28.2.02

O cúmulo da carência é me emocionar ao receber um e-mail do Submarino. Não, eu não fiz isso. Ainda.
Mensagens
Eu estava "engarrafada" no trânsito, hoje pela manhã, e comecei a reparar nos adesivos dos carros. E por falta de coisa melhor pra fazer...
"Nóis capota mais num breca" - Pelamordedeus. Que tipo de transgressão quer dizer esse adesivo? A única coisa que me passou pela cabeça foi a grave ofensa ao bom português. E não era o seu Manoel da padaria, não.
"Bebê a bordo" - Tá. E eu com isso? Por acaso vou respeitar mais as leis de trânsito porque há uma vida no início, ali? O cara que dirige perigosamente pela cidade não vai se deter diante de um recado desses. Pelo contrário, em alguns casos isso até incentiva os prazeres cruéis.
"Deus é fiel" - O sujeito que coloca algo assim no vidro traseiro do carro tem um grave problema: síndrome do corno. Ele quer afirmar para todo mundo que nos relacionamentos dele, há fidelidade. Uma boa resposta para isso seria "Mas sua mulher, não!", gritado pela janela. Confesso que se eu fosse um pouco maior (e estivesse em um carro blindado), teria soltado o berro.

Eu queria entender o que motiva as pessoas a adornarem seus carros com frases brilhantes como essas. Vá passear de trio elétrico, meu.

27.2.02

Depois de anos e anos sem dar notícias, meu irmão apareceu aqui em casa hoje cedo. É um tanto estranho conversar com uma pessoa que não faz parte da minha vida, mas ao mesmo tempo tem a minha cara e o mesmo pai que eu. E o pior de tudo são as idéias dele. Acho que não há pessoa mais sem noção que ele. O cara quer me convencer a fazer Jiu Jitsu, pô. Eu mereço.

26.2.02

Por falta de coisas interessantes pra dizer, vou buscar, por aí, textos interessantes. Aí vai um:

BARES E CASAMENTOS
Em Londres um pub está fazendo sucesso porque instalou para seus clientes uma cabine telefônica com uma sonorização peculiar: enquanto a pessoa fala no telefone, pode acessar o som de uma tranqueira no trânsito, com muito buzinaço. Ou pode acessar o som de um ambiente de escritório. Toda essa parafernália é para que quem esteja do outro lado da linha não identifique o som do bar. Assim o bebum pode dar uma desculpa esfarrapada e chegar em casa sem levar uma descompostura, afinal, estava trabalhando até tarde, o coitado, e ainda por cima ficou preso num engarrafamento depois.

Essa cabine telefônica com efeitos especiais só vem demonstrar que os bares andam muito moderninhos, mas os casamentos continuam parados no tempo, mesmo na vanguardista Inglaterra. "Só vou se você for" segue na moda. Enquanto isso a hipocrisia deita e rola.

Muitas pessoas ainda têm uma idéia convencional do casamento: encaminham-se para o altar como quem encaminha-se para o supermercado em busca de um produto pronto, industrializado, com um rótulo dando as instruções de como utilizá-lo, e parece que a primeira instrução é: nenhum dos dois têm o direito de se divertir sozinho ou com os amigos, a menos que o cônjuge esteja junto. Não é de estranhar que os prazos de validade do amor andem cada vez mais curtos.

Não há paixão que resista ao grude. Não há paciência que resista à patrulha. Não há grande amor que prescinda de outras amizades. Sair sozinho para beber com os amigos deveria ser um dos 10 mandamentos para uma união estável, valendo para ambos os sexos. Quem não gosta de bar pode substituir por futebol, cinema, shows, sinuca, saraus ou o que o Caderno de Cultura sugerir. E não perca tempo lamentando por aquele que vai ficar em casa. Provavelmente ele vai se divertir tanto quanto. Ouvir música, ver televisão, ler livros, abrir um vinho, tomar um banho de duas horas, navegar na internet, dormir cedinho, tudo isso também é um programaço. Quem não sabe ficar sozinho não pode casar, sob pena de transformar o matrimônio num presídio para dois.

Tem muita coisa em Londres que eu gostaria de ter aqui: parques mais bem cuidados, mais livrarias, mais respeito à individualidade, melhor transporte público, prédios mais charmosos. Só dispensaria o clima e esse pub pra lá de vitoriano, onde pessoas adultas são incentivadas a inventar um álibi para justificar um atraso. Atraso é ter que mentir para que o outro não perceba que você está feliz.
Falei com minha prima. Ao menos uma coisa boa no meio de tantas. Não quero escrever.

