31.1.02

Isso é para você. Eu só queria saber o que aconteceu. Só isso. É pedir muito?
Vi aqui e gostei. Politicamente incorreto, mas sacanagens com os argentinos são sempre divertidas. E eu nunca fui correta, mesmo.
"e.go 4 sm Psicol (lat ego)
Experiência que o indivíduo possui de si mesmo, ou concepção que faz de sua personalidade; em psicanálise, apenas a parte da pessoa em contato direto com a realidade, e cujas funções são a comprovação e a aceitação dessa realidade; "é um pequeno argentino que cada um de nós traz dentro de si". V id e superego."

Gostei. Muito.

You owe me nothing - Alanis
I'll give you careless amounts of out-right
acceptance if you want it. I will give you
encouragment to choose the path that you
want if you need it.

You can speak of anger and doubts,
your fears and freak-outs and I'll hold it.
You can share your so-called "shamefilled" accounts
of times in your life and I won't judge it.

And there are no strings attached [to it].

You owe me nothing for giving the love that I give.
You owe me nothing for caring the way that I have.
I give you thanks for receiving, it's my privilege,
and you owe me nothing in return.

You can ask for space for yourself
and only yourself and I'll grant it.
You can ask for freedom as well
or time to travel and you'll have it.

You can ask to live by yourself
or love someone else and I'll support it.
You can ask for anything you want,
anything at all and I'll understand it.

And there are no strings attached [to it].

You owe me nothing for giving the love that I give.
You owe me nothing for caring the way that I have.
I give you thanks for receiving, it's my privilege,
and you owe me nothing in return.

I bet you're wondering when
the next payback shoe will eventually drop.
I bet you're wondering when my
conditional police will force you to cough up.
I bet you're wondering how far you
have now dancéd your way back into debt.
This is the only kind of love
as I understand it that there really is.

You can express your deepest of thruths
even if it means I'll lose you and I'll hear it.
You can fall into the abyss on your way to your bliss,
I'll empathize with.
You can say that you'll have to skip town
to chase your passion and I'll hear it.

You can leave and hit rock bottom
have a mid-life chrisis and I'll hold it.

And there are no strings attached [to it].

You owe me nothing for giving the love that I give.
You owe me nothing for caring the way that I have.
I give you thanks for receiving, it's my privilege,
and you owe me nothing in return.

You owe me nothing for giving the love that I give.
You owe me nothing for caring the way that I have.
I give you thanks for receiving, it's my privilege,
and you owe me nothing in return.


A viagem
Eu não pretendia falar sobre a viagem de Carnaval aqui, por medo que os fotógrafos nos perseguissem, essas coisas. Mas ela achou que era descaso meu. Então resolvi entregar o ouro.
Ela me convenceu a passar cinco dias enfiada em um lugar estranho, com gente esquisita. Ele e a namorada vão junto. Ela não quis ir.
De início, a idéia era acampar. É. Mosquitos, calor, uma barraca para oito pessoas e comida de aspecto duvidoso. Me recusei, claro. Encontramos uma pousada baratinha em São Tomé das Letras e é para lá que vamos, com a pior das intenções. Se tudo correr bem, ao final dessa odisséia, estaremos as duas (eu e ela) casadas com dois hippies sujos, de cabelos compridos, vendendo colares de contas e vivendo na Comunidade Harmonia. Quem quiser fumar orégano e velas de sete dias conosco, é só avisar.
--x--
Cena patética de hoje: eu, toda arrumadinha, com cara de boa moça, no banco. Fui fazer o DOC para reservar a pousada. A caixa do banco fez absoluta questão de dizer no maior volume permitido: "Essa agência é de São Tomé das Letras???". E dá-lhe o banco todo olhando para a minha cara. Provavelmente pensando que eu não tenho mais idade para esse tipo de aventura.

30.1.02

Speedy
O Speedy é muito bom. Quando funciona.
E a outra tá se achando, só porque eu disse que ela vive fora da realidade. Como se alguma de nós fosse diferente...
--x--
Sexta-feira eu vou me encontrar com algumas pessoas estranhas. Se eu não der notícias até segunda, favor comunicar à polícia.
Eu voltei.
Com disposição para recomeçar, seja lá o que isso signifique. Recomeçar a viver (?), a sentir, a beber e escrever, não necessariamente nessa mesma ordem.
--x—
Tentar esquecer é bobagem. A grande sacada é aceitar. Mesmo porque, eu diria que não tenho outra alternativa.
--x—
Casa nova, máquina nova, conexão nova (alta velocidade, sim. Eu era primitiva a ponto de ter uma conexão discada) e, talvez, emprego novo. Por enquanto, ainda estou curtindo as maravilhas do ócio.
--x—
Quase feliz. Não, aí já é exagero. Continuo insatisfeita.

