31.12.01

O cabelo está aparentemente controlado. Vou pra festa. Feliz ano novo para todos nós.
Ela cortou o meu cabelo. Ela é Marina Ferreira, claro. E cortou meu cabelo, como eu já disse. Estamos tentando definir se está parecendo um cogumelo ou um bonsai, depois eu conto a conclusão a que chegarmos.

Porra, foram bem uns 15 cm!!!!

30.12.01

Marina Ferreira chegou hoje. Se eu sobreviver, conto como foi o meu final de ano. Ela está aqui (na cozinha, na verdade), fritando pastéis (o nome científico é Samoossa - prato típico indiano), a nossa janta. Muito papo pra colocar em dia, muita bobagem (duas horas de viagem até aqui, fui buscá-la) falada na viagem, muita saudade pra matar.
Su, fiquei feliz que você conseguiu blogar da praia. Vê se entra mais vezes, não abandone o nosso "lar". Saudades, moça. Beijão e ótimo fim de ano procê. Pra nós. Pra todos.
Meu Deus!!! Nosso blog querido anda muito bem visitado... hehe
Aí, eu resolvi dar uma blogada da praia, mesmo, num guentei!
Mas, o que eu quero mesmo é desejar pra todo mundo um super, mega, blaster FELIZ ANO NOVO!!!
E, só pra constar, eu estou bem, muito bem... talvez um quilinho mais gordinha (hehe), mas bem mais bronzeada e cheia de energia positiva pra dar. Quem quiser, é só manda um mail pra mim que qdo eu voltar (ou antes, não sei..) eu mando uma resposta cheia de + + + + + + + +!!!
Mil beijos.

Lady, tõ com saudade das nossas conversas via icq! Feliz ano novo procê, tudo de bom, mesmo.

29.12.01

Trecho de um livro que me fez pensar no rumo que minha vida está tomando.
"Você tem vinte e cinco anos. E vive na mesma rotina há pelo menos seis. Esses são os 'anos de loucuras'. É a época em que se deve ter loucos casos de amor, longas conversas com alguém que poderia ser, mas geralmente não é, o grande amor da nossa vida. É quando a gente experimenta usar as roupas mais estranhas e muda de penteado dez vezes por mês, vai a festas esquisitas, bebe demais e depois vomita no tapete da sala."

A parte sobre ir a festas esquisitas, usar roupas estranhas e vomitar no tapete da sala eu conheço bem demais. As longas conversas? Elas têm acontecido, sim. Mas eu gostaria de eliminar o "geralmente não é". Quero viver tudo isso. E não quero que acabe. Será que dá para ampliar o prazo dos 25 para os 35 anos?
- De quem é esse pé de meia? (minha mãe, cara desconfiada)
- É... (eu, tentando lembrar de quem poderia ser. Eu sabia que tinha acontecido algo assim há algum tempo, mas não identifiquei os personagens até que a Van sussurrou no meu ouvido o nome do dono da meia)
- Responda! O que anda acontecendo nessa casa na minha ausência? (minha mãe fica formal pacas quando quer me encostar na parede)
- Sabe o que é, mãe? Eu comecei uma coleção nova. Essas meias são do... do... do... Tales. (foi o primeiro nome que me veio à cabeça)
- Do Tales???? Ah, você está passando dos limites. Vou conversar com seu pai, você volta para a psicóloga na semana que vem.
Suspiro aliviada. Sim, porque minha mãe é capaz de aceitar que eu estou tão louca a ponto de colecionar meias masculinas, mas jamais aceitaria que a casa dela tenha servido de cenário para... para... ah, vocês sabem.)

28.12.01

Hoje tem retrospectiva na "Grobo". E eu vou chorar. Mas qual a diferença entre chorar na retrospectiva e chorar nos comerciais de margarina?
--x--
Outro dia fomos levar a cachorra da minha mãe (a quadrúpede, claro) ao veterinário. Lá, fomos convencidas a tosar a pobre cadelinha. Agora estamos 20 reais mais pobres e com um gremlin em casa. Vocês já viram um pequinês tosado com dois laçarotes roxos nas orelhas? Eu também nunca tinha visto...
--x--
Esperando ansiosamente pela chegada de Marina Ferreira. E começando a embalar as coisas para a mudança. Em seis meses eu consegui juntar mais tralhas do que na minha vida toda. Com toda certeza eu andei imaginando orgias no banheiro, para comprar tantas toalhas de banho assim. Vão virar pano de chão, estressei.