24.2.02

Ô falta de sossego. Se eu não fosse tão resistente, assumiria logo o que está acontecendo. Bah.
--x--
Tá, eu estou muito ansiosa, sim. Mas nem quero pensar nos motivos que me deixam assim. Aliás, pensar é uma coisa que não tem me atraído muito, como todos podem notar.
--x--
O post original não era esse. Mas as piores bobagens sempre passam primeiro pela cabeça. Felizmente. (e agradeço ao bendito "edit", quando não passam...hehehehe)
Nhec, nhec, nhec.
- Moço...
Nhec, nhec, nhec.
- Moço...
Nhec, nhec, nhec
- Ô mooooço...
- Ahn?
- Dá pra desligar essa merda de limpador de vidro? A chuva já acabou há horas.
- Ah tá.

Foi assim que começou. E foi assim que eu decidi ser motorista do Expresso Brasileiro, que é um emprego que deve dar um certo "barato", já que o motorista era meio alucinado. Eu, morrendo de pressa, querendo chegar logo em casa e o rapaz simplesmente decidiu dar uma volta na Vila Prudente antes de chegar a Santo André.
Tudo bem que ele vinha do Tietê e o caminho não tinha absolutamente nada a ver com o que eu conhecia. Tudo bem que eu não tinha nenhum grande compromisso que poderia ser atrasado pelo "passeio". Tudo bem que a minha paciência é quase infinita. Mas tudo tem limite. E o meu limite chegou exatamente no momento do diálogo abaixo:
Ele - Moça...
Eu - Hein?
Ele - Você sabe o caminho daqui por diante? (na Camilópolis, um bairro de S. André que nada tinha a ver com o percurso do ônibus)
Eu - Mas você não sabe o caminho????
Ele - É que eu comecei hoje...
Eu - Tá. Vira aqui. Agora entra à esquerda. Isso. Siga até o semáforo. Agora vire à direita. Atravesse. Vire à direita. Eu disse direita, porra! Pare essa merda que eu vou descer.

E foi assim que eu acabei andando uns 2 km debaixo de chuva, com o humor completamente avariado e uma vontade absurda de usar um daqueles supositórios de pólvora da Vanessa na pessoa que contratou o indivíduo.
A propósito, a Vanessa trocou o endereço do Morfina . Quem atualizar os seus favoritos participa de uma promoção e ganha algumas coisas. Vai lá ver.

23.2.02

Acaba, mundo. Agora. Eu tô pedindo. Por favor.

22.2.02

Céus. Murphy veio passar uma temporada aqui em casa. Primeiro foi a história do telefone. Agora, a chuva. Eu abro a janela, começa a chover. Eu fecho, pára.
Nunca compre um tal de Rispinos, marca Uncle Bens. Tem o doce e o salgado. O doce é até passável, desde que você tenha o hábito de comer papelão aromatizado. O salgado é um troço fedido e sem graça. Melhor comer uma pipoca previamente mastigada.
Será que vai demorar muito para anoitecer?
O telefone sempre toca quando eu resolvo tomar banho. Se eu não atendo, com certeza era um assunto importantíssimo. Se eu atendo, é a vizinha querendo fofocar.
Eu amo tudo que foi,
Tudo que já não é,
A dor que já não me dói.
A antiga e a errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa.

21.2.02

Eu vou fazer um curso para trabalhar no açougue. Essa história de jornal é muito complicada para mim.
--x--
Quem fala o que quer... aprenda, Lady. Aprenda.

20.2.02

Engraçado como quase tudo na nossa vida acontece entre a hora que a gente acorda e a hora que a gente vai dormir...
E a bomba em São Bernardo era só rapadura...
- Você conhece Creep?
- Claro! Do Radiohead.
- Não. Do STP.
- Ahn?
- Esquece.
Como não lembrar? Como eu já te disse, El Camaléon, eu te odeio justamente por conta disso.

"Please now, talk to me. Tell me things I could find helpful.
How can I stop now? Is there nothing I can do.
I have lost my way, I've been losing you"
I've been losing you - A-ha
Estou num dia pop hoje. Voltando aos velhos tempos e ouvindo Michael Jackson (pré-Caveira) e Madonna (pré-mãe de família). Se bem que atualmente nada mais underground do que cultura pop. Nesse mundo sem definições em que vivemos, não existem mais pop stars. Os ídolos de hoje são criaturas amórficas, ou melhor, metamorfos funcionais. São cantores-atores-apresentadores-dançarinos-esportistas que não se destacam sobre-maneira em nada do que fazem. São nomes passageiros nos luminosos dos teatros, cinemas, estádios.. E agora ainda insistem em tentar fazer de pessoas comuns ídolos! "No Limite", "Big Brother", programas de calouros... Isso não existe! Os ídolos já nascem prontos... eles não são simplesmente descobertos, eles se tornam maiores do que a sombra do anonimato que engloba todos nós. Lastimo a perda de grandes e verdadeiros ídolos como o Bozo, Elvis (eu sei que ele não morreu mas já não é mais do mainstream), Leonard Nimoy, A-Ha (sim, eu gosto, e daí?) e tantos outros. E pensar que até o Papa já foi pop...
Show do Catalau no sábado. Resta saber se terei paciência para enfrentar aquela fossa entupida que eles chamam de bar.

