31.3.02

Noite passada tive um pesadelo. Sonhei que um cretino se acomodava sob a janela do meu quarto para fazer uma serenata. Ele imitava Luis Miguel, cantando La Barca. E por mais laranjas que eu arremessasse, o cara não desistia de me infernizar.
O roteiro do sonho me impressionou demais. Talvez eu esteja tão perdidamente apaixonada por mim que já veja a multidão de fãs tentando me agradar, ainda que seja com Luis Miguel. Talvez seja apenas mais uma das pragas de Vanessa Marques e eu me apaixone perdidamente pelo sujeito. Como precaução, tomei um banho de sal grosso e coloquei o CD do Luis Miguel para animar minha noite. Eu tenho que me acostumar com a idéia, já que isso pode ser meu futuro.
Mais uma da série Laços de Família
- Pai, sou eu.
- Quem?
- Pai. Eu. A menos que meu irmão tenha feito algum tratamento para afinar a voz, só posso ser eu.
- Ah é. Fala.
- Tô aqui, mas peguei uma rua de terra... é isso mesmo?
- Não. Você já passou por baixo da rodovia?
- Ahn?
- Esquece. Faz o seguinte, pára em algum bar e pergunta onde fica a avenida Rui Barbosa.
- Tá.
Alguns minutos depois...
- Pai, ninguém conhece essa avenida.
- De que lado você está?
- Do lado de lá. Perto do morro, longe da praia.
- Mas em que rua?
- E eu que sei? Nunca vim para Mongaguá antes.
- Mongaguá? Então volte para a rodovia e ande mais uns 15 km. Você está na cidade errada, não na rua errada.
Todo mundo desejando feliz Páscoa... e eu só consigo pensar naquelas duas malditas lasanhas que estão sobre o fogão. E esse monte de chocolates. Argh, tô enjoando com tanta comida.
Feliz Páscoa, então.
Mais uma lembrança póstuma. Papai escuta forró. E eu fui obrigada a suportar isso por um dia inteiro. Isso sem falar naquelas fitas com "causos", que ele adora. Ah, eu tinha esquecido como é bom voltar pra casa.
Ah, eu esqueci de contar que fui arrastada por quase 1 km pelo cão do meu pai, um fila brasileiro do tamanho de um elefante. Tudo porque ele se apaixonou perdidamente por uma poodle, no meio do passeio.

30.3.02

E eu tenho que falar sobre o meu primo, sabe? Nas minhas mais remotas lembranças, ele está presente como "o cara que passava dias e dias tentando explodir a casa com seu laboratório de química". Ele era doente. Aliás, ele continua doente. Sempre que a família se reúne para "recordar", as piores histórias vêm de alguma encrenca em que eu e o Thi (meu primo) estávamos metidos.
Aos 10 anos, ele criava uma aranha dentro de um vidro de maionese. Eu cansei de passar minhas tardes caçando moscas vivas para alimentar a tal aranha. Aos 12, ele começou a se aperfeiçoar. Aranhas eram insatisfatórias porque não interagiam com o garoto, então ele passou a criar iguanas e cobras. Da última vez que fui ao apartamento dele, o cara criava um siri dentro de um aquário.
Esse é o meu primo. Praticamente um ídolo para mim.
10 dicas para destruir o seu precário relacionamento familiar
1º - Chegue na casa nova do seu pai com uma cachorra neurótica dentro do carro (alguns poderão contestar, dizendo que eram duas cachorras neuróticas, na verdade);
2º - Solte a já citada cachorra na sala e observe, rindo, que ela faz suas necessidades em cima do tapete "arraiolo" bordado pela sua madrasta;
3º - Pergunte se "tem uma bebidinha pra relaxar" nos primeiros cinco minutos de conversa;
4º - Passe o jantar inteiro girando obsessivamente o seu piercing, apenas para fazer com que ele seja notado;
5º - À pergunta "o que você pretende fazer da sua vida?", responda que não tem planos imediatos, que vai passar uma temporada vivendo em uma comunidade hippie e depois decidirá;
6º - Saia para dar uma volta com seu primo às três da manhã e volte completamente entorpecida lá pelas sete, quando o café já está na mesa;
7º - Pergunte "quer dizer que você se livrou daquele traste?", referindo-se à sua madrasta, mesmo sabendo que ela está apenas viajando;
8º - Diga que tem que ir embora cedo porque "precisa de vida inteligente";
9º - Tranque-se no banheiro de cinco em cinco minutos;
10º - Vá embora cantando os pneus do carro, que a essa altura do campeonato o seu pai já deve pensar que acolheu uma estranha dentro da própria casa. Nada mais vai chocá-lo.

29.3.02

Bom, agora eu vou, mesmo. O calor já diminuiu e, com um pouco de sorte, as estradas estarão vazias. Mas antes, quero deixar meu protesto. Por que as pessoas fazem peixe na sexta-feira santa? Eu odeio peixe, eu não suporto o cheiro de peixe que impregna nas roupas e eu me recuso a pisar na cozinha dessa casa enquanto não conseguirem eliminar esse cheiro terrível de lá. Meu reino por um hamburguer.
Volto amanhã. Até.
E agora que eu lembrei que eu também não sei me comportar.
Já escondi uma caixa de cerveja atrás do banco do carro. O que falta? Roupa de cama, travesseiro (meu pai jamais pensaria em detalhes como esses), havaianas azuis e baconzitos. Caraca, eu tava quase esquecendo da minha cachorra. Ela vai comigo. Uma delas, a Frances Bean. A Maria José vai ter que ficar, porque não sabe se comportar na casa dos outros.
E eu até que acordei cedo pelo horário que fui dormir ontem. Mas é que aquele problema da viagem ainda existe e eu vou daqui a pouco para Ita...Ita... Ita... ah, sei lá comé que se escreve isso. Resolvi a questão sobre aterrorizar o meu pai. As minhas olheiras farão com que ele se assuste muito, não vou nem precisar do auxílio dos meus exóticos amigos. Mesmo porque, minha popularidade anda tão negativa que ninguém se ofereceu para me ajudar, mierda.
Ele, com aquele cabelo maravilhoso despenteado, com aquelas roupas de dormir, com aquela barba meio crescida e aquele sorriso devastador. So-zi-nho.
Moa (o dono do bar) – Senta aí, Lady.
Eu – Tô com um pessoal na outra mesa, tenho que voltar pra lá.
Vamos Respeitar (ele, a coisa mais perfeita que existe na face da Terra) – Senta logo aí, mulher, a gente tem muito que conversar. (puxando a cadeira ao lado da dele)
Obediente que sou, me acomodei. Falamos sobre um milhão de coisas e eu prendia a respiração cada vez que ele falava no meu ouvido, por causa da música alta, com medo de suspirar.
Fui ao banheiro e ao sair, ele estava lá na porta. Pegou minha mão e foi me conduzindo para os fundos do bar, para um quartinho com histórias obscuras que eu conheço de outros carnavais. É lógico que a noite não estaria completa sem uma das minhas trapalhadas habituais e eu tinha que tropeçar em uma das mesas que estava encostada na parede, derrubando tudo e fazendo com que o cozinheiro saísse de seus aposentos para ver o que estava acontecendo. Vamos respeitar, que já está pra lá de acostumado com minhas trapalhadas (eu já caí sentada no colo do amigo dele, lembram?), não consegue parar de rir.
Ah, que coisa, viu? Os detalhes sórdidos estão só na minha lembrança, não vou sair contando por aí, mas que foi uma noite muito boa, isso foi. Dois anos de assuntos pendentes. Ai.