29.1.02

A réplica
Não saber por onde começar, talvez, seja a tarefa mais árdua. Mas, vamos lá, que a vida (a boa!) é feita de pessoas, momentos de felicidade, alguma solidão, liberdade (ainda que condicionada às circunstâncias), responsabilidades e certa dose diária de árduas tarefas (envolvendo pessoas, felicidade, solidão, liberdade e responsabilidades). Não posso carregar essa mochila toda sozinha. Ah, não. Terá de dividir (no imperativo), ou não (no booleano).
Não quero que nada passe. Sou trintona, quase quarentona, sem tempo. "Você quer muito", já me disseram, com todas as letras. Não sou compreendida, em geral. Mas é difícil generalizar. Que vá (mesmo porque quem disse, merece ser generalizado). Nunca estive de brincadeiras. Fui palhaça, sim, mas nunca brinquei. Adoro rir. Gargalhar, em especial, quando acordo.
Sempre fui só, por maior que fosse a multidão à minha volta. Misturo, não por gosto. É quase atávico, como trafegar por todas as vias que me são abertas. Eu preciso, me faz viva.
Não quero parecer nada, não quero "passar" nada. Quero me sentir viva, acho que estou.
Amanhã é dia de dar bom da ao Cristo.
Não, este barco não vai afundar, ok? Porque eu não vou deixar.
Lady já deu tempo demais (tá ouvindo, fia?), e só eu não levando o ibope desse blog, não - também pudera: não tenho uma vida tão "atribulada" quanto a dela. Mas, tudo bem...

Aí, eu queria saber o que todo mundo vai fazer no carnaval. Eu, pelo jeito, vou ficar aqui mofando, como sempre. Talvez eu pule algum dia no Country (ó que chique!). Vou fantasiada de vedete, furar um desses blocos da terceira idade e tentar me vender a algum velho bêbado (e rico) - ou será que eu deveria ter usado "rico (e bêbado)"? Sei lá! Isso fica a critério do leitor. - que esteja usando uma daquelas perucas do Bob Marley. É uma boa tática para se tomar whisky na faixa...

Enfim, eu só preciso me divertir muito antes de participar do suicídio em massa que eu e Lady estamos planejando... hehehe

24.1.02

Maria Joana's time

Elucubrações
- A gente só percebe a viagem depois que ela aconteceu...
- Por que tantos homens gostam de homens?

23.1.02

Aviso aos navegantes
Essa é (quase) uma gravação. Estou me retirando temporariamente deste blog. Tenho certeza que Susie e Marina Ferreira manterão o ritmo dos posts, de forma que minha ausência não deve ser notada.
Isso nada tem a ver com problemas de saúde. Também não é culpa do alcoolismo, nem das drogas. Apenas preciso de tempo para juntar os caquinhos. Mas vai ser rápido. Uma semana, no máximo. O suficiente para que eu reencontre o caminho das mensagens relevantes e bem humoradas, que é o objetivo desse blog.
"Deixe-me ir, preciso andar. Vou por aí a procurar. Rir pra não chorar.
Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar quando eu me encontrar."
É isso. Qualquer coisa urgente, continuarei respondendo aos e-mails.

Beijos em todos.
Scream! Say you love me!!!!!

Não estou vazia, não estou cansada, não estou com fome, não estou com sede, não quero que me abracem, não quero que me beijem, não quero sair, não quero ler um livro, não quero malhar, não quero tomar cerveja. Não quero ir ao clube, nem ir no cinema, muito menos fazer trabalho de faculdade em grupo, e muito menos ainda escrever um e-mail Agora não.
Não! Não quero ter muito dinheiro ou um carro importado, não quero usar batom, não quero tomar Kir Royal sem erguer o dedinho, não quero usar jóias, não quero usar canga da mesma estampa do biquíni, nem sair por aí fazendo pose de fútil, porque eu não sou assim. Mas eu também não quero ficar sem tomar banho ou sem me depilar, não quero ter cabelo embaraçado, não quero usar roupas velhas nem sapatos sujos. Porque eu também não sou assim.Quero só ser eu. Eu. E eu quero amar. É a única coisa que quero agora: amar alguém. Quero ter pra quem ligar e fazer todas aquelas coisas que estão listadas no primeiro parágrafo e que eu não quero fazer sozinha ou, se fizer, depois não quero não ter com quem comentar.
E eu não quero precisar querer mais nada, porque eu quero custa caro.
Entendeu?

21.1.02

E bêbada. E isso não é uma questão de tempo.
Sim, eu também estou viva. Mas isso é só uma questão de tempo.
Contando os minutos. Mas ainda faltam horas.
Cinturinha de Quibe, escolhi a dedo. Nicknames... Tivesse eu usando um Separada/Flamengo/36, meu reservado tava cheio. E a cinturinha seria a mesma.
Preciso dar uma chegada no Rio de Janeiro e resolver a minha vida. Alguém me dá uma carona?

20.1.02

Apesar do sumiço, eu não morri. Ao contrário, estou viva. Muito.
Bem, o prefeito morreu. Na verdade, era de se esperar que ele fosse assassinado, depois de um seqüestro aparentemente desorganizado. Mas será que foi só isso?
Não dá para ser hipócrita agora. Não votei nele, não vou me esquecer de todos os escândalos relacionados ao prefeito Celso Daniel (vide caso Rotedalli/ Enterpa, no qual o "amigo" do prefeito, Sérgio Gomes da Silva, esteve envolvido e caso dos salários dos assessores) e ele não virou bom-moço só porque morreu. Mas de qualquer forma, a violência não se justifica. Vivemos com medo de sair de casa. E de ficar em casa também.
Até quando?
Precisando de música e de companhia para ir ao cinema. Ou de bebida.
--x--
O que me mata é não saber exatamente o que está acontecendo. Ficar buscando explicações. Eu queria desencanar.