19.2.02

Tenho quase certeza que Deus existe. Só preciso morrer para confirmar.

E não vou me apresentar coisa nenhuma. Quem quiser que pergunte.
Minha visão do mundo é míope. Sem falar no astigmatismo.
Limpes os pés. Obrigada.
Bem, macacada. Tenho uma novidade. A partir de hoje, teremos um novo integrante nessa baderna. Decidimos que faltava uma visão masculina sobre a vida, o mundo, o Big Brother, os suicídios, os mistérios, as mentiras e as verdades. E cá está o Marco, devidamente "pinçado" de alguns comments aqui no blog, mesmo.
Seja bem vindo, Marco. Fique à vontade (mas conserve as roupas).
Só um tapinha não dói...
Eu estou perdidamente apaixonada por mim, Su.
"O melhor do horário de verão é que nos instantes finais de sua vigência, podemos celebrar a hora devolvida como um presente surpresa, durante encontros que deviam durar para sempre."


Pagando pau para o Abrão, na lata. Bááásico.
"Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava"

É assim. É isso. E eu quero mais.


Eu acho que o amor que a Lady está sentindo pelo piercing dela é bem parecido com o amor que eu sinto pela minha tatuagem...
Recebi isso por mail e repasso.

FADA MADRINHA
Era uma vez um casal que fazia bodas de prata e estava também celebrando seus 60 anos de idade. Durante a celebração, apareceu uma fada e lhes disse:
- Como prêmio por terem sido um casal exemplar durante 25 anos, concederei um desejo a cada um de vocês!
- Quero fazer uma viagem ao redor do mundo com o meu querido marido! - pediu a mulher.
A fada moveu a varinha e... zas! As passagens apareceram nas mãos da senhora.
Em seguida foi a vez do marido. Ele pensou um momento e disse:
- Bem, esse clima está muito romântico, mas uma chance dessas só se tem uma vez na vida. Então... Bom, desculpe, benzinho disse, olhando para a esposa - mas meu desejo é ter uma mulher trinta anos mais jovem do que eu! A mulher fica chocada, mas pedido é pedido: a fada faz um circulo com a varinha e... zas! O homem ficou com 90 anos!

Moral da história: Todos os homens são sacanas, mas as fadas madrinhas são mulheres!

18.2.02

Como os homens são crédulos
Lady Macbeth - Se vc soubesse...
Amigo de Marina e Lady - o que eu não sei, ô mala?
Lady - Ah, acho melhor não comentar...
Amigo - pára com isso, ô porra...desembucha, vai.
Lady - Vc tem notado que a Marina está meio estranha?
Amigo - uai, não...não notei nada...absolutamente nada...pra mim tá normal. Fala, ô caralho....vc acha q ela tá com algum problema? Olha lá, hein.... eu gosto pra caralho daquela mala.
Lady - Ela voltou a fazer sexo com desconhecidos. E de ambos os sexos.
Amigo - ô caralho....gente....fazer sexo seja lá com q sexo seja, eu não reprovo....o problema é a promiscuidade...
mas ela me disse q tava namorando um motoqueiro e coisa e tal...
Lady - Na verdade, é uma motoqueira. Ela tem me ligado de madrugada, bêbada, gritando "Eu sou Madonna! Eu sou Madonna!". E tive notícias de que ela foi vista nua no alto do Pão de Açúcar.
Amigo - vai ver a motoqueira é amiga do motoqueiro, oras... Mas diga lá, a coisa é eventual ou já tá destramelada, mesmo...
Lady - Essa semana ela me ligou 4 vezes. Em uma delas, falei com outros amigos dela. Todos claramente bêbados. Alguns gemiam.
Amigo - gente..suruba...e na casa dela?
Lady - Estão vivendo alguns hippies, lá. Inclusive eu fui informada que virou ponto de tráfico.
Amigo - caralho...
Lady - hahahahahahahhahahahahahahhaha
Amigo - cê tava de gozação, né?