28.3.02

Olha, eu tenho que falar. Acabo de chegar em casa e a minha noite foi a melhor de toda a minha vida. Não, acho que nem tanto, mas pelo menos foi a melhor desse ano. "Vamos respeitar", ah se vamos. Esse cara é tu-do. Quando estiver sóbria, eu tento contar o que rolou. Boa noite!
Tudo bem. Eu já entendi.
Ehr... quem mais eu posso convidar? Alguém? Alguém?
Consegui colocar alguma coisa em dia.
--x--
Eu fui rejeitada pelos meus amigos. Ninguém quer me ajudar a aterrorizar o meu pai em Itanhaém, é mole? Eu contava com algumas figurinhas exóticas para escandalizar o povo por um dia (era só um dia e ninguém topou ir comigo!). Tô me sentindo rejeitada e nem o CVV atende o telefone. Mierda.
--x--
São Longuinho, São Longuinho... cadê minha identidade (glup)?
Se eu tivesse um pouquinho mais de organização, não deixaria tantos e-mails sem responder. O maldito "depois eu faço isso" fez com que eu me afundasse em um mar de correspondência, coisas que eu nem lembro de onde vieram. Ah, merda de dia.

27.3.02

Ruy, pior do que os bares com música ao vivo são os videokês. As músicas podem ser as mesmas (acrescente qualquer uma do Fábio Junior e o repertório estará completo), mas a interpretação consegue ser ainda pior. Eu utilizaria com todo prazer um daqueles supositórios da Walleska no dono da tal Raf Eletronics.
Suruba dos bloggers sexualmente bem resolvidos 2002. Inscrições aqui. Participe você também.
Marina viajando, Susie enrolada. Será que elas não têm medo de me deixar sozinha com esse blog? Ah, se eu fosse mais esperta...

26.3.02

É claro que o dia foi um lixo. Passar a noite toda acordada não faz lá muitas maravilhas pelo meu humor.
--x--
Vazio. Tudo vazio.

25.3.02

Na boa, amiguinho. Eu não tenho fotos minhas de salto alto rebolando. Desculpaí, mas vou ficar te devendo. Isso não é um porno-blog, porra! (é, mandaram um e-mail pedindo isso)
Começarei hoje mesmo a escrever aqueles contos pornográficos.
Deve estar junto com meu IPVA não pago (e um dos motivos dessa insônia). Eu não tenho um tostão furado. Eu estou na lama. Compreende? Nem ao cinema (que era o único lugar onde eu podia me esconder nesses últimos dias) eu posso ir mais. Vou vender carro, computador, mãe e cachorras para me sustentar por uns tempos. Aceito doações.
O que eu estou fazendo aqui às 03:50 da madrugada? Procurando o meu sono, claro. Cadê meu Lexotan?
A coisa que eu maaaais queria era ter noção do tamanho do meu pé. Não que ele seja grande, é só que eu nunca sei onde ele começa e onde termina. E por conta disso vivo dando topadas e arrancando pedaços do meu dedão. Isso sem contar as inúmeras vezes em que "esqueci" meu dedinho esquerdo em algum batente de porta. Argh! Vou ali tentar uma cirurgia de reconstrução de dedos e já volto. Inferno!
Aquilo deu nisso
Alguém já ouviu falar em Carlos Gonzaga? É, eu também nunca tinha ouvido falar nesse cara, mas hoje, em um conselho de família, fiquei sabendo que a distinta figura interpretava (ou interpreta ainda, sei lá se está vivo) aquela "versão" da música Diana e tem um disco chamado "Carlos Gonzaga & Hully Gully".
Pois é. Eu contei que minha mãe tinha o hábito de me fazer beijar ícones da música popular brasileira, mas não sabia que a coisa era hereditária. Segundo testemunhas confiáveis, minha avó fez mamãe passar pela mesma provação. Ela beijou o Carlos Gonzaga!
Tá explicado...
O meu homem perfeito nunca tem uma aparência tão excepcional assim. Pelo contrário: adoro pessoas "desarrumadas", sou maníaca por grisalhos e acho que toda barriguinha de chope tem seu charme. É sério. Dos "famosos" que eu acho maravilhosos, posso citar Nicolas Cage e Edward Norton. Nunca perdi mais que 15 segundos admirando um Mel Gibson ou um Tom Cruise. Mas vamos respeitar o Brad Pitt e o George Clooney. Dá licença, pô. E os dois em um filme só? Ah, isso é sacanagem.
Eu fui ao cinema de novo. Em 9 dias, fui quatro vezes ao cinema. Ela criou um monstro.
--x--
Eu pego o meu tempo ocioso (muito) e aproveito para torturar pessoas normais com meu comportamento de louca profissional. Fiz isso hoje (hehehe).

24.3.02

Afe. Chegaram aqui procurando por "Texto sobre pessoas anormais". É aqui mesmo, pessoa. Fique à vontade.
Inferno de Blogspot. Quando não está fora, está fora. E eu aqui, procurando vida inteligente na net. Nunca aprendo.
Sozinha em casa, entediada e sem ânimo, atirei-me aos leões. ICQ online. Por enquanto, três figuras que eu já havia deletado há séculos reapareceram. Confirmei a minha velha teoria. Todo mundo é interessante nos primeiros cinco minutos. E só.
E acordei com um ser não identificado me observando, hoje. Mamãe trouxe o filho de uma amiga dela (que eu não via há pelo menos 10 anos) para me visitar. Levei uns 10 minutos para conseguir associar o nome à pessoa. E acho que ele ainda não se recuperou do susto por me ver vestindo um pijama azul bebê, descabelada e com a cara amassada.
Então tá. Vamos ao que interessa. A parte do garçom tarado eu prefiro esquecer. Basta dizer que é o mesmo da mordida no pescoço. Quanto aos marinheiros, isso foi presente da minha amiga. Ela convidou um sujeito para ir ao boteco encontrar conosco e o cara apareceu com mais três. Três estivadores. Eu olhava para os lados, com medo de ser vista naquela situação estranha. Aquele bando de homens enoooormes e chucros, que em cerca de uma hora, não conseguiram desenvolver sequer uma frase.
Sete pessoas na mesa. Quatro estivadores e três moças de família. Eu, morrendo de medo de soltar alguma piadinha politicamente incorreta e receber uma facada no estômago. Olhava para o garçom tarado e pensava "me tira daquiiiiii". Todos, simplesmente TODOS os meus vizinhos e amigos circulando pelo bar. Minha reputação já não vale mais nada.
Terminou que eu fui absolutamente mal educada, virei as costas para os "rapazes" e cantarolei "um pescadôôôô tem dois amôôôô, um bem na terra, um bem no marrrrr". Fui salva pelo gongo: um dos bêbados conhecidos me tirou da mesa e me encheu de tequila, para esquecer o fiasco. Quando voltei, eles já tinham ido embora. Acharam o ambiente meio "parado". Deviam estar esperando a agitação dos bares em volta do porto, as prostitutas de fama internacional e o cheiro de fritura no ar. Ah, não. Eu prefiro o garçom.