27.12.01

Meu Natal foi um lixo. Como sempre. Pronto, falei.
--x--
Hoje eu estava fazendo uma faxina nos meus armários lá da casa da minha mãe. Papéis velhos, cartas, agendas... Coisas que eu não quis lembrar por muito tempo. E hoje elas estavam lá, todas expostas. Nem doeu tanto assim. A única coisa que balançou um pouco foi ver que por dois anos inteiros, em cada uma das páginas tinha um determinado nome. Sempre o mesmo nome, sempre a mesma pessoa. E percebi que muita coisa não mudou de lá pra cá, mesmo tendo passado cerca de 10 anos desde que eu escrevia em códigos nas minhas agendas. Só que hoje eu escrevo aqui. E penso três milhões de vezes antes de escrever alguma coisa da qual possa me arrepender depois. Será que estou criando um cenário? Prefiro pensar que não.
--x--
Curioso: no dia 10 de março de 1992, eu escrevi "Coisas que eu odeio - vodka". Provavelmente foi o meu primeiro porre com essa que hoje é minha bebida predileta. Quem diria...
--x--
Queimei todas as agendas. Não quero mais saber de passado.
Ninguém merece um bar vazio, com um cantor que já foi meu vizinho no palco. Ninguém. E da próxima vez que eu resolver cantar com ele, me impeçam. Por favor. Os garçons aplaudiram. Que mico.
É, eu estou bêbada. Não, eu não estou me sentindo culpada por isso. Ainda não.
Que horror. Depois de dois dias fora do ar, o blogger finalmente voltou. E eu já esqueci tudo que pretendia escrever por aqui. Enfim, durante a madrugada eu lembro.

22.12.01

Bem, eu não tenho palavra. Saí, bebi muuuuito, me distraí e voltei tarde (ou cedo) pra casa. Fez bem esquecer um pouquinho do show de horrores que estou vivendo.
--x--
Dia de arrumar as malas e botar ordem na casa.
--x--
Feliz Natal para todos. Semana que vem "a gente se fala".
Muita cerveja, muito beijo na boca, muita maconha, muita música boa, muita gente legal, muita risada, muita cultura. É isso que eu desejo - a maconha fica a critério de cada um - para os leitores do Texto Forte .
Obrigada pelas visitas, pelos e-mails queridos, pelos comments e tudo o mais. Que no ano que vem a gente tenha muitos textos fortes pra compartilhar!

Milhões de beijos e até o ano que vem!

21.12.01

Precisando muito de você. É, você mesmo.
Cansada. O dia todo foi um pesadelo. Meu reino por um beliscão que me acorde.
--x--
Não, eu não vou sair hoje. Nem amanhã. Nem nunca mais.
--x--
Não quero mais ouvir falar na palavra "confiança". E isso é uma resolução de ano novo que pretendo levar a sério.
--x--
Talvez eu dê uma sumida a partir de amanhã. Vou viajar e não sei se volto. Volto, eu sempre volto. Mas não sei quando. O pesadelo continua.
Beijão pro Gibi, do Burn Baby Burn, que lê o Texto Forte e mandou uma mensagem super simpática. Brigada, mocinho!