Beeeem provável que Marina Ferreira fizesse algo do gênero. Beeeeem provável.
Depois de meses de conversas polidas e sem sentido algum pelo telefone, vejo vestígios de um possível retorno às origens. Retorno? Já me disseram que figurinha repetida não completa álbum, mas eu teimo em não acreditar.
Tá, eu sei que a morte é uma coisa séria, que algumas pessoas têm uma certa resistência em falar dela, de rir do inevitável. Mas foi muito engraçado ver aquele corpo pendurado sobre a via Anchieta, hoje pela manhã. Isso é o que se pode chamar de um suicida com tino comercial: resolve se matar em grande estilo. Com certeza vai ser manchete de muitos jornalecos de SP. Ao menos o cara teve um pouco de consideração pelos motoristas e se enforcou bem no cantinho, sem atrapalhar o trânsito.
Isso me fez pensar nos vários tipos de morte. Tem as mortes em caixa alta, como a desse rapaz. Tem as mortes comuns, as misteriosas, as artísticas... Se eu resolvesse me matar, me enquadraria nesse último estilo - algo assim como uma banheira branca de louça, com pés de ferro retorcido e uma gilete enferrujada, pra dar mais emoção ao ato. Música clássica ao fundo e uma carta de despedida sobre o criado-mudo. Aquelas cartas gigantescas, que explicam, explicam e não explicam porra nenhuma. Ou um bilhete curto dizendo "eu tentei". Algo bem dramático.
Mas não, isso não serve para mim. Provavelmente morrerei aos 90, atropelada. E não vai ser na Anchieta.

17.2.02

Na festa
Eu: - Seu amigo já atirou para todos os lados e não acertou ninguém...
Ele: - E eu, acertei?
Eu: - Acertou.

No bar
Eu: - Barbie, este é o Gerônimo. Essa é a Barbie.
Barbie: - Me conta... como foi isso? Você é daqui?
Ele: - Não, eu sou de SP. E meu nome é Jeremias.
Você percebe que chegou ao fundo do poço quando seus olhos brilham diante de uma garrafa de Natasha (é, aquilo).
--x--
Passar seis horas sentada em um bar sem conseguir estabelecer contato com ninguém da sua mesa deprime.
--x--
Eu ainda não estou suficientemente adestrada para o convívio social com pés de alface.

E por hoje é só. Sem speedy, sem linha telefônica (um defeito na central... já mandei a turma da Telefonica pra pqp duas vezes, hoje), conectada pela linha da minha mãe. Tem um fio que vai do meu quarto à cozinha, fazendo com que todos tropecem. Se a mama não me colocar pra fora de casa por conta disso, volto à noite.

16.2.02

"O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles." Lucas 6:31

15.2.02

Lilica, o e-mail que você passou retorna as msgs. Por favor, envie um outro endereço para que eu possa responder ao seu e-mail. Beijo e ânimo.
Conforme prometido, aqui vai a visão perturbada de Walleska Cristinah sobre São Thomé das Letras.



A imensa garrafa de vinho ficou com o nome meio ilegível, mas trata-se de um legítimo vinho Marcon. E o hippie cabeludo é o mesmo que estava deitado na calçada e foi devidamente convertido em marido de Walleska.
- Oi, moço. Eu quero colocar um piercing na sobrancelha.
- Tudo bem. É só assinar aqui enquanto eu preparo a sala.
- O que é esse papel?
- É a doação em vida de órgãos.
--x--
- Esse instrumento é para você bater na minha cabeça antes de colocar o piercing?
- Não. O da cabeça é maior. Esse é para furar seu olho.
--x--
- Vai doer?
- Vai, mas passa rápido. Em oito meses você não sentirá mais nada.
--x--
- Faz tempo que você quer colocar esse piercing?
- Uns dois anos.
- E só agora decidiu?
- É que eu tinha medo de ficar desempregada, de ser incompreendida, essas coisas.
- Ah sim. E agora que tem uma certa estabilidade no emprego, resolveu colocar.
- Na verdade, não. É que agora eu estou desempregada. Fodida por fodida, resolvi fazer o serviço completo.
--x--
- Faz tempo que você trabalha com isso?
- Um pouquinho... sabe que na primeira vez que eu coloquei um piercing na sobrancelha, o cara sangrou tanto que eu achei que tinha acabado com a vida dele?
- É? Mas sarou, né?
- Sarou, sim. E também eu não tinha prática naquele tempo. Agora eu já sou experiente, coloquei mais dois depois daquilo.