19.1.02

Eu vou ficar. Assim que me livrar dessa obssessão e enxergar que há vida após... ehr... você sabe.
Tendi, Lady...
E eu tb sei que as coisas não mudam do dia para a noite, mas eu acho que a gente tem que erguer a cabeça, encará-las e evoluir. Cada um a seu modo.
Eu quero só que vc fique bem. E no que precisar, já sabe, estou aqui. Sempre. :o)
Tá, eu sou mal resolvida sim, Su. Mas nunca neguei isso. Nunca neguei essa confusão de coisas que passam na minha cabeça, essas viagens, esses surtos. Sou insegura pra cacete e você sabe disso.
Não dá pra mudar assim, do dia para a noite. A maioria das coisas que me incomodam podem deixar de ser um problema assim que eu puder contar com mais maturidade. Mas por enquanto, sou apenas uma garotinha.
E sei que você quer me ajudar, moça. Sei mesmo. Mas existem certas coisas que não podem ser resolvidas com a lógica. O emocional ainda é a fonte mais segura para me desculpar pelas minhas falhas e continuar com os meus problemas. Porque é mais confortável. Porque eu já sei como agir. Tendeu?
Beijinhos...
Odisséia no centro de Santo André só poderia acabar assim. Eu, com alguns reais a menos. Não, ainda não foi dessa vez que eu coloquei o piercing. Mas de fevereiro não passa.
--x--
E por falar em Santo André, cadê o prefeito? Estou em uma cidade à deriva.
--x--
Na verdade, essa cidade está à deriva há pelo menos uns 5 anos. Eu ainda acho que vão encontrar o Celso Daniel no alto de um coqueiro.
--x--
Emputecida (muito) com a insensibilidade via Embratel. Estou pagando caro pelos meus "caprichos".

18.1.02

Eu li uma vez que esse era um dueto "estranho". E é verdade. A música é muito Morrissey e a letra é muito Siouxsie. Ficou estranho, mas bonito. É uma das minhas.

Interlude
Time is like a dream
And now, for a time, you are mine
Let's hold fast to the dream
That tastes and sparkles like wine
Who knows (who knows)
If it's real
Or just something we're both dreaming of
What seems like an interlude now
Could be the beginning of love
Loving you
Is a world that's strange
So much more than my heart can hold
Loving you
Makes the whole world change
Loving you, I could not grow old
No, nobody knows
When love will end
So till then, sweet friend ...
Se algum dia eu tivesse sequer cogitado votar na Roseana Sarney, esse surto passou ao ver a rasgação de seda da Globo em cima da moça. Se a Toda-Poderosa está apoiando, boa coisa não deve ser.
Parece que toda sexta-feira meu humor resolve sofrer uma "mutação". A impressão que dá é que para fugir dos pequenos problemas, eu encaro os grandes. Ou o contrário disso.
O tanto que eu tenho pensado no assunto renderia um post quilométrico, mas basta dizer que ando questionando o quanto me sinto "pequena" diante de todas as coisas que deixei de fazer, das coisas que fiz e das que ainda quero fazer.
As viagens, os livros, as músicas, os filmes, as pessoas... acho que nada disso tem sido denso o suficiente para prender minha atenção. Acabo me "desapaixonando" rápido demais. Me aprofundo nas coisas por um curto período de tempo e depois me canso. Acho que estou cansada de mim.

16.1.02

Não, essa eu tenho que contar. Eu estava com vergonha, mas é mais forte do que eu.
Mamy (ela, a terrorista) viajou e me deixou confinada em uma casa sem comida, sem bebida e sem anti-depressivos. Resolvi aproveitar esses dias de liberdade para viver coisas que não são habituais. Como por exemplo tomar banho na super banheira com hidro da minha mãe. É, a mania de economia da doida faz com que a banheira apodreça sem uso. Quando ela viaja, deixo o treco funcionando por cerca de duas horas, para sair a ferrugem do encanamento.
Estava lá, achando o máximo aquela frescura toda, água quente, livro na mão, massagem nas costas... quando me deparei com um pote branco de tampa azul. Supus tratar-se de sabonete líquido ou algo do gênero. Sem pensar, esvaziei o pote na banheira.
Minha alegria por desfrutar de tão precioso bem de minha mãe durou cerca de cinco segundos. O tempo que o cheiro demorou para chegar ao meu nariz. Aquele perfume doce, forte, sufocante. Enjoando, peguei o pote e li: Creme hidratante Paixão. Only you. Amacia e desodoriza sua pele.
E agora estou aqui, apreciando o maravilhoso odor do tal creme hidratante Paixão. E me vendo dentro de um trem lotado, na Estação da Luz, com uma mini-saia rosa choque e um top verde, um walkman no ouvido (tocando uma fita do "Anjo-Robinson") e uma Contigo na mão.
E a porra do cheiro não sai!!!!
Gardenal é remédio pra quê? Velho ou louco? Alguém pode me responder onde devo me encaixar?
Control Chups de hoje. Só porque eu falei deles hoje, deu vontade de escutar. E vontade de colocar a letra aqui, porque tem muito a ver com um determinado momento. E a frase "you can´t decide for me" já foi dita por mim. Em bom português, claro.

