei jogando o dito longe. Blém, blém, blém, blém. Pronto. Em um instante, todos os técnicos estavam do outro lado do balcão, me olhando esparramada ali.
Não, não acaba por aqui. Além de fazer aquele escarcéu, eu consegui enroscar minha blusa em um arame do tal balcão. Ou seja, fiquei pendurada, esperando que uma alma caridosa (e desconhecida) me soltasse de lá. Desprenderam a minha roupa e eu tentei me recompor, púrpura de vergonha. Aí o mocinho que tinha me atendido cortou um pedaço do plástico-bolha e me deu, como prêmio de consolação.
Saí de lá e fui ao banco, pagar uma conta vencida.
Um dia de cão - vários capítulos
Vambora. Hoje eu tive algumas coisas para fazer na parte da manhã e esse fator já é de alto risco, pois fico completamente avariada antes do meio dia. Então tá. Tive uma audiência do meu lance trabalhista, lá, e ao chegar na Justiça do Trabalho, a primeira coisa que reparei foi o nome do presidente da vara: Nicolau dos Santos Neto. Eu não sei se era aquele Lalau, mas fiquei bastante assustada. Tirando uma crise de gargalhadas histéricas em plena audiência (participantes: eu e o representante da empresa, que vem a ser o namorado da minha melhor amiga), correu tudo bem. Aí segui para a loja que conserta impressoras na garantia.

4.4.02

Tá, eu já vi que está fora do ar. Mas vou deixar por aqui. Qualquer dia vocês conseguirão ler o que eu tentei postar às 23:34 de quinta-feira, 04/04.

Como irritar uma Lady Macbeth ou Macbacon ou qualquer coisa que o valha
- Perceba que ela tentou te manipular. E diga isso.
- Minta. Mas minta tão bem que ela só perceba depois de muito tempo.
- Beba o derradeiro gole de vodka do copo dela.
- Faça drama. Voz embargada e olhos lacrimejantes são um estopim e tanto para a fúria de LMB.
- Diga que ela está errada e não prove.
- Concorde com tudo que ela diz, só para agradar.
- Fique parado atrás da cadeira em que ela está sentada, tentando ler o que ela escreve.
- Se tudo isso não der resultado, "arrume" o quarto dela. É bastante eficaz.

Pois é.
É o seguinte: alguém aqui já parou para pensar no absurdo da deportação do Sérgio (aquele mesmo, do Big Brother)? Tudo bem, o visto dele venceu. Tudo bem, ele só tinha autorização para ficar por aqui enquanto estivesse trabalhando em um determinado salão de cabeleireiro. O absurdo não é exatamente a deportação e sim a marcação cerrada da Polícia Federal sobre esse caso. Por quê? Porque ele apareceu na "Grobo"? Porque querem mostrar serviço?
Se fosse alguém que não estivesse tão exposto quanto ele, provavelmente teria o direito de regularizar a situação com tranqüilidade. Se não fosse por bem, iria por mal, que de propina também se vive no Brasil.
Vão para o inferno. Um país que já recebeu (e muito bem, é bom que se diga) Ronald Biggs e Josef Menguele, só para citar os casos mais conhecidos, não tem motivo algum para expulsar um sujeito que não causa o menor problema. Isso para não citar as centenas, se não milhares, de brasileiros prejudiciais ao desenvolvimento do país que circulam livremente nas câmaras, prefeituras, assembléias e similares, enfiando no rabo o dinheiro público e gargalhando da cara dos otários, aqui.

Pronto, passou.
Acabou a greve.
Não, não, não. Assim NÃO vale. Greve de posts por hoje. Humpf.
Eu tenho que falar. Acabei de baixar Glory Box cantada pelo Faith no More. Isso é sacanagem. A melhor música cantada pelo melhor grupo (sem desmerecer aquela voz deliciosa da Beth Gibbons, claro). Pronto, falei.
Ehr... acho melhor dizer "quase todos", né? Tá bom, tá bom. Alguns.
Toda vez que eu generalizo, a coisa emperra. Tá bom, gente, tá bom. O Nishi não é o único leitor de blog que não tem um. Não precisam me linchar, porra. O Nishi é o leitor de blogs (notem que eu tirei a palavra "único") que não tem um e exercita sua necessidade de se expressar nos comments alheios. Belê?
E vou generalizar de novo: todos os leitores de blog que não têm um acabam, dia ou outro, vindo parar aqui. E eu acho ótimo. Sejam bem vindos.
Eu andei pensando em levar uma vida saudável. Parar de beber, não comer porcarias, entrar na academia, essas coisas que proporcionam uma aparência digna de comercial de pasta de dentes. Mas já passou, ufa!