Foi essa criatura estranha que perfurou meu corpo. No bom sentido.
Porra, eu disse que agora tenho um piercing. Ninguém vai falar nada? Tô emocionada. Dei o primeiro passo para me tornar uma pessoa quase feliz (com dois anos de atraso).
Bem que minha mãe me avisou da rejeição que eu sofreria. Mas até os amigos? Carajos!
E eu agora tenho um piercing na sobrancelha. Mais tarde eu conto como foi o meu diálogo com o homem que colocou esse troço em mim.
Imperdível
Alguém teve a capacidade de relatar tudo aquilo que passamos no Carnaval. Leiam.
--x--
Imagens
Em breve postarei aqui um desenho feito por Vanessa Marques sobre a viagem. Talvez ainda hoje.
--x--
Agradecimento
Esse moço aqui me mandou um CD ótimo por conta de uma "promoção" do blog dele. Apesar da sabotagem (tem uma música que pega pesado comigo), adorei. Brigada, moço.

13.2.02

Ah, essa eu TENHO que contar. Até bem pouco tempo, ela acreditava que existiam dois tipos de vacas: as leiteiras e as yakulteiras. Isso é sério.
São Thomé – verdade e ficção
Um sentimento bobo de egoísmo e coisas que ‘só quem viveu vai entender’, além de uma certa censura imposta pelos outros habitantes do meu quarto na pousada meio esotérica me impedem de relatar em detalhes tudo que passei nesses quatro dias em São Thomé das Letras.
E as lembranças são coisas engraçadas... elas aparecem nos momentos mais inoportunos, em forma de ‘flashes’. Não é uma coisa organizada, metódica.
Mas vamos aos fatos. A cidade está em estado de decomposição. As casas são mal cuidadas e a impressão geral é que estamos fazendo um tour em Heliópolis (royalties para a Van). As pessoas são estranhas e o tempo não colaborou: chuva nas 48 horas iniciais. Tá, isso não fez a menor diferença para nós. Enfrentamos corajosamente a água que corria pelas ladeiras de pedra e conhecemos a cidade. Em cerca de dez minutos, diga-se de passagem.
As belezas naturais? A cachoeira mais próxima fica a cerca de 3 km do centro da cidade. Aliás, centro é só uma forma simpática de falar. Na verdade, a cidade é um jogo da velha. Três ruas na horizontal e três na vertical, com uma igreja no centro. Nós ficamos hospedados no quadradinho inferior da direita.
Bem, fora essa ligeira decepção com a cidade, a viagem foi muito divertida. Quatro pessoas anormais reunidas em um quarto podem render bons momentos, claro. E foi isso que aconteceu.

Destaques
- A cidade tem 6 mil habitantes. Desses, 4 mil são cães;
- Quase socializamos com um índio que vendia artesanato em frente ao ‘Dois’, boteco que fica no pé do Cruzeiro, um dos pontos turísticos da cidade;
- Criamos uma rotina interessante: comer, dormir, dar uma volta, comer, dormir, dar uma volta, comer, dormir, dar uma volta;
- Quem não é hippie, é chamado de micróbio. Ou seja, nós somos micróbios;
- Se alguém ouvir falar dos paulistas que foram para S. Thomé e criaram raízes em volta das camas, eu atesto a veracidade. Por pouco não nos tornamos mais uma das lendas locais. Com ênfase no beliche vazio, para as oferendas (pizza e vinho);
- Vinho Marcon, pinga Cofigo (era isso que estava escrito na garrafa, pombas) e refrigerante JF de abacaxi;
- Melhor boteco: Mussarela, Mussolini ou Monalisa. O lugar é o mesmo, mas o nome depende do estado etílico da pessoa.

Conselhos
- Leve o mínimo de bagagem possível para São Thomé das Letras. Ou arrisque-se a passar quatro dias imaginando como vai subir a ladeira na hora de voltar para casa;
- Não tente fazer aos 24 anos coisas que você deveria ter feito aos 16. Oito anos fazem uma diferença brutal nessas horas.

Tem mais, tem muito mais. Mas eu ainda estou avariada, vou lembrando aos poucos e conto por aqui.