Elysium - Portishead

No one has said what the truth should be
I know undecided that I feel this way
If you feel desire
Would you betray yourself

But you can't deny how I feel
And you can't decide for me

No one should fear what they cannot see
I know once to blame it's just hypocrisy
It's written in your eyes,
And how I despise myself

But you can't deny how I feel
And you can't decide for me

And it's your heart
That's so wrong
Mistaken, you'll never know
You're feathered secret say

But you can't deny how I feel
And you can't decide for me

And you can't deny how I feel
Oh why should you decide for me
Foi só elogiar, né? Ah, Baby...
Uma mulher, um chevette. Outra mulher, um uno. Uma descida. Um semáforo fechado. O que poderia acontecer? Uma colisão, seguida de um "barraco" de proporções absurdas. Só comigo. Mulheres definitivamente não combinam com trânsito.
Coisas que só acontecem comigo
- Um vizinho que, com reforma em casa, derruba a parede da minha cozinha e diz "oi".
- Um homem montado em uma vaca, me atrasando.
- Um colega de trabalho que ganha sete vezes o meu salário e passa o dia todo pendurado no meu ombro. Arrotando.

15.1.02

Fontes seguras acabam de me confirmar que Nelson Ned (o anãozinho que depois de uma tempo sem fazer sucesso tornou-se envangélico) é filho de Aracy de Almeida.

O cúmulo do trash.

14.1.02

As coisas estão se resolvendo de forma tão satisfatória que estou até com medo. Falta de costume, acho.
Algumas coisas têm o poder de me deixar com aquele lance de nostalgia, aquela angústia meio gostosinha. Isso aqui é uma dessas coisas.

Felicidade (Vinicius e Tom)

Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei, ou de pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira.

Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos de minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo por favor...
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor.

Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

13.1.02

hahahahaha Acabei de lembrar daquela ceguinha que cantou uma vez com o Roberto Carlos, mas tb não me lembro do nome dela. Caramba.
Cara, eu tava vendo agora o puragoiaba e vi o Agnaldo Timóteo. Logo me vieram duas imagens: a do Agepê e a daquele anãozinho que depois de um tempo sem sucesso, começou a cantar umas músicas evangélicas. Qual era o nome dele mesmo? Putz...

Só pra esclarecer: eu não reli o post. Se tiver erro, que se dane.
Tá, eu voltei. E já tô vendo que Lady está surtada, as usual. Saudades? Muitas. Mas tenho coisas para contar. Boas e ruins. Sim, porque os primeiros dias do ano me deram uma noção básica do que ele vai ser: uma loucura. Instabilidade completa. Passei da paixão ao ódio em questão de 10 dias. Mais uma prova de que sou extremamente volúvel, e que tenho rompantes de deixar qquer um com os cabelos em pé. Não se surpreenda se de repente eu mudar de assunto, sim?

Eu precisava sair daqui, o ar tava viciado, as coisas chatas da minha vida estavam criando bolor em mim e eu tinha que tomar um sol pra acabar com tudo aquilo, enfim, um tempo longe do meu quarto e dos meus CDs foi a solução. O problema? Fui com os meus pais e com a minha madrinha.
Eu sempre me livro de tudo nas férias, menos de ser extremamente mimada.

Tá, mas agora chega de falar do meu lado pessoal, antes que isso se torne um post "meu querido diário" - especial de férias. Numa boa, eu nem tô a fim de entediar ninguém (que simpática!). Vou falar dos pontos altos: meu pai descobriu seu primeiro pentelho branco no dia 10 de janeiro (nem faz tanto, veja só) e ficou deprimido. Haja saco para aturar um senhor de 62 anos que encontrou seu primeiro pentelho grisalho e ficou triste por isso. Só faltou ele pedir um minuto de silêncio. Faça-me o favor, viu? Pra completar, ele passou uma tarde inteira (chuvosa, diga-se) comentando o caso. O que consola? HF65? Ah, mas de amanhã não passa.
É engraçada essa história de pentelhos brancos: o meu pai não foi o primeiro a ficar tristonho com essa história. Já tinha visto uma senhora, amiga da minha mãe, choramingar pelo mesmo motivo. Deve ser a marca consolidada da velhice, óbvio. Mas, sem querer ser chata, cada um com seus problemas. Na hora que o meu primeiro pentelho da velhice aparecer, eu descubro qual é a sensação.
Em segundo lugar fica o grupo Locomia, aqueles caras mutcholocos que usavam umas roupas coloridas, com umas ombreiras gigantes (parecendo o Dick Tracy) e suas coreografias eram complementadas por uns leques, tipo aqueles que as pessoas usavam pra decorar as casas nos anos 80. Tão ligados? Essa é do fundo do baú e rendeu moooitas risadas.
E, por último, ficamos com o Barbosa, da TV Pirata, o imortal. Evitando maiores comentários (mesmo porque o post já está gigante), apenas lembrem-se de que ele costumava repetir as últimas palavras das frases dos outros. Só isso já vai render boas gargalhadas.

Só pra finalizar de uma vez por todas: eu beijei MOOOOOIIIITOOO. E passei a virada beijando MOOOOIIIITTTOOO. Porque eu tava (e estou hehe) precisando.