23.3.02

Uma bosta. Minha noite foi uma bosta e eu começo a acreditar em horóscopos.
"Se você escolher o conforto do lar hoje poderá se sentir muito bem e recarregado/a em suas energias."
Eu poderia ter evitado tudo que aconteceu, então. Legal. Duas da manhã e eu já estou em casa. Perfeito. E meu corpo parece uma suruba etílica. Maravilha.
Eu só quero saber onde foram parar as noites divertidas, os amigos geniais e o meu bom humor.
Amanhã eu conto minha aventura envolvendo garçons tarados e marinheiros com cara de poucos amigos.
E eu não consigo parar de rir com o lance da natação no córrego Aricanduva. E ainda se diz sem imaginação, a moça.
--x--
Não tenho muitos comentários sobre a noite de ontem. Paguei o maior mico da minha vida (dane-se). A cantora passou a noite toda piscando para a minha amiga (dane-se). O garçom me agarrou e lascou uma mordida no meu pescoço (dane-se). Só.
Vanessa M. Wrote: Calma, caralho. Você surta de cinco em cinco minutos. Mantenha a calma, escreva um conto pornográfico.

Se eu fosse escrever um conto pornográfico a cada surto, já teria material para encher vários livros. Mas a sugestão é boa. Muito.
Momento trash
Programa Raul Gil. SOS Espiritual - Um 0900 com mensagens de apoio e orientação. Um tipo de CVV. Achei um barato, mas quero um SOS Cachaça, por R$1,99, com mensagens de apoio e dicas para curar ressaca. Depois, a frase brilhante: "Os profetas profetizaram coisas proféticas". Acho que devo voltar a dormir.

22.3.02

Estava tudo muito bem com o Luciano Szafir na novela. Até que ele abriu a boca. Vamos respeitar o "carisma" do rapaz, mas pelamordedeus, não dêem papéis com fala para ele. Piedade, por favor.
--x--
E fui. Minha mesa, meu bar, minha vodka e tudo mais me esperam.
Quem diabos é Elaine Martins? Não, porque eu acabei de receber um e-mail informando que Elaine Martins lançou um website com "formas de ampliar sua efetividade pessoal e profissional". Para o inferno todos os clones de Lair Ribeiro.
Às vezes as pessoas me escrevem comentando sobre a minha imaginação. Eu acho que já disse isso, mas se não, aqui vai a justificativa.
Eu não tenho imaginação alguma. Eu não sei criar nada, eu não sei fantasiar situações, eu não sei inventar. Esse é um dos meus maiores complexos, aliás. Eu trabalho com criação, mas não sei criar. Choro de angústia por não conseguir bolar nada genial. O que acontece é que minha vida é uma piada. Tudo que eu conto aqui é real, apesar de improvável. Tenho uma família completamente perturbada, meus amigos são todos insanos e, pra piorar, eu sou a pessoa mais desastrada da face da Terra.
Seria impossível que isso tudo não acontecesse, com tantos ingredientes assim. Mas repito: a minha capacidade de criação foi completamente aniquilada nos meus tempos de jornal. Ler notícias, escrever sobre temas pesados, não ter tempo para "viajar". Esses são alguns dos motivos que me fazem incompetente nesse campo. Talvez um dia eu volte ao normal.
Não, eu não vou dormir. Vou continuar aqui escrevendo essas bobagens.
A Alessandra falou alguma coisa sobre vestidos de formatura, então lembrei do meu vestido de formatura do primário. Coincidiu com minha primeira comunhão (é, eles me aceitaram, apesar de tudo) e mamãe resolveu matar dois coelhos com uma tacada só. Para piorar a situação, uma prima distante casou e eu era "daminha de honra", um papel que eu não desejo ao meu pior inimigo.
Pois bem. Fomos comprar tecido para o tal vestido e eu, muito discreta, só queria um vestidinho branco e simples para a formatura. O do casamento podia ser de qualquer cor, então optei por um tom meio pêssego, muito bonito. E liso, pelamordedeus. Porque não há nada mais brega do que rendas e babados.
Compramos um tecido brancão liso (que poderia ser aproveitado depois como cortina ou toalha de mesa) e fomos para a costureira. Chegando lá, mamãe surtou e disse que não queria nada tão simples. Queria as rendas e babados!!! E eu chorando, com medo do ridículo. E ela batendo o pé. E eu chorando mais. Ela venceu, claro. Voltamos à loja e ela comprou o tecido mais "fru-fru" que encontrou.
Como desgraça pouca é bobagem, é lógico que ela lembrou do casamento e comprou o mesmo tecido, só que em rosa bebê. E mandou que a costureira fizesse o mesmo modelo com os dois tecidos. Resultado: fui à formatura parecendo uma noiva e dei um jeito de rasgar o vestido no fim da festa, para não ter que repetir o mico na primeira comunhão. Quanto ao vestido rosa, ele fez sucesso no casamento. Eu não era a única vestida de "papelzinho de brigadeiro". Ah, as mães...
Eu tenho uma íngua, sabe? Não, não é uma língua (embora eu tenha uma dessas também). Segundo o Aurélio, íngua é o ingurgitamento de um gânglio da axila ou do pescoço. Fiquei com preguiça de descobrir o que é ingurgitamento, então dane-se. O fato é que eu cultivo uma íngua. Eterna íngua "pescoçal".
O que gerou essa íngua foi uma infecção na garganta, há muito anos. De tempos em tempos a infecção volta e com ela, a íngua maldita.
O que diabos vocês têm com isso? Nada. É só que essa merda de íngua está aqui, doendo pra cacete. Dói também a cabeça. E estou com cólica. E quero morrer. E tenho um milhão de coisas para "bostar" e o Blogger ficou um tempão fora do ar. E agora eu já não quero mais postar. E vou dormir, que hoje eu já fiz coisas demais. Até mais.