12.2.02

São T(h)omé das Letras NEWS

Esta madrugada, enquanto eu sonhava que eu tinha 15 quilos a menos e, pelo menos, uns 10 cm de perna a mais; que eu estava em plena Marquês de Sapucaí, maravilhosa, cheia de glitter e meu cabelo era devidadamente sarará, um barulho estranho se misturou à paradinha da bateria... era meu celular! Resolvi olhar o bina, porque, claro, em sã consciência um indivíduo normal jamais ligaria pra dar notícias num horário daquele. Adivinhem só! Eu estava certa! E não era apenas UM indivíduo anormal, mas DOIS: as senhoritas Lady MacBeth e Vanessa Morfinenta! Ligaram pra contar as novas de Saint Thomas.
Enquanto Lady dizia que elas estavam tomando um "coquetel" de vodka com uma Tubaína local, sabor abacaxi, ao fundo, eu podia ouvir as batidas ritmadas de um remix do Altair José (royalties para o Ruy Goiaba - a quem, carinhosamente, vou chamar de "Gôy" sempre que me referir a ele.). A Vanessa não se conteve e, antes de me dizer "Oi, Susie!", soltou um sonoro "UHU!" e logo em seguida me contou de suas novas aquisições: um par de chinelinhos de couro, e um embornal com o emblema da cidade que ela, como designer, achou simplesmente o máááximo.
Já Lady, a esta altura, estava trocando uma idéia numa pedra (as pedras, lembrem-se bem) com o mestre da tribo Bicho Grilo, aprendendo como se solta fumaça do beck com o formato de folhinha de maconha... nem pude me despedir dela e desejar uma boa viagem de volta!...

No mais, a viagem tem sido, no mínimo cheia de pedras, pessoas limpinhas e quase sem nenhuma batida policial! Simplesmente show! Show de... Bem, do que vcs quiserem...

9.2.02

Lady, quem é LFN???

8.2.02

Marina, LFN apareceu. Estava com saudade, já.
--x--
Bem, pessoas, hora de ir. Vou começar a me preparar para a tal viagem absurda. "Vejo" vocês na quarta-feira. Acho.
Divirtam-se. Por um Carnaval sem bundas!
Recebi um e-mail hoje da Val, que não deixou um endereço para resposta. Então, a resposta vai por aqui. Olha só, aquela conversa sobre S. Tomé (ou Thomé) era quase tudo brincadeira. Em especial a parte sobre os entorpecentes. Aquilo foi apenas uma praga virtual. De toda forma, brigadão pelas dicas. Se eu resolver fazer tudo aquilo, já sei como... r*
Beijo, Val!

7.2.02

...
Eu não estou vazia. É só que não posso postar o que quero. Simples.
Será que esses tais valores existiram um dia? Será que eu vivia em um mundo de conto de fadas? Preferia não ter acordado.
Nhé
Dia lixo, humor bosta. De saco cheio de tanta futilidade. Eu me pergunto onde foram parar os antigos valores das pessoas. E aí dizem que eu sou saudosista. Vá pra porra. É saudosismo querer confiar, querer jogar limpo, essas coisas tão ultrapassadas?
A impressão que tenho é que os únicos valores importantes hoje são os das próteses de silicone. Que eu, definitivamente, não preciso.
Grrrrrr... mordendo!
Diálogos surreais

Lady: Eu vou arrumar um namorado pra vc
Susie Q.: Não existe isso pra mim, Lady. Sabe aquela história da panela? Então, eu sou frigideira. Não tenho tampa.

:o/ Viu?
Ou será que ele exisitiu?
Blé. Foi-se o tempo em que eu tinha algo a dizer.
Um amigo enviou, por e-mail, um texto que achei ótimo, e encaixa como uma luva em quem é "palavruda", como eu.


O DIREITO AO FODA-SE
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzam com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o Povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz idéia de maior quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática, física. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto dela pra caralho, entende? No gênero do "Pra caralho", mas no caso expressando a mais absoluta negação está o famoso e crescentemente utilizado "Nem fodendo!". Que nem o "Não, não e não!" e nem tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, liquida o assunto. Te libera , com a consciência e o ego tranqüilos, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Huguinho, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o novo CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês vêem, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone","repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um Puta-que-o-pariu! dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Quer saber mesmo de uma coisa? Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desaboto a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
Seria tremendamente injusto, em que pesem ainda inexplicáveis e preconceituosas resistências à sua palavra-raiz, não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do PV (Português Vulgar): " Embucetou!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Embucetou de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como o comentário de um vizinho para sua esposa ao sacar que no auge da violenta briga do casal da residência ao lado, chegam de súbito a amante, o filho espúrio e o cunhado bêbado com o resultado do exame de DNA: "Fecha a porta que embucetou de vez!".
O nivel de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do"foda-se!"? O"foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.". Não quer sair comigo? Então foda-se!.". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na constituição brasileira. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se.
Emocionada: foram os meus dois primeiros Comments. Não que eu me sentisse ignorada, mas, inversamente ao meu primeiro sutiã, deles não vou esquecer.

Bom Carnaval, meninas!