Por falar nisso, beijos pra todos vocês.
De volta. Não que eu tenha saído da frente do micro, hoje. Mas eu não estava com tempo (e vontade, é bom que se diga) de postar qualquer coisa que não fossem lamentações. E não estou.
--x--
Com dor de garganta, ainda mais rouca, com preguiça. E o corpo padece...
--x--
E minha mãe não pára de me rodear... ou ela quer dinheiro ou vai contar que está namorando. Com alguma pessoa absolutamente improvável, como o padeiro ou o guarda noturno.
Preciso arrumar um lugar deserto para passar o Carnaval. Aceito sugestões.
E o Popó, hein? Ele é responsável pela minha dor nas costas e pela perda quase total do meu dia, já que acabei de acordar. Boxe é uma coisa irracional, mas eu confesso que adoro.
Uma conexão rápida também faz parte dos meus sonhos de felicidade eterna.
Eu seria uma pessoa quase feliz se ganhasse um micro novo e um gravador de CDs.
--x--
Eu seria mais "quase" ainda se ganhasse um CD pro meu carro. Sinto saudade daquele que foi embora.
--x--
Mas eu seria absolutamente feliz se ganhasse na loteria.
--x--
Dinheiro traz felicidade, sim.

12.1.02

PQP!!! É a música. Revoltada com a invasão de privacidade. Clonaram o meu gosto musical, só pode. Nhaca. Acabaram com a graça da música. Agora vão tocá-la incansavelmente, todo mundo vai adorar, eu vou perder a exclusividade.
Infantil, sim. Mas essa música era minha, caramba.
Não, hoje não tem vodka. O boteco está sendo habitado por seres muito perigosos, os periquitos. Eles nos embebedam, nos falam coisas bonitinhas e depois se aproveitam de nós. É mais seguro ficar em casa, acompanhada de um par de pantufas da pantera cor de rosa e o velho JW.
--x--
Chocada com a música que escutei na novela. Será que é a que estou pensando???
--x--
Analisar a estrutura dos relacionamentos dentro de um grupo é sempre interessante. Amanhã penso em algo para postar sobre isso.
Alguém sabe onde é que os comments foram parar?
--x--
Hoje acordei bem melhor. Ao menos um dos meus "problemas" está aparentemente solucionado. Ou não, sei lá.
--x--
Gracinha é minha manicure. Ela fala, fala, fala. Incansavelmente. E eu nem preciso responder, o que é melhor. Uns "arrã", "sei", "hummm" e coisas assim bastam para mantê-la satisfeita. Difícil é controlar o riso quando o Paulo (o cabelereiro maravilhoso que não é viado e sai pra beber comigo) passa por trás dela e fica fazendo mímicas, com aquela cara de "eu vi o que você fez e sei quem você é". Cabelereiros sempre sabem demais.

11.1.02

E hoje eu executei uma família de formigas. Elas estavam no jardim, completamente distraídas. Eu cheguei de surpresa, com uma caneca de água fervendo e derramei sobre elas. Ainda posso ver a agonia das pobrezinhas, ardendo, queimando e se afogando, tudo ao mesmo tempo.
Amanhã pretendo partir para vôos mais altos. Descobri uma família de abelhas. A execução terá requintes de crueldade, claro. Já comecei a planejar.
Estão jogando muito sujo comigo. Minha vida está uma merda e não vou ficar escondendo isso de ninguém. Que se foda.
Isso é só pra não esquecer depois.
É muito fácil falar "tenha calma" quando você não está na situação. É muito fácil decidir que você não pode se acovardar diante de coisas que te dão muito, muito medo. É muito fácil falar que você tem que resistir. Só que eu já não agüento mais ser forte. Não agüento mais carregar a porra do mundo todo nas minhas costas, resolver problemas que eu não criei.
Eu quero poder ser fraca. Preciso disso. Preciso desabar, às vezes, e ouvir alguém (uma pessoa, que seja) me dizer que vai me ajudar. Preciso saber que posso contar com ajuda. Nem que seja para não usar.
Tô cansada, estressada, histérica e carente. Preciso de apoio, principalmente dentro de casa. É foda.

10.1.02

"Não vai adiantar. Tudo, sempre, vai acabar em merda."

Frase da noite, dita por Marina Ferreira.
E a mágoa está quase passando. Começando a ficar com raiva.
Tá, eu bebi um pouquinho. Mas foram só três latinhas, porra. Mereço estrelinha ou bolinha preta? (isso é outra loooonga história)
E hoje eu resolvi ser uma boa menina. Decidi mudar meu comportamento. Radicalizei. Quero parar de fumar, de beber e de trepar, vou ser educada, vou fazer boas ações, coisa e tal.
Acordei, tomei um banho e fui trabalhar. Dei bom dia ao guardinha da rua, sorri para todos, atendi às ligações com respostas bem educadas e me comportei muito bem, no geral.
Só tive uma recaída: fiz uma maldadezinha com o menino do comercial. Apenas umas promessas que certamente não serão cumpridas, mas ele merece. Afinal de contas, me prometem tantas coisas que não são cumpridas...
No fim das contas, acho que consegui. Talvez em mais alguns dias eu consiga não pensar em técnicas de tortura, venenos que não deixam rastros e similares. Não, acho que aí é querer demais.
Não me aperta que eu espirro.