20.12.01

Bem, vamos esquecer esse assunto. Quero falar sobre o meu dia, sobre as coisas engraçadas, sobre o meu consumismo, essas coisas.
--x--
Acordei cedo, apesar da noite insone e fui à 25 de março com minha prima e a Pa. As três patetas sem dinheiro e doidas para comprar O MUNDO naquele paraíso econômico. Pois bem. Enfrentamos cerca de 1h30 de puro stress no trânsito, debaixo de um sol infernal. Chegando lá, estacionamos e fomos às compras. Primeira parada: perfumes, claro! Eu achei o creminho de baunilha da Victoria's Secrets. Ia levar logo três, já que está difícil de encontrar, mas a Cris me impediu. Ela trouxe para mim, de presente de Natal e eu estraguei a surpresa. Depois, passamos às bijoux. Aí eu perdi a noção, comprei CINCO pares de brincos, inclusive dois para o segundo furo, pequenos e lindos, dois anéis e uma gargantilha. E elas compraram um monte de tranqueiras, também. Abasteci meu estoque de meias do Mickey (quatro novas), comprei uns CD's (os direitos autorais que me perdoem, mas CD pirata é uma tentação), comprei o presentinho do menino do farol (bonequinho de skatista que ficava rodopiando, um barato) e por fim, um absurdo: comprei um ventilador de bolso. Em formato de lata de coca-cola. Alguém tem uma sugestão do que fazer com isso?
--x--
A Cris contando das suspeitas de antraz nos EUA é de chorar de rir. Diz que um dia o Clébão (namorado dela) ficou preso no serviço porque o servente foi tirar o lixo e subiu um pó branco do saco. O resultado da análise? Açúcar.
--x--
Arrumei briga, pra variar. No McDonalds, no camelô, na loja de esportes, no estacionamento... Eu preciso controlar esse meu gênio maldito.
--x--
Voltar para casa cantando "Please don't go girl", do New kids on the block, no último volume já está virando rotina. Todos os anos é a mesma coisa. Mas nós estamos nos aperfeiçoando, eu e a Cris. Os gritos no meio da música estão a cada dia mais histéricos.
Tempo de mudanças. Se a coisa se confirmar, amanhã eu conto. É bom e ruim, acho.

19.12.01

Arrumei uma desculpa genial para terminar minha noite bebendo, hoje. Insônia. Cinco latinhas depois e eu continuo acordada. Putz... Não há vida inteligente em meu icq, merda.
O telefone acaba de tocar. Achei que fosse "transmimento de pensassão", mas não era. Hunfs. Ô carência maldita. Ô mulher mal resolvida.
O que mata é a porra da saudade. A vontade de estar sempre junto, a vontade de ficar horas e horas pelo telefone (já que não há outra alternativa), a vontade de chorar encostada no ombro (só pra confirmar o apelido já registrado, Baby), a vontade de abraçar, de encher de beijos, de dividir uma rotina nojenta e absurda como só nós seriamos capazes de ter. Por que é tão complicado e tão "feito de encomenda"? Ah, que merda.
Beijão pro Maurício, leitor daqueles fíéis, que tem mandado elogios deliciosos ao nosso humilde bloguinho e tentado resolver o nosso caso de múltipla personalidade.
Preciso de algo para me distrair. Uma AR-15, talvez.

18.12.01

Quinta-feira combinei de voltar ao Night pra beijar na boca. Carlos. Dito pela boca de uma paulista, é um horror (desculpaí!!!), mas o moço é uma graça (pelo menos eu achei, depois dos 12 chopes). Tá certo, tá certo, também me fez sentir uma vagina ambulante (royalties pra Susie) quando, depois de meia dúzia de beijos, queria conhecer meu apartamento (é, eles chamam de apartamento).
"Vida, louca vida, vida breve. Já que eu não posso te levar, quero que você me leve."
Como diria o bom e velho Catalau, eu gosto do Lobão. O cara é meio mala, assim, meio neurótico, mas eu gosto dele.
Alguém quer fazer o favor de contar praquela barata que está no meu banheiro que ela morreu? Aiiiii... Hoje eu fujo de casa!
Bem, vamos lá. Beijos pro Marcelo, que foi o primeiro a mandar um e-mail pra gente, se não me engano, dizendo que lia o blog. E continua, segundo informações dele mesmo (ô serzinho paciente...rindo. Creio que ele deve conhecer nosso ciclo menstrual melhor do que nós, se acompanha todas as variações de humor desse blog). Saber que você veio e, principalmente, que voltou é muito bom, massageia os nossos egos carentes. Brigadão, moço de Recife!
Mais tarde coloco alguns agradecimentos aqui. (isso foi só para não esquecer depois)

17.12.01

O que os homens querem dizer com "fazia muito tempo que eu não sentia algo assim" em pleno domingo de madrugada?

Eu respondo.
Eles querem dizer "vamos para o meu apartamento porque eu estou com um tesão animal e quero te comer".