21.3.02

Já não tenho mais idade para acreditar em fantasias. Ou tenho?
Ai. Será que eu conto pra minha mãe que comprei um tênis preto? Ela vai comer meu fígado frito.
Eu beijei o Agnaldo Timóteo
Não foi minha culpa, eu juro. Aliás, eu nem lembrava disso. Quem mencionou o desagradável fato foi mamãe, em conversa telefônica com uma amiga. Elas estavam comentando a minha “desenvoltura” entre os ricos e famosos e o assunto acabou saindo, claro.
Foi mais ou menos assim: aguardando o embarque em Congonhas (creio que estávamos indo para o Rio, não lembro), mamãe avistou o elegante senhor caminhando e me arremessou sobre ele, para que eu o beijasse, pedisse autógrafo e coisas do gênero.
Não foi a primeira vez. Antes disso ela já tinha me “introduzido” no camarim do Alceu Valença, em um show. É óbvio que ao ser agarrada por aquela criatura cabeluda e feia, eu abri o berreiro e minha mãe pagou o maior mico de sua vida.
A outra vez foi no show da Rita Lee. Era aquele show em que ela arrancava os peitos postiços no final de uma música (não me perguntem qual) e o público aplaudia. Era o ponto alto do espetáculo. Eu, já sabendo da história dos peitos, esperava ansiosa pelo tão comentado momento. Ginásio do Ibirapuera lotado, o show acontecendo lááááá longe e eu, do alto dos meus cinco anos de idade (ainda não sei comé que eu conseguia entrar nesses shows), tentando enxergar alguma coisa. Minha tia doidona tira um binóculo da bolsa e me entrega. Mamãe me coloca nos ombros. Tudo pronto para ver o ritual de retirada dos peitos. Na hora H, titia resolve ver também e tira o binóculo da minha mão. Abri o berreiro (dá pra perceber que eu era uma criança muito chata, não?) e só me conformei quando fui lançada dentro do camarim (de novo!), onde a simpática Rita Lee colocou e tirou os peitos umas quinze vezes para que eu pudesse ver.
Também já pude passear pelas “dependências” de um vestiário masculino onde o time inteiro do São Paulo desfilava de cuecas. Não, eu não sou são-paulina. Sim, eu gostei. Muito.
Qualquer hora dessas eu conto, mesmo correndo o risco de ser sacaneada, como fui parar no camarim de um show da dupla Chrystian e Ralf e como caí dentro de um latão de lixo, em um show do Golpe de Estado.
É, eu fui passear. Mais tarde tento postar alguma coisa que não preste por aqui.
Não, eu não me rendi aos testes (ainda). Mas esse resultado era tão fantástico que eu não podia deixar de postar. E isso é porque peguei leve nas respostas. Que lixo!

Eu sou a Rê Bordosa !
Qual personagem do Angeli você é ?

20.3.02

Genial a propaganda do HSBC em que o sujeito apaga um cigarro no pote de farinha. É o tipo de coisa que eu faria, com toda certeza.
Como acabar com sua reputação - 1ª aula (e única, acho)
Acho que me tornei especialista nisso. Decidi que o dia estava tedioso demais e fui até a lojinha da esquina comprar tinta para o cabelo. Eu estava decidida a ter um cabelo roxo, mas a dona da loja me convenceu a hidratar as "madeixas" primeiro, antes de fazer a cagada. Tudo bem. Creme de pote (aqueles Skala, de R$ 1,90) e milhares de óleos de frutas e ervas. Abacate? Perfeito. Uva? Ótimo. Maçã? Lindo. Sem nenhuma regra, fui abrindo os vidrinhos e jogando dentro do grande pote de creme multicolorido.
Peguei um pente e fui espalhando aquilo no cabelo, com muita desenvoltura (espalhei nas paredes, também, mas isso não é novidade). Ao terminar, o toque final: uma touca azul bebê me deixou um espetáculo de mulher. E cadê a merda da touca térmica que estava aqui? E procura, que procura, que procura, que procura e nada. As cachorras devem ter comido, só pode ter sido isso.
Aí toca a campainha (claaaaro que isso tinha que acontecer). "Pagodeiro" no portão, com um CD na mão para me devolver. Tá, eu confesso: tenho uma paixão maluca por esse pagodeiro nojento. Ele é feio, ele é burro, ele ouve pagode e toca pandeiro. Ele é um monstro, o tipo de cara que eu nunca me interessaria a não ser com vários litros de cerveja circulando pelo meu corpo.
Tá, eu já me justifiquei demais. O fato é que fui atender o cara com a touca no cabelo e a minha maior cara de pau. Ao me ver, o rosto do sujeito não escondeu a surpresa. Susto? Imagina. Delicado como um rinoceronte com cólicas, perguntou: "o que aconteceu com você???". E eu "é tratamento", explicando sem explicar.
Conversamos por alguns minutos até que um odor estranho chegou ao meu nariz. Uma mistura de essências dos cremes e óleos, uma coisa nauseante. Enquanto isso, meus vizinhos passavam para lá e para cá, admirando a "paisagem". E eu sentindo meu pescoço molhado, melado, suado e fedido. Cansei da brincadeira e me despedi do moço. No "beijinho" de despedida, é claro que eu tinha que apoiar minha mão melecada de manteiga de karité nas costas dele. E lá se foi um pagodeiro com cinco dedos amarelos na camisa.
Cadê o veneno para ratos?
Uma das coisas que eu mais odeio é o meu maldito ciúme. Absurdo, doentio, uma neurose que engloba todo mundo, dos amigos às cachorras. A sorte é que eu disfarço bem, senão já teria sido presa por assassinato. E quem me conhece acha que eu sou "desencanada". Ô!
Vou lavar o banheiro e já volto. Nada como um pouco de trabalho doméstico para me conter. (tá, eu lavei o banheiro no domingo, na segunda, na terça...)
Eu não tenho muita certeza, mas parece que escutei Half Day Closing ontem, no BBB. E acho que também escutei a mesma música em um filme durante o final de semana. Deve ter sido alucinação.
Portishead na televisão, só no comercial do CVV. O que é muito estranho, já que Glory Box é praticamente um convite ao suicídio.

19.3.02

O telefone podia tocar, né? Nem que fosse engano. Eu gostaria de conversar agora. Aliás, eu adoro conversar no meio da madrugada.
Insônia, insônia, insônia. Poucas coisas me irritam tanto quanto isso.
Fim de latinha. Fim de noite. O tempo se foi. Não deu pra fazer o trabalho da faculdade, não deu pra acertar a vida. Aliás, por que é mesmo que resolvi fazer faculdade de novo? Pra me aborrecer com profesores ignorantes (mais que eu!!!)??? Por que é que eu resolvi que deveria acertar a vida? Não devo acertar nada. Deixa rolar. Já que disse, tá gravado, agora, é assim. Bons sonhos.
A hora está sendo marcada. Julgamentos estão sendo feitos.
Sou boazinha? Não, definitivamente. Mas, peraí, também não sou maquiavélica. Tenho intenções, sim, mas sempre penso seriamente nelas (um erro, talvez). Sempre quero saber se estou sendo justa (e penso as piores coisas sobre mim por causa disso). Filosofia de fim de latinha? Deve ser.
Aliás, não quero mais ser acusada.
Agora, apenas um blog, o que já é demais pra mim. Não mais poderão me acusar de escrever aqui ou ali por este ou aquele motivo. Agora, só um. Só aqui, por enquanto (por enquanto vou me explicando aqui mesmo). Nem tenho tanto a dizer, mas, não duvidem, muito a pensar, eu tenho. Tenho. Às vezes tenho até a pretensão de acreditar que vou morrer, mas que parar de pensar não. Não. Deus, se existir, não me ouça.
Na porta de um dos armários da despensa, um bilhete: "Veneno para ratos aqui". Em letras garrafais e caneta hidrográfica vermelha. Desconfio que seja uma sutil tentativa de indução ao suicídio. Só para informar, foi minha mãe que colocou o bilhete.
Ridículo, eu sei. Mas é quase real.