9.1.02

Hoje eu ainda não surtei (Isso é recado para os que chegaram aqui pelo blog da Van). Aguardem.
No auge da minha depressão, ontem, vi o clip dessa música. E lembrei de outras depressões com a mesma música. Estou quase me habituando. E Inxs é um lixo, mas eu gosto.

By my Side

In the dark of night
Those small hours
Uncertain and anxious
I need to call you
Rooms full of strangers
some call me friend
But I wish you were close to me
In the dark of the night
Those small hours
I drift away
When I'm with you

In the dark of the night
By my side
In the dark of the night
By my side
I wish you were here
I wish you were here

Here comes the clown
His face is a wall:
No window
no air at all
In the dark of the night
Those faces they haunt me
But I wish you were
So close to me
By my side
By my side
I wish you were
I wish you were

Those faces they haunt me
I wish you were so close to me
Yes I wish you were
By my side
Aula de Propriedade Intelectual, Direito e Ética na Web. Muito legal. Pena aquela turminha do cueiro, que ficava contando os "causos" da tia... Gazeteira, saí antes e vim blogar.

8.1.02

Bom, vamos ao que interessa. Eu disse aqui, outro dia, que ia fazer uma listinha dos blogs que ando lendo diariamente. Vou citar alguns, apenas, já que estou em férias e acabo passando mais tempo espiando pelo buraco da fechadura do que deveria. Se alguém ficar de fora (e é óbvio que não lembrarei de todos), coloco depois. Morfina, Catarro Verde, Pura Goiaba, Histórias, estórias e afins, Piores Blogs, Spectorama e Tem Certeza? são alguns deles. A maioria não preciso nem explicar porque constam dessa lista, mas alguns merecem até uns comentários.
A Vanessa, do Morfina, eu já citei antes. É simplesmente brilhante (e isso não é rasgação de seda, ela sabe disso), inteligente, divertida, tem a dose certa de tudo que faz uma pessoa ser interessante. E tem me feito rir demais com os projetos para o futuro (como um asilo que pretendemos montar, coisa que qualquer dia eu descrevo aqui). Quando crescer, quero ser igual a ela.
O Goiabão (Ruy Goiaba; Goiabão é apenas uma forma carinhosa) pesca "pérolas" do brega e me faz gargalhar histericamente, com textos sempre bem escritos.
O André Takeda, do Spectorama, é um jovem escritor brilhante, dono do antigo Quando eu tiver 64, blog que me confundiu (e à Susie) por um certo tempo. Vale a pena a visita.
Tem muito mais na lista, acho que depois continuo.
Mais vale um periquito na mão do que... ah, deixa pra lá. Vou comprar alpiste que eu ganho mais.
Susie, volta logo. Preciso falar com você.
E se não for ao aeroporto me despedir da Cris, colocarei umas conversas bem interessantes aqui. Eu diria que encontrei uma pessoa mais desequilibrada do que eu. E tenho me divertido muito com isso.
Eu quero acordar, essa é a verdade. Quero que as coisas voltem ao que eram, quero que tudo esteja bem de novo. E quero para ontem.
E quero meus cabelos vermelhos de volta. Semana que vem cuido disso e do piercing.
Talvez eu pare de escrever por aqui. Talvez escreva mais. Talvez eu corte os pulsos com uma lâmina enferrujada. Talvez tome duas cartelas de AAS infantil.

7.1.02

Convite masculino para sair em uma segunda-feira à noite só pode acabar em um lugar. E definitivamente, eu não gosto de espelhos no teto.
E eu acabei nem comentando sobre o lindo cabelo de Lady, depois do corte. A tesoura não ajudava muito (nada!), estava cega como qualquer apaixonado. Talvez eu mude de ramo: com uma tesoura afiada, vou longe.
"Menas", "menas". Ouvi, em claro e escandaloso som. Eu já desconfiava. É o fim do HCP.

6.1.02

É só insônia, pombas.
Não, eu não consegui dormir. Fiquei aqui assistindo Corujão e pensando na vida, na bezerra e em tantas coisas que têm acontecido. Talvez seja saudade, talvez culpa. Culpa?
Saldo
- 4 JW, Red;
- 2 Margueritas;
- 2 Caipirinhas de pinga;
- Algumas Bohemias;
- 1 Hematoma no pescoço;
- 1 Torcicolo;
- 1 Ressaca moral de primeira.
Tirem todos os objetos cortantes de perto de mim.

5.1.02

Por que quer saber da minha vida? Porraaaaa... Se quer saber, pergunte! Não utilize meios obscuros para descobrir o que está acontecendo.
(isso é um desabafo e não tem nada a ver com o blog)
Eu deveria estar me aprontando para sair... mas perdi a vontade. Vou. Mas caso me sinta um pedaço de carne no açougue, volto.
--x--
E tenho um monte pra postar. Coisas que eu lembrei.
Como prêmio pelo meu auto-controle (eu nunca sei se é assim ou "autocontrole"), vou ganhar o troféu babaca do ano. Ganhar esse prêmio no dia 5 de janeiro me faz perceber que não há salvação. Mas eu não vou telefonar, juro que não.