6.2.02

Marquei as passagens. Tudo indica que vou me esbaldar no carnaval. Muita comida da mama (por que será que ela ainda não me ligou pra saber o que quero comer no sábado?), muito Discovery Channel adoçado com leves cochiladas no sofá rasgado. Noites e noites me esbaldando com o som das bundinhas rebolantes do clube da esquina (onde está o meu 38?), enquanto a minha (bunda!) vai, provavelmente, jazer numa poltrona macia (vendo algo bem parecido com Discovery). Talvez eu consiga montar a Lata (carinhoso apelido daquele que insistem em chamar de PC). Pode ser que eu tenha tempo pra um chope com os poucos conhecidos que restaram (conhecidos são pessoas que pouco sabem da sua vida e para as quais você não tem a menor vontade de contar como é). Mas passagens estão marcadas, ida e volta. Não vai me desejar boa viagem?
Para depois do Carnaval
- Arrumar um emprego
- Sair para comemorar
- Trazer o pão para o café da manhã, na volta
- Dormir uma noite inteira
- Esperar um telefonema
- Pagar as contas
- Sair para comemorar
- Assumir minha condição depressiva
- Explodir o ICQ

Acho que já vi esse filme.
E quando eu digo que quero me regenerar, eu tô fazendo tipo. Não acreditem em mim.
Ando precisando de uma noite de muito álcool e nenhum juízo.

5.2.02

Não, não... quieta... junto! Ainda bem que eu fui adestrada, senão já estaria fazendo merda. Ah, as madrugadas...
Eu já disse aqui o quanto gosto da Lygia Fagundes Telles. Ela tem uma capacidade de me fazer "sentir" a situação que é absurda.
Um trechinho de "Com o crachá nos dentes". Tudo a ver, não, Su?
"Penso agora que flamejei demais e o meu amor que parecia feliz acabou se assustando, era um amor frágil, assustadiço. Tentei disfarçar tamanha intensidade, o medo de ter medo. Vem comigo! eu queria gritar e apenas sussurrava. Passei a falar baixinho, escolhendo as palavras, os gestos e ainda assim o amor começou a se afastar. Delicadamente, é certo, mas foi se afastando enquanto crescia o meu desejo numa verdadeira descida aos infernos. É que estou amando por toda uma vida! eu podia ter dito. Mas me segurei, ah, o cuidado com que montava nesse corpo que se fechava, ficou uma concha. Não me abandone! cheguei a implorar aos gritos no nosso último encontro. Desatei a escrever-lhe cartas tão ardentes, bilhetes, repeti o mesmo texto em vários telegramas:
Imenso Inextinguível Amor Ponto De Exclamação."
Desabafo
Uma coisa que me deixa mal pra cacete é a obrigação de gostar. Vínculos obrigatórios, especificamente a "família". Eu TENHO que amar meus pais, eu TENHO que adorar meus tios, eu TENHO que sentir prazer em companhia desse povo. Mesmo que eu seja constantemente massacrada por todos eles.
Por algum tempo eu tive que lidar com uma certa culpa por ser "fria" com minha família. Agora. nem ligo. Meu maior prazer é escolher quem me agrada ou não.
Você vai morrer lentamente, Vanessa.

4.2.02

Coisas que eu odeio
Pessoas irresistíveis. Existe algo mais chato do que não ter o controle? É impossível manter o controle diante de uma pessoa assim. E uma pessoa irresistível não é necessariamente uma pessoa perfeita. Pelo contrário, para pessoas perturbadas como eu, quanto mais depressivos, neuróticos e malucos, melhor.

3.2.02

Coisas que eu lembrei hoje:
- Tênis Le Cheval. Alguém aqui já teve um?
- Luan e Vanessa. Que lixo.
A coisa maaaaais estressante que existe na face da Terra é a insônia. Eu fui dormir às duas. Eu fui tentar, na verdade, porque fiquei cerca de uma hora e meia com o dedo grudado no controle remoto da TV, passeando entre a loura das madrugadas do SBT (conhecida por Cynira Arruda, ou algo assim), os cultos da Record e os filmes aborrecidos da Globo. Nessas horas percebo a falta que faz a TVA. E o arrependimento por ter cancelado a assinatura vem, claro.
--x--
Desistindo das tentativas frustradas de pegar no sono, fiz algo de produtivo. Enviei mooontes de currículos.
--x--
O foda é que continuo sem sono. E o SBT Notícias já está na quarta reprise. Decorei as notícias e o "dia-a-dia-da-polícia-nos-países-onde-a-tolerância-é-zero".
Sonhei que tinha me tornado uma boa moça. Eu voltava a estudar, arrumava um namorado bem educado e de família, parava de procurar encrenca, deixava de gostar de pessoas perturbadas, essas coisas. Meu gosto musical ia para o lixo e eu começava a escutar Bon Jovi. E chorava com "I'll be there for you".
Minha estante acumulava livros de Sidney Sheldon e alguns exemplares das séries Julia, Sabrina e Bianca, também.
Abandonava de vez a vodka e tomava ponche nas noites de festa. E começaria uma coleção de bichinhos de pelúcia.
Quando acordei, o alívio foi imenso. Por conta disso, resolvi aderir também.