Conversa entre um fígado, um cérebro, dois pulmões e sua dona
Eu – Tenho que parar de beber.
Fígado – Eu concordo.
Pulmão Direito – Ah, pra quê?
Pulmão Esquerdo – Fica quieto, imbecil. Se ela parar de beber, vai acabar parando de fumar, também.
Pulmão Direito – Idiota. Quando ela bebe, acaba dormindo. E se está dormindo, não fuma.
Fígado – O que você acha, Cérebro?
Cérebro – Aaahn?
--x--
Eu – Isso está acabando comigo.
Fígado – E comigo.
Pulmão Direito – E comigo.
Pulmão Esquerdo – E comigo.
Cérebro – Aaahn?
--x--
Eu – Eu só queria que vocês me compreendessem, me aceitassem como eu sou.
Fígado – Eu aceito. Quem não aceita é o banco de órgãos.
Pulmão Direito – Ainda bem. Nem a morte nos separará.
Pulmão Esquerdo – Você é politicamente incorreto, infiel.
Cérebro – Quem, eu?
Fígado e Pulmões – Cale a boca, Cérebro.
--x--
Eu – Se isso está gerando confusão, eu vou continuar a beber. E tenho dito.
Pulmão Esquerdo – Isso é porque não é você que trabalha enquanto os outros se divertem.
Fígado – Nem vocês. Isso cabe a mim e aos meus companheiros, os rins.
Pulmão Direito – Só quando ela bebe cerveja. E eles têm uma escala de folga razoável. Praticamente não trabalham no resto do tempo.
Cérebro – Trabalhar?
Pulmão Esquerdo – Pronto, falou o desempregado.
Enquanto decido, vou até ali fazer umas compras e já volto.
Vejamos... Patê de sardinha, bolo de batata ou gelado de chocolate e nozes?

18.3.02

E discutindo com uma amiga que presenciou esse meu "encontro" com o bêbado, ela me lembrou que eu cantei "Ronda" a plenos pulmões, girando em volta de um poste, no mesmo dia. É isso que faz a vida valer a pena.
Tá, eu acho que tenho alguma coisa para dizer. Eu posso falar sobre algumas situações mais antigas, porque não acontece nada na minha vida há um bom tempo.
Fui convidada para um final de semana na casa de praia do Zé. O problema é que eu não tinha a menor noção de quem era o Zé, mas resolvi aceitar o convite do irmão da minha amiga, enchi o carro de gente e cerveja e fomos. Chegamos no sábado, com olheiras profundas (a sexta-feira tinha sido no Affinit, com muito uísque vagabundo) e sono, muito sono. Ao chegar, fomos todos jogados na piscina, claro, e pelo resto do final de semana eu não fiz outra coisa que não fosse beber e nadar. Dormir? Nem pensar. Passamos a madrugada cantando e conversando, como todo bêbado que se preze. Vale lembrar que o canalha-cretino-vagabundo-casado estava lá e passou os dois dias tentando me comprar com caipirinha de vodka barata.
Bem, o domingo passou rápido e nós entramos nos carros lá pelas cinco da tarde, rumo a São Paulo. No caminho, o celular toca (com aquelas quedas inevitáveis de ligação, típicas da Serra do Mar) e acabamos combinando a "despedida" do final de semana, no lendário Bar do Mauro.
Tá, eu estava muito bêbada. Tá, eu não me aguentava em pé. Sentei no degrau do boteco, encostada na porta de ferro, sujando minha camiseta branca de graxa e comecei a conversar com um cachorro sarnento que se aproximou. Aí um homem sentou ao meu lado. O sujeito devia ter uns 35 anos, num corpinho de 82. Conservado em "maria-mole".
- Oi, você vem sempre aqui? (isso dito com aquela voz engrolada, incompreensível)
- Não. Só quando eu não tenho condições de me opor.
- Você está tão sozinha...
- Não estou sozinha. Tenho o Duque (o cão).
- Você está triste?
- Não. É só álcool.
Ele desistiu. Na hora em que eu começava a me comover com a preocupação dele, o cara desistiu. Mas eu já estava apaixonada. Desde então, passo minhas noites de domingo em bares sujos, procurando esse cara que me ouviu por uma noite, que me fez feliz, que me amou por um momento, que me fez acreditar no sentimento puro das pessoas. Já me deparei com uns quatro cachorros semelhantes ao Duque, mas nada de encontrar o homem da minha vida.
Que vergonha.
Uma inexplicável falta de assunto me fez "repensar" o conteúdo desse blog. Acho que culinária é um assunto bem interessante, então vou publicar receitas de família, aqui. Quando a criatividade voltar, eu paro com isso, prometo.

Creme de tomate
1 quilo de tomates
3 gemas
1 pires de queijo parmesão ralado
1 cebola grande
1 dente de alho
2 colheres de maisena
2 colheres de gordura vegetal
1 copo de leite
1 colher rasa da manteiga
Pimenta do reino e sal à vontade

Colocar numa caçarola a gordura vegetal, depois o alho e a cebola bem picados. Depois de fritos, juntar a manteiga. Partir os tomates ao meio e coloca-los na caçarola para cozinhar. Depois de bem cozido, passar tudo em uma peneira grande e voltar ao fogo. Quando estiver fervendo, juntar a maisena dissolvida no leite frio, o queijo, o sal e a pimenta. Depois de frio, acrescentar as gemas, mexendo sempre. Coloque na geladeira por duas horas e depois sirva com torradas.

16.3.02

Absurdo
Eu estou ouvindo Mind Games pela quinta vez. E não aceito críticas.

15.3.02

Cara, eles não têm compaixão. Arrancaram essa pobre criatura da cama às nove da manhã (isso é imperdoável!), mesmo sabendo que eu só começo a me tornar humana ao meio dia. Jogaram um mooonte de serviço ao qual não estou acostumada, já que estou vivendo essa fase "vagaba" profissional, enfiaram litros de café sem açúcar pela minha goela, causando uma revolução no meu estômago e acabaram por me largar no meio da chuva, às cinco da tarde, em pleno centro de SP.
E o que eu fiz? O que havia prometido. No térreo do prédio em que eu estava tem um boteco sujo, com cachorros na porta e bêbados no balcão. Foi ali que eu parei, para esperar a chuva passar (com meu patrão observando tudo da portaria do prédio). É claro que no único dia do mês em que eu tenho que ir ao centro, tem que alagar o Anhangabaú. Resultado: acabei de chegar em casa, estressada e um tanto bêbada. E não tenho nada para fazer durante a longa noite que vem por aí.
Como se não bastasse tudo isso, tive que suportar aquele sapo nojento arrotando dentro do carro, com os vidros fechados e o ar ligado. Escutando a CBN e um comercial ridículo, do único anunciante da rádio - a Transurb, falando dos problemas dos perueiros na capital.
Ah, eu preciso de um litro de vodka. Agora!

14.3.02

Mas é puro preconceito esse lance de "adolescentes", tb.
Vai ter muito trintão (no sentido do passar dos anos da palavra; não nos centímetros) usando, viu?

Falo com propriedade.
(Cada coisa que a gente tem quepassar... tsc!)
*o communicator estava atualizando as porrinhas aqui*, por isso que eu fiquei tanto tempo sem "bostar", segundo Lady.
Sabe que eu quase esqueci a senha dessa porra? Pois é.
É *****. Só pra constar.