4.1.02

E hoje eu encontrei meu primeiro fio de cabelo branco...
Como é que se diz para alguém que venha para dormir?
Tudo quase arrumado aqui na casa da terrorista (minha mãe). O inferno já começou, mas está tudo bem. Ao menos eu já estou acostumada com isso. E só para retratar um pouquinho do meu humor (plenamente justificado pelo horário que acordei hoje - oito da matina), mais uma das leis de Murphy.
Filosofia de Murphy
Sorria... amanhã será pior.
Existem pessoas que são sensíveis como um rinoceronte com gases. Puta que o pariu!
Como é que se diz pra alguém que não quer que venha pra dormir?
Acabei de reinstalar a máquina do tempo aqui na casa da minha mãe. E o teclado está desconfigurado (troquei). É mais ou menos como teclar de olhos vendados.

3.1.02

Ele está aqui de novo. Chamemos o incauto de Homem da Capa Preta, ou, para os que gostam de economizar como eu, HCP. É passageiro, meninas.
E hoje, enfim, é minha última noite na casa de banheiro lilás. Deveria ser uma noite em grande estilo, com JW Black, amigos, boa música e talvez, beijo na boca. Mas não vai ser. Porque todas as substâncias etílicas da casa já foram embora, em uma caixa da Johnson & Johnson, os amigos todos estão vivendo suas vidas, o som já está devidamente instalado no meu antigo quarto e a pessoa que eu gostaria de beijar está muito longe. Será que devo beber aquele vidro de Veja multiuso?
Essas férias estão me matando. Pensando em entrar em um curso de tricô e crochê.
Cachorro de Bill Clinton é atropelado e morre em NY
Reuters
Buddy, o labrador chocolate de Bill Clinton, foi atropelado e morreu próximo à residência do ex-presidente dos EUA em Chappaqua, Nova York, informou a polícia na quinta-feira. (...)
(...) A porta-voz do ex-presidente, Julia Payne, afirmou que a família "está profundamente abalada com a morte de Buddy". Em uma comunicado, a família disse que "ele foi um companheiro leal e nos trouxe muita alegria. Sentiremos muita falta dele". (...)

Eu também estou profundamente abalada. Me segura, senão eu pulo.
Sem saco pra editar a letra, colocar umas maiúsculas e tal.
Control Chups de hoje. Absoluto. Saudades de New Order...

Regret
Maybe I've forgotten the name and the address
of everyone i've ever known
it's nothing i regret
save it for another day
it's the school exam, the kids have run away
i would like a place i could call my own
have a conversation on the telephone
wake up everyday that would be a start
i would not complain about my wounded heart
i was upset you see
almost all the time you used to be a stranger
now you are mine
i wouldn't even trust you, i've not got much to give
we're dealing in the limits and we don't know whowith
you may think that i'm out of hand
that i'm naive, i'll understand
on this occasion it's not true, look at me, i', not you
i was a short fuse burning all the time
you were a complete stranger, now you are mine
just wait till tomorrow
i guess that's what they all say
just before they fall apart
Para essa semana, eu prometo uma lista dos meus blogs favoritos. Não que isso interesse a alguém, mas vou fazer.
--x--
Geladeira desligada, panelas encaixotadas e apenas duas mudas de roupa. Na verdade, as únicas coisas que ainda funcionam aqui são o micro e a linha telefônica. Amanhã, nem isso. Logo cedo já estarei em novo endereço.
--x--
Eu quero saber quem foi o engraçadinho que levou embora a minha garrafa de vodka. Será que foi na caixa dos perfumes? Será que eu estava bebendo perfume, na verdade?