Encontrei aqui.
E hoje eu lembrei da Praia Grande. Mais especificamente, do Colorido. Se alguém aqui conhece a Vila Caiçara, com toda certeza já trombou com o Colorido por aí.
O Colorido é um fotógrafo que tinha um pato. É, um pato. Um imenso pato amarelo, que servia como decoração para as fotos de crianças, que vinham naquele negocinho quadradinho. Você coloca o objeto (que tem um nome, mas eu não lembro qual) no olho e vê a miniatura das crianças penduradas no pato. Acho que todo mundo já pagou esse mico ao menos uma vez na vida.
Colorido tinha um apartamento no meu prédio e sua principal diversão era assustar as crianças do edifício, com seu vozeirão, gritando "Fotografia coloridaaaa...".
No Carnaval, algumas pessoas do prédio compravam sacos e mais sacos de confetes e distribuíam às crianças que se comportavam bem, que não gritavam pelos corredores, que não insistiam em atropelar os velhotes cansados, essas coisas. E o Colorido aproveitava essa fraqueza das crianças, esse amor aos confetes, para assustá-las. Ele oferecia confetes para uma ou duas crianças, que espalhavam a notícia aos coleguinhas. Quando íamos buscar confetes no apartamento do Colorido, encontrávamos a porta aberta e o saco de confetes na sala, tentador. Ao entrar, o Colorido vinha correndo de um dos quartos, gritando "Fotografia coloridaaaa..." e só dava criança correndo para fora do apartamento do maluco.
As últimas informações sobre essa figura lendária da Vila Caiçara dão conta de que ele se candidatou a vereador nas últimas eleições. Não sei se ganhou, mas caso a popularidade do sujeito tenha ajudado, a Câmara Municipal da Praia Grande deve contar hoje com um pato no estacionamento. E muitos confetes, porque o Carnaval está aí.

2.2.02

E o corpo padece...
Dor de garganta, de ouvido e de cabeça. É a gripe anual.
Já recuperada, vamos aos fatos.

Sempre me disseram que os semelhantes se reconhecem. É verdade. Não tivemos problema algum para nos encontrarmos em meio à multidão. Na verdade, descendo a Consolação, avistei a simpática dupla em frente à banca, que era o ponto de referência. Se eu não tivesse avistado, teria atropelado. Sim, porque eles se jogaram no meio da rua. Parei o uninho com a classe de um carioca: no meio da rua, com o pisca-alerta ligado, sem dar a menor bola para os histéricos que buzinavam. Perguntei: "onde é o estacionamento?". E a louca gritou: "abre a porta, rápido". Pensei que fosse assalto, escondi o celular e a bolsa e abri a porta. Ela entrou, estacionamos o carro e fomos subindo a rampa do tal estacionamento. Antes de chegar ao topo, a surpresa: um flash me cegou. É, o outro maluco resolveu registrar o momento.
Depois disso, minhas lembranças estão um tanto prejudicadas. Sei que fomos a um bar. Sei que bebemos. Sei que rimos. E só.
--x--
Melhores momentos
- Krebs abraçando a Van, quando eu cheguei. É. Ele esqueceu que já tinha cumprimentado a moça. Achou que ela estava chegando comigo.
- Eu, olhando insistentemente para o piercing da moça. É lindo.
- O quase-tombo da Van, logo que chegamos ao bar.
- "Sugeirinha"
- O longo caminho para casa. Bebe, fdp. Bebe.
--x--
Diálogo da noite
Eu: Não estou bêbada, Van. Eu só tomei umas quatro cervejinhas.
Van: Que quatro? Foi muito mais que quatro, sua louca.
(e a conclusão óbvia de que a bebida destrói a minha capacidade de contar garrafas vazias de cerveja)

1.2.02

Van e Krebs
Muito bom. Tudo muito bom. Foi a melhor coisa que me aconteceu saber que existem outras pessoas anormais como eu. Eu não sou uma aberração tão completa assim, afinal. Que seja só a primeira de muitas. Ao nosso sucesso.
Vocês são ótimos.
Absurdo
Eu comeria com garfo e faca todos os garotões de Malhação. É duro confessar, mas eu assisti de novo.
Pronto, já passou. Sem recriminações, tá? Foi só um surto rápido.