Agora por que "*****", eu não sei.
Talvez porque seja uma palavra que as pessoas dificilmente pensarão em. Whatever, foi ***** que eu escolhi.

Você ficaram sabendo das camisinhas feitas para adolescentes?
Pois é, têm um diâmetro menor do que as "normais".

Aí vem a pergunta que não quer calar: por que, então, os adolescentes se acham tanto? E uns, inclusive, denominam-se "Piroca" (eu tive um amigo que era chamado assim, na sexta série).

Daqui a pouco vai ter reprise no Jô de uma entrevista do Robson Miguel, músico aqui do ABC que tem um castelo "turístico". Excelente músico, por sinal.
Quando vi a chamada, lembrei de um dia em que esse cara ligou no jornal e por algum motivo eu atendi (eu costumava fugir das ligações). Ele procurava meu diretor, que era amigo dele, porque um leão tinha fugido de um circo e se abrigado no Castelo. É sério. E ele gritava no meu ouvido "Tira esse leão daqui pelamordedeeeeeeeus" e eu ria, sem entender o que é que ele esperava de mim.
E se meu diretor estivesse lá? O que ele poderia fazer? Não tenho a menor idéia. Só sei que eu ria descontroladamente e tentava explicar a situação pro resto do povo, enquanto o músico gritava "esse leão é uma loucuuuura", como se fosse aquela tal de Narcisa. Um horror.
Estou de castigo durante o dia todo, amanhã. Com um pouco de sorte vai cair um toró em Sampa e eu vou ficar presa. Aí, esquece. Primeiro "pé-sujo" que encontrar, eu fico. Ó, vida cruel.
--x--
Cai duro, Nação brasileira, Titanic e mais dois drinks (eu prefiro "drinques") ainda não batizados. Trocaram o barman do Affinit e eu fui a "cobaia", ontem. Não queiram saber o resultado.
--x--
Cheia de planos.

13.3.02

Tenho liberdade com quem posso ter.
Ó, aê. Só.

Isso é tudo que tenho a dizer, hoje. Tô tentando resolver a minha vida (e conseguindo, parece) e volto a postar qualquer coisa além de interjeições em poucos dias.

Beijo e obrigada pela compreensão.

12.3.02

Nada me espanta mais que alguém estar preso à sintaxe. Nada me espanta mais que alguém não entender a minha semântica.
Hoje eu tive certeza que eu não vou morrer de nenhum problema cardíaco. Mas ainda há uma noite inteira para esperar. Façam suas preces.
Eu assisto BBB. E estou quase apaixonada pelo Adriano, o ser mais arrogante, falso e encrenqueiro daquela casa.
--x--
E hoje eu não quero saber de nada complexo demais. Quero falar de tricô, crochê, culinária, higiene pessoal e coisas assim.
"You make me come
You make me complete
You make me completely miserable"

11.3.02

Ah, e só para constar: eu já estou arrependida por ter entrado nesse assunto. Não vale a pena. Não pretendo falar sobre isso de novo.
Eu acho simplesmente patéticas as pessoas que criticam apenas para mostrar que têm o que dizer. Que não respeitam o direito que os outros têm de postar o que querem nas suas páginas. Que tentam ser "descolados" à custa de questões que gerem comentários. E, principalmente, que nunca dão nomes aos bois.
Criticar por criticar é inútil. Eu tenho um blog para falar das minhas bobagens, aquele lá tem um blog para falar de música, aquela outra tem um blog para falar dos namorados e assim por diante. Não gostou? A saída fica no canto superior direito da página. É só clicar no X.
Um conselho? Seja crítico, sim. Mas use essa crítica apenas para selecionar o que é melhor para sua vida. Não faça da crítica uma arma para se tornar popular.
Obs: Ninguém me criticou, não vesti carapuça alguma, não é um post com destinatário. É apenas uma opinião.

10.3.02

Notícia muito relevante
Minha mãe acaba de informar que "a família" comprou um jazigo na cidade de Pedreira, interior de SP. Não entendi muito bem a escolha do local, já que não temos parentes, não temos amigos, não temos NADA em Pedreira. Provavelmente, temos isenção de impostos por lá, ou algo assim. Ou então minhas centenárias tias resolveram levar uma vida saudável depois de mortas (paradoxo interessante, esse).
De toda forma, já estão todos convidados para o meu enterro. Pretendo providenciar em breve um pacote turístico de visita ao túmulo. Levem coroas de flores e cerveja, que o churrasquinho é por minha conta.
Desculpa, tá? Mas sou obrigada a confessar que estou assistindo Casa dos Artistas. Nesse exato momento. E vou falar da Feiticeira, claro. Não vou falar do tanto que ela está esquisita. Eu acho que nunca tinha reparado se ela era ou não bonita, portanto não tenho como comparar com aquilo que ela se tornou hoje.
O que está me assustando é a semelhança dela com o próprio Silvio Santos. Cara, ela está idêntica a ele. Acabou de mostrar um close da moça e em seguida, um do Silvio. Tenho absoluta certeza de que Joana Prado é uma das filhas do Silvio Santos. O mesmo sorriso fixo, o mesmo rosto plastificado. Eu, hein.
Em tempo: ando confundindo os "sentimentos". Achei que estava triste, mas é só ressaca.
Reprise
Descobri, afinal, quem é o tal Dudu. Fui ao boteco ontem e lá pelas duas da matina toca o telefone:
A voz - Ladyyyyyy.
Eu - Dudu? (pensando que eu já tinha visto esse filme)
A voz - Isso! Onde você está, Lady?
Eu - Tô no Affinit. E você?
A voz - Tô no Riacho. Eu quero ir ao Affinit!
Eu - Venha, ué.
A voz - Tá, estou indo.

Chegou lá pelas três, bêbado, retardado e dizendo coisas meio desconexas. Aí eu lembrei que tinha conhecido o sujeito em um dia de muita vodka e nenhum juízo. Não era nenhuma pessoa comprometedora, se é que me entendem. E passamos o resto da noite bebendo até cair. Essa vida ainda vai me matar.
Eu sou o fígado de Lady Macbeth.
--x--
Eu juro que tenho ouvido vozes falando essa frase, hoje.