2.1.02

É, ele é uma gracinha mesmo quando está fazendo "tipo", escondido atrás do notebook.
Relendo meus posts do comecinho do blog, pude perceber que eu evoluí. Passei a postar menos.
Bom, deixa eu ver se eu tô na esquina. Mais tarde eu conto mais sobre como brincar de Lego com os móveis.
A melhor de Murphy, para mim, sempre foi a "crássica".
- Nada é tão ruim que não possa piorar.
"E se alguma coisa der certo na sua vida, não se assuste: foi engano."
É, Marina, eu também não vou ligar. Nem que o mundo caia sobre a minha cabeça. E parece que está começando, já que meu guarda-roupas acabou de cair. Nem precisei desmontar, que lindo.
Achar que telefonema é massagem no ego é o fim da cobra. Enfim, achei.
Promessa registrada em Blog:
Não vou ligar pra ele. Não vou. Hoje não.
Falar em álcool, blog também é cultura:
Histeria: (Med) Psiconeurose que se observa principalmente nas mulheres e se caracteriza por falta de controle de atos e emoções...
Pára! Qualquer semelhança, processo a Skol.
Três e quinze da manhã do último dia do ano. Espetada na rede, lógico. Sala de bate-papo, digamos, "suspeita". Cenário perfeito pra me sentir uma solitária. Gargalhadas histéricas, mentiras descaradas. O papo é bom? Então, conta uma meia verdade. É ruim? Fala que vai virar o ano no piscinão de Ramos, que é o melhor argumento espanta-chato que eu já vi. E eu que não acreditava que o superego era a parte do juízo que é solúvel em álcool.
A Pa disse que o pai dela está tomando um calmante ótimo, por conta da cirurgia que fez. Ofereci uma graninha por duas cápsulas. Só pra experimentar. Se ela conseguir contrabandear o negócio, amanhã conto os efeitos.
Acabei de falar com o Rodrigo, pedir que ele tirasse as tralhas dele aqui de casa. Doeu.
Minhas Férias
Parece título de redação infantil e, talvez, seja mesmo.
Agenda nova, fui copiar umas coisas que gosto de colecionar: pensamentos (falei que era infantil?)
"Discordo absoluta e completamente do que dizes, mas defenderei até a morte o direito de o dizeres." Voltaire.
ou
"O direito de ser ouvido não inclui, necessariamente, o direito de ser levado a sério." Desconhecido. Por mim, lógico.
e mais
"Aqueles capazes de abdicar da liberdade para obter um pouco de segurança temporária não merecem nem a segurança, nem a liberdade." Benjamin Franklin. Esse coloquei na capa.
Foda é esperar por um telefonema, e-mail, sinal de fumaça, qualquer coisa. E acordar frustrada.
Voltando das férias em SP (São Paulo é lugar pra tirar férias?), li meu último blog. Pra não deixar aquela história de "conhecer apartamento" (19/12) sem fim, eu conto: ele conheceu. Como dizem, enquanto não encontro o homem certo, vou me divertindo com os errados...
Não dá para discutir com uma pessoa (minha mãe) que considera minha coleção (obra completa) de Victor Hugo uma "tranqueira". Cheguei em casa bem a tempo de recuperar meus livros, que estavam na garagem, a caminho do lixo. Valores, valores... Comé que eu saí de dentro daquilo?
--x--
Algumas pessoas acham que são o máximo. Outras, têm certeza disso. E eu adoro essas últimas.
--x--
Arrumando a mudança. Preciso de ajuda. Preciso de caixas de papelão. Preciso de um drinque.

1.1.02

Eu ia colocar um post desaforado. Mas não vou. Já passou.
Meu celular está tocando insistentemente em algum ponto remoto da casa. Eu ouço aquele barulhinho, mas não encontro o danado. Já levantei todas as almofadas, roupas jogadas ao chão (é, a casa tá uma zona), já revirei as bolsas todas, abri todos os armários e não sei onde coloquei o bicho. Por favor, se você souber onde eu enfiei o meu celular, me avise. Ou se você que está me ligando por acaso ler esse blog, mande um e-mail. Ao menos o computador eu ainda não perdi.
Eu já fiz "Gillete Press" dessa música aqui? Já? Ah, que se dane, merece ser repetida. E tem destinatário certo. Cê sabe, né?

Todo amor que houver nessa vida - Cazuza
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria
Marina Ferreira provou um pouco do meu temperamento matutino, hoje. Estressei, xinguei, emburrei e fiquei absolutamente muda no caminho para a rodô. Que horror.
--x--
Meu reino por uma Bohemia. Não aguento mais tomar Kaiser.
Acabando com o que restou das minhas unhas. Ah, eu daria tudo por uma massagem no ego, agora.
--x--
Comecei agora a pensar nos objetivos do ano novo... mas tá tudo escuuuuro...
Bateu uma certa angústia, aqui. Não sei se foram as fotos, o vídeo ou a simples lembrança. Tentei fugir do assunto, tentei enxergar outras pessoas e nada, só o que eu via era "aquilo". Aí veio a insegurança, o medo, uma infinidade de coisas horríveis passando pela minha cabeça. Pelo telefone, com uma amiga: "Eu estou deprimida". "Não confunda os sentimentos, você está de ressaca". É, pode ser que seja só ressaca. Mas que eu tô com saudade, isso eu tô mesmo.
--x--
Coisas que só acontecem no meu icq
Lady Macbeth: aqui a briga é mais inteligente. Nada de agressões físicas...
Amigo-carioca-com-terceiras-intenções: Entendi... é que nem política: a discussão fica no campo das idéias e o bate-boca não evolui para o bate-na-boca, correto?
LMB: isso. Quase uma masturbação mental.
Amigo: Puxa... tanto lugar legal pra masturbar.... e vc aí perdendo tempo com a mente?

Eu poderia ter dormido sem essa...
Sobrevivência
Já passou e nem doeu. Agora só falta o carnaval.
--x--
Boas entradas
Marina foi embora hoje logo cedo. Deixei a doida na rodô e voltei para casa. Errei a entrada, para variar, e tive que dar um "passeio" na Bela Vista, às nove da manhã. Bêbada, com sono e mal humorada. Parada em um semáforo, noto um poodle levando uma pessoa para passear. Fui acompanhando a coleirinha do poodle e então eu vi. O-ser-mais-perfeito-da-face-da-Terra, de bermudão e camiseta, óculos, e cabelos "um nadinha" grisalhos. Ele olhou. Eu olhei. Ele olhou de novo, eu olhei de novo. Me passou pela cabeça a velha cantada do telefone do cachorrinho. Nesse momento, o semáforo abriu e eu segui meu caminho, não sem antes jogar um olhar pesaroso pelo retrovisor, pensando: "Pena que era um poodle. Se fosse um labrador, eu teria parado o carro". Ah, que entraaaada...