3.4.02

E agora eu sou uma rena. Uma alergia me deixou assim, linda, com uma bola vermelha no nariz. Cheers.
Olha, vai passar, viu? Fiquem tranqüilos, é só mais um surto de "postagem compulsiva e idiota". Ô tédio maldito.
Algumas coisas sem sentido
Eu também não, MacSea. É "licença poética", sabe?
--x--
Mamãe acabou de ganhar um CD da Roberta Miranda. Fodeu!
--x--
O poder de persuasão de algumas pessoas me surpreende. Por conta disso tenho uma festa para ir no próximo sábado. Seres escrotos, bar chato (e caro) e explicações sobre "o que eu virei nos últimos dois anos". Bah. Mas eu disse "vou", então vou. E se bobear ainda arrasto algum(a) tolinho(a) que esteja sem programa para a noite em questão. Aguardem o convite, amigos.
Deus. Por algum motivo acharam que vale a pena citar meus posts em um blog. Isso me faz crer que há mais pessoas anormais no mundo que lêem isso aqui além da Van, do Goiabão e do Nishi (o único leitor de blogs que não tem um). De toda forma, obrigada pelos elogios. Seu e-mail foi pra lá de simpático, pessoa.
Mas que eu tô assustada, isso eu tô.
Olha, eu vou te contar, viu? Se há uma pessoa totalmente podre no mundo, essa pessoa sou eu. Acordei com dor de cabeça, tontura e acabei de abrir o pulso. Isso sem falar na gripe, claro. Se isso tudo não melhorar em pouco tempo, a minha próxima viagem será de kombão azul marinho. Credo!
--x--
A minha revolta ontem à noite era culpa do Big Brother. É, eu assisti. É, eu torci. É, eu me enfureci de ver aquele ser com idade mental de 7 anos (chutando alto) ganhar 500 mil reais. Isso só me fez perceber que os valores todos estão distorcidos e eu nunca terei sucesso, nunca serei rica e outras coisinhas sem importância porque o espaço foi tomado pela população "pé-de-alface".
--x--
Vou ali beber um preparado à base de soda cáustica e já volto.

2.4.02

Ah não. Parei.
Putz. Fui sacanear lá no Xixa e assinei um comment como Lady BigMac. Só que eu esqueci desse pequeno detalhe e acabei não trocando o raio do nome quando fui comentar lá na Van. Ai, meu zezuizinho... lá vem sacanagem pra cima de mim.
Ahhhh... genial! Povo, o Marcelo colocou no ar a versão 2.0 do w.bloggar. Ele facilita bastante para fazer algumas coisinhas que exigiam um certo conhecimento de HTML. E além disso tem mais um monte de funções que eu ainda não descobri, mas vale a pena ter o programa. Pega , vai.
Teste. (depois eu explico)

1.4.02

Traumas de infância
Eu fiz uma breve análise das coisas estranhas que aconteceram na minha vida pelos últimos 24 anos para tentar entender qual foi o abismo em que caí. Vamos aos fatos surpreendentes.
- Aos 2 meses fui abandonada dentro de um cesto, sobre o capô do carro de papai (que estava embriagado, claro). O cesto escorregou e eu fui de cabeça, direto para o chão. Fraturei o crânio e quando estava me recuperando, meu pai me jogou para cima na sala, fazendo com que minha cabeça ainda sensível batesse no lustre. Assustado com o acidente, ele colocou as duas mãos sobre os olhos e "esqueceu" de me segurar. O chão foi o meu destino, de novo.
- Aos 7 anos eu estava perseguindo um coleguinha de escola quando me distraí e acabei trombando com um poste. O saldo foi um dente quebrado e um trauma gigantesco porque a escola inteira parou para rir da minha cara de pateta.
- Aos 9 anos eu me apaixonei por um japonês mudinho em uma colônia de férias. Ele tinha 4 anos e eu o escondi no porta-malas do carro, ao ir embora. Mamãe o encontrou quando foi guardar a bagagem.
- Aos 12 anos eu fui obrigada a desfilar em uma escola de samba. Fui empurrada por 50 minutos, até que descobrissem que minha apatia era fruto de uma hepatite.
- Aos 13 anos eu voltava da escola de carona com uma vizinha que tinha uma Brasília cor de abóbora. Juro.
- Aos 15 anos eu conheci uma menina que comia pedra. Ela passava noites e noites cutucando a parede da escola em busca de farelos de cimento, a base da sua alimentação. Quando conheceu minha garagem chapiscada, ela me propôs casamento.
- Também aos 15 anos eu me apaixonei por um vendedor de cocos em Ubatuba (isso vai render um post específico).
- Aos 16 anos eu dormi na calçada pela primeira vez. Também dormi abraçada ao vaso sanitário pela primeira vez.
- Aos 21 anos eu subi quatro andares de um prédio de joelhos. E não era promessa, era incapacidade de manter o equilíbrio.
- Aos 22 anos eu tive a minha primeira fotografia com crédito publicada. E por conta disso passei duas semanas espirrando, já que a foto era de uma enchente e eu era parte integrante dela.
- Aos 23 anos eu publiquei o meu primeiro post.
- Aos 24 anos eu continuo falando merdas e esperando aplausos por isso.

Ó vida monótona.
Está quase na época de fazer uma nova lista de blogs que eu leio. Mas com tanto tempo vago, tenho lido coisas demais. Ô preguiça.
--x--
Preciso beber.
--x--
Preciso crescer.
--x--
Preciso de emprego.
Impressionante como o Blogger consegue foder com qualquer forma de manifestação inteligente. As melhores idéias escoam pelo ralo quando se deparam com uma mensagem de erro como a que vi durante toda a tarde de hoje. Eu poderia usar o Word, mas só lembro disso quando acabei de perder um post. Mierda.
Depois que eu andei de bonde em Itanhaém (é, o ônibus da cidade é uma espécie de bonde), surtei. Viagens ao passado me fizeram lembrar do seriado que eu mais adorava durante a infância. Miami Vice. É, eu fui viciada nesse troço. E não é só isso (agora eu lembrei do comercial das facas Ginsu, mas depois eu falo sobre isso), fui ainda mais longe e lembrei dos Chip's.
Sabe, a abstinência alcoólica tem provocado esse tipo de efeitos colaterais. Quando eu bebia, pensava em coisas normais e não lembrava dos Chip's com lágrimas nos olhos.