8.3.02

Só agora percebi que essa lista de blogs aí do lado tá meio desatualizada. Quando fiz, tentei entrar em um acordo com a Susie para colocarmos apenas os blogs que todas nós líamos. Enfim, nem daria pra colocar todos os blogs que eu leio aí do lado. Viraria um catálogo. Aos que não foram citados (e sabem que eu leio), fica aqui um pedido de desculpas. Com o tempo eu coloco mais alguns...
Fiquei em casa. Não vou saber nunca quem era o tal Dudu. Mas valeu a pena, não? Ficou lindo esse blog. Essa janela é um cenário desolador. Lindo. Brigada, moço. Cê deu uma senhora força a essa negação em HTML que vos fala.Vos fala? Vos escreve.
Tô com sono, tô com dor de cabeça, tô estressada e meu cabelo parece uma árvore. Um bonsai. Merda.
E hoje minha mãe resolveu perguntar onde foi parar "aquela pessoa tão simpática" que conversou com ela na véspera de Natal, por telefone. Pelo meu telefone. Respondi que devia ter sofrido inúmeras torturas e falecido. Merecia.
Fatos? É, fatos.
O telefone toca no meio da manhã.
Eu, semi-acordada: Ahn...enrr....hunf...
A voz: Ladyyyyyy, queridaaaaaaa.
Eu, já bem desperta: Hein?
A voz: Não tá lembrada de mim?
Eu, impaciente: Não. Quem é, porra?
A voz: Sou eu, Lady. O Dudu.
Eu, sem fazer a mínima idéia de quem pode ser o tal Dudu: Duduuuuuu!!! Como vai? Há quanto tempo!
A voz: É o seguinte: hoje vai ter a reinauguração do Napoleão e eu quero muito que você vá. Pode levar umas duas pessoas, se quiser. Eu deixo os convites na porta pra vocês. Leve a Van e a Clau!
Eu, pensando que as coisas estão melhorando. Já tenho uma referência - as meninas: Tudo bem, Dudu. Vou falar com elas. Mas o que é o Napoleão?
A voz: Ué, é um bar. Fica ali na frente da Pixolé.

Beleza. Um telefonema para a Van poderia resolver o problema. Ela me diria quem é o tal Dudu, certo? Errado. Ela também não faz idéia. A Clau desapareceu. E agora?
E agora eu aguardo ansiosamente o horário combinado com o tal Dudu (sim, a conversa foi um pouco mais longa do que eu postei) para descobrir em qual dos meus já famosos porres eu o conheci.
Críticas
Ontem postei um trechinho minúsculo de uma música do mala-absoluto Djavan e Walleska não achou apropriado.

Não cite Djavan, porra. Isso embrulha o meu estômago.
Van (w) @ 07 Mar 02 20:17


Por acaso é uma música que eu gosto, mas mesmo que eu não gostasse, esse blog ainda é meu (e da Marina, da Su, da Barb e até do Lagartão) e eu posto aqui a bosta que eu quiser. Se me pentelharem, começo a postar músicas da Britney Spears, só para ler as críticas.
De mais a mais, não costumo discutir esses assuntos com pessoas que curtem Maurício Manieri. E tenho dito.

7.3.02

Além da já citada compulsão por bingos, minha mãe padece de um outro mal: ela é viciada no Show do Milhão. Com uma certa freqüência eu ouço gritos descontrolados pela casa, nas vezes em que os cultos participantes respondem alguma bobagem ao Homem do Baú.
Uma característica de quase todas as pessoas que eu conheço (e que assistem ao Show do Milhão, claro) é acreditar que nós, os que não assistem, queremos saber o que se passa no programa. E aqui estou eu, concentradíssima em coisas muito mais interessantes, quando mamãe faz o anúncio: "Olha lá! Olha lá! Liga no 4!". E eu, acreditando que mais algum prédio foi derrubado nos EUA, mais algum prefeito foi assassinado ou algo assim, ligo e vejo Silvio Santos, como um bonecão de cera ou um animal empalhado, soltando sua famosa risada e dizendo "você está cerrrto disso?".
Na semana passada, eu caí na bobagem de antecipar para a minha mãe a notícia que eu havia lido: o "Homem-enciclopédia", apelido dado a um senhor que chegou na questão de R$ 1 milhão, errou a última questão e saiu do programa com 300 reais. Quase apanhei. A graça do programa não está em ganhar ou não, mas sim no suspense, no medo, no risco de perder tudo.
Outra situação que vivo, por conta desse programa, é a busca frenética por informações na internet. O apresentador faz a pergunta, minha mãe grita e eu saio correndo pra procurar as respostas que não sei no Google. E ai de mim se não encontrar dentro do prazo de 30 segundos. Ganho 1 milhão de reclamações, porque ela tem sempre que saber a resposta antes do participante.
Na última madrugada, por volta de cinco horas, eu estava dormindo tranqüilamente quando fui despertada com um cutucão no ombro. Era minha mãe, descontrolada, perguntando "qual é a lenda de Eurídice?". Ela não conseguia dormir sem saber a resposta. Não me dei nem ao trabalho de responder, só levantei da minha cama, coloquei essa senhora surtada pra fora do meu quarto e tranquei a porta.
Tá bom, seu Silvio. Você é genial. Depois que é seqüestrado, reclama. Da próxima vez, que eles lhe prensem em forma de CD, colem uma etiqueta do Show do Milhão e vendam no camelô, por "déis reau".
"Meu ar de dominador dizia que eu ia ser seu dono
E nessa eu dancei!
Hoje no universo nada que brilha cega mais que seu nome
Fiquei mudo ao lhe conhecer. O que vi foi demais, vazou
Por toda selva do meu ser nada ficou intacto"
Boa noite - Djavan

Huhhh... boa tarde. Linda tarde, maravilhosa tarde. Os pássaros estão cantando mesmo ou estou sofrendo alguma espécie de alucinação? Não importa.
Vou ali ter uma discussão com o NB do meu chefe e já volto. (essa felicidade toda foi só encenação)

6.3.02

Momento futilidade
Carajos. Eu acabei de receber as "ofertas" da Sacks por e-mail. Um vidrinho mínimo, ridículo, com 30 ml do maravilhoso Weekend está custando a bagatela de R$ 101. O Vanilla Lace da Victoria's secret sai pela módica quantia de R$ 59,90.
Com licença. Vou até a lojinha da esquina comprar um pote de Creme Hidratante Paixão e já volto.

5.3.02

Bingo Senador
Tenho uma diversão um tanto estranha em algumas noites da semana. Minha mãe é assídua freqüentadora de bingos e eu tenho que resgata-la, às vezes, nesses antros de perdição. Assim, tive várias oportunidades de avaliar o ambiente, as roupas, os hábitos e a sorte de todos os presentes.
Muito bem. Para começar, a faixa etária vai de 50 a 70 anos, com algumas exceções. Conheci um velhinho capenga que, aos 90 anos, era mais esperto que a maioria dos “jovens” do local. Ele mal enxergava a própria cartela, mas estava bastante atento às bundas circulantes. Passava uma carteleira mais ajeitadinha e o velhote ficava todo assanhado, com os olhinhos meio turvos brilhando de excitação.
O som ambiente é perfeito: nos intervalos entre as rodadas, toca de Roberto Carlos a Chitãozinho e Xororó, passando pela trilha sonora da novela que estiver na moda. Sempre no último volume, para driblar os problemas de audição. Os CD’s são do camelô, que troca seu produto por créditos nas máquinas.
A moda “bingueira” é fantástica. Vestidos de viscose convivem pacificamente com tamancos com salto de cortiça. Essa superprodução exige maquiagem e cabelos compatíveis e não é raro observar senhoras com “coque-banana”, sombra azul e batom pink desfilando pelos longos corredores do Bingo Senador. Já os homens exibem ternos cor de vinho com dois palmos a menos de manga e dois palmos a mais de pernas. Um arraso.
E as intrigas? Mamãe sabe a história da vida de todos, da senhora viúva que chega ao bingo às duas da tarde e vai embora à meia noite ao copeiro que foi corneado pelo namorado (ele é gay, sim, e daí?). E todos ali sabem que o bonitão da camiseta azul (sempre a mesma!) está saindo com a dona do bingo por interesse. E que ela fez plástica recentemente.
No fundo é uma grande família. Eles se adoram e se odeiam, alternadamente. Quando ganham algum dinheiro, se escondem nos banheiros e saem pelos fundos, com medo dos pedidos de empréstimo. Quando perdem, ficam rondando quem ganhou, pra ver se sobra algum trocado.
Amanhã é dia de bingo. Talvez eu venha com alguma história interessante de lá, como o dia em que eu resolvi jogar uma partida com minha mãe e ganhei. Isso vai queimar completamente o meu filme, mas foda-se.
Eu nunca ganhei porra alguma no bingo. Quando vi que saiu meu número, fiquei uns 10 segundos parada, olhando pra tela, horrorizada. E pior, eu tinha acabado de enfiar um pedaço de esfiha de carne na boca. Resultado, fui gritar "bingo", caiu uma chuva de carne moída sobre a cartela. E minha mãe deu um pulo de 10 metros da cadeira, tamanha a surpresa.
Por hoje é só. Acho.
Posso repetir uma coisa que eu já disse por aqui? Eu odeio mentiras. Se quer mentir para mim, que seja com perfeição. Porque eu tenho uma capacidade de descobrir mentiras (mesmo quando eu não quero) absurda. Faça o favor de não me julgar burra, de dizer coisas plausíveis, de criar situações convincentes. E sei que você sabe do que eu estou falando.
Fim do momento desabafo.
Putz. Pelamordedeus, façam com que ele pare. Não tem jabá aqui, não. Eu rejeitei aquela oferta de bananada de goiaba em troca de publicidade gratuita, mas o pique do cara pra escrever tem me espantado. E ele está bem pior do que era (acho que isso é um elogio).
Ruy, aguarde as fotos das "personalidades" que freqüentam o Bingo Senador. Eu já estive lá (e isso eu devo contar em algum post de hoje) e garanto que são bem adequadas às suas dicas de moda. E, claro, nada como analisar as vestimentas de acordo com a personalidade de cada um, em mais uma típica demonstração do que é a psicologia de boteco. Ou de bingos.
Ah, já ia me esquecendo. Dois leitores? Eu conheço pelo menos uns quatro, sem contar os familiares e inimigos. Não se deprecie, você é quase um sucesso.
--x--
Moça, não se faça de bobinha. Eu sei que você canta e dança as músicas da Kelly Key (músicas?). E se você não assumir, eu espalho por aí que você se apaixonou pelo clone do Marcos Mion em um baile funk. E não há pinga com mel que justifique isso.
Quanto aos comentários falidos, também vou sentir falta do Nishi. Ele já era praticamente um apêndice do seu blog (apêndice como o dos livros, não como o do corpo humano, que não serve pra nada a não ser doer e deixar cicatrizes quando operado).
--x--
É, eu estou sem assunto. Só links e mais links, que é para isso que eu sou paga (ih, acho que não era pra contar).

4.3.02

Eu estou com uma fome, mas uma fome, que seria capaz de comer até substâncias não identificadas. Por conta dessas malditas serpentes (e de um passeiozinho pra lá de bom), esqueci de jantar. Agora fui até a cozinha procurar um treco pra comer e nada. Não tem absolutamente NADA comestível nessa casa. Nem aqueles malditos Rispinos. Algum desavisado comeu.
Pois bem. Essa é a "circunstância". Agora tenho que falar dos fatos novos que podem alterar essa circunstância. Acabei de encontrar uma latinha de Pedigree Champ, sabor carne com vegetais. A minha sorte é que não tem nenhum tipo de torradinha aqui, senão essa lata de Pedigree ia virar patê com uma facilidade impressionante. Mas a situação ainda pode mudar. A noite promete ser longa e a fome está apertando. Talvez eu encare o alimento como "papinha Nestlé" e coma de colherada. Vamos ver. Amanhã eu conto.
Eu preciso de fotos das malditas serpentes que estão no Zoo de SP. A assessoria de imprensa não sabe informar (!!!) onde posso consegui-las. A assessoria de imprensa não sabe com quem devo falar. A assessoria de imprensa acha que pode conseguir uma resposta para mim na próxima semana. E eu preciso fechar essa edição amanhã.
Alguém tem Lexotan em estoque?

3.3.02

"Meu amor, onde está você?
Te liguei só pra te dizer
que ontem a noite foi boa demais.
Acordei e nem quis saber
se hoje vou trabalhar, nem sei.
Só queria ficar com você na paz."


Que coisa. Depois eu falo sobre isso.

2.3.02

Só agora percebi que o post anterior pode dar a entender que eu não presto. Não é nada disso, pô. Eu só dormi um pouquinho em um local desconhecido. E descobri uns telefones e e-mails estranhos na minha bolsa, nada muito grave. Minha dignidade continua intacta.
--x--
Eu ODEIO me sentir obrigada a fazer qualquer coisa. Eu ODEIO esses minutos que antecedem a minha saída nas noites de sábado. Eu ODEIO ressaca de vodka. Eu ODEIO pessoas que olham para a minha cara e começam a rir das coisas que eu disse ou fiz na noite anterior. Eu ODEIO prender meu dedo na gaveta.
--x--
O apelo sobre os e-mails parece que funcionou. Hoje recebi quatro mensagens da Siciliano.
Eu acordei hoje, às nove da manhã, no apartamento do dono do bar. No sofá.
--x--
Amigo - Quem é aquele de vermelho? (era o "Vamos respeitar")
Eu - Ninguém importante.
Amigo - Diz isso pra ele, então.
Eu - Hein?
Amigo - Esquece. Você podia prestar menos atenção nele e mais na mesa em que estamos.
Eu - O que tem a mesa?
Amigo - Eu.
--x--
"Não, eu não vou sair hoje, sua louca. Você não vai me manipular. Tá bom. Passo aí às onze."

1.3.02

O bom filho...
Ele voltou. Eu nunca imaginei que isso fosse possível, mas após uma temporada em Long Beach (tá, tudo bem. Eu também acho que há lugares mais divertidos para passar as férias, embora invariavelmente acabe por aquelas bandas, também), o cara retornou com um pique daqueles e quase me proporcionou uma overdose de goiabas, ontem.
Pô, Ruy, vá com calma. Depois de mais de um mês de abstinência (o cara deve ser político) você não pode nos dar essa sobrecarga assim, de repente. Os sanitários não resistirão à movimentação intensa.
E seja bem vindo de volta. Quanto à sua preocupação com a possível fuga de seus leitores, não há nada que uma boa estratégia de marketing não resolva. Depois nós cuidamos disso e acertamos um preço, claro, porque eu não vou ficar fazendo propaganda de graça.
Mais sobre os e-mails - Eu ando adorando SPAMs. E isso é sério. Quem tiver correntes, testes, propagandas, cavalos de tróia, qualquer coisa, pode me enviar. Prometo dar toda atenção e carinho.