E hoje eu tenho todos os motivos do mundo para me sentir só e somente uma vagina ambulante. Não porque o cara tenha atingido objetivo dele - o que, aliás, diga-se, não aconteceu -, mas pela falta de consideração dada à mim, como pessoa-ser humano-racional-e-tudo-o-mais. Mas eu não sucumbo, não vou me sentir menos só porque um babaca ousou me usar. Eu me dou o devido valor. Outras coisas eu dou, se vier ao caso, pra quem valer realmente a pena. É tão difícil de entender isso?

16.12.01

Huhhh. Até que enfim. Um dia inteiro sem conseguir postar nessa merda. Agora dá um tempo, que eu tô vendo a Casa dos Artistas (vai, crucifica!) e volto logo mais.
Teste

15.12.01

Agradeço àqueles que me mandaram mensagens solidárias (hum...) em relação ao post anterior. Era um momento "sozinha no mundo". Vocês contribuíram para que esse blog não ficasse sem um de seus personagens, que pensou seriamente em abandoná-lo. E, sinceramente, sem Barbie e Marina, que aposentaram o teclado temporariamente, eu e Su não estamos dando conta do recado. Que recado? Sei lá, talvez o recado de contar nossas interessantérrimas (isso é uma ironia) vidas por aqui.
Beijos para Vanessa, Alexandra e Baby. (isso tá parecendo o programa da Xuxa, já)
--x--
Amanhã conto tudo que rolou hoje durante o dia (e durante a noite, já que faremos um churrasquinho por aqui).

14.12.01

Tem alguém me lendo?
Onde será que tem um serviço 24 horas de entrega de vodka?
Como as coisas podem mudar em apenas 20 minutos
10:00 - Fechamento do jornal - Uma corrrida até o carro, que tinha ficado estacionado meio longe, debaixo de uma certa garoa.
10:02 - Entro no carro, pensando se vou ou não ao "bota-dentro" da minha prima.
10:03 - Decido não ir. Amanhã acordo cedo para comprar os ingressos do jogo (é, não consegui os convites de imprensa. Estavam esgotados, já) e os presentes do amigo-secreto em família (argh). O meu e o da minha mãe, que tem um espírito esportivo brilhante: assim que sorteou o dela, me ligou para contar quem era.
10:05 - Pego a Anchieta, trânsito intenso. Penso que a maioria dos paulistanos está se preparando para sair. A noite está deliciosa, apesar da chuva.
10:06 - Decido fazer parte das estatísticas.
10:07 - Pelo celular: "Alô. Van? Onde cê tá? Tá a fim de sair? Beleza, te pego às onze. Affinit, claro. Hoje os "meninos" tocam lá."
10:09 - Chego em casa. Estaciono o carro na rua, mesmo, já que vou sair. Atravesso a rua debaixo da garoa e compro uma coca-cola na pizzaria.
10:11 - Abro os três portões (A Fortaleza) e entro. Dou uma espiada nas cachorras, faço uma festinha em cada uma, coloco ração e... chuáááááááá. Despenca o toró.
10:15 - Na janela, observando a chuva.
10:17 - No primeiro portão, observando a água chegar ao terceiro portão.
10:19 - Desisto. Saio para guardar o carro e, no primeiro passo, afundo meu pé em um poça de água. Com cerca de 20 cm de profundidade.
10:20 - Pelo fixo: "Van? Eu. Esquece tudo que eu te falei, vou ficar em casa fazendo faxina. Amanhã a gente desconta."

Merda, merda, merda.

13.12.01

Sonhos estranhos, essa noite. Tô tentando entender. Primeiro, sonhei com alienígenas. Sei lá, eram uns animais meio ET's, meio dinossauros. E tinham looongas pernas. Não me recordo do enredo do sonho, só dos personagens. Medão. Depois, sonhei com um serial killer que matava suas vítimas e depois as escondia na minha casa. Por último, e isso não foi sonho, ouvi vozes que falavam em inglês. É verdade, eu juro!!! Foi uma longa conversa, muito estranho... Ah, e de manhã, sonhei com uma voz deliciosa que me acordava "só pelo prazer de me acordar". Ops, isso não foi sonho...hehehehe
Eu juro que não fumei nada.

11.12.01

Meus "textos fortes" estão bem fraquinhos... Sacumé, eu fiz umas promessas.
Nada mais a declarar.
Ah, outra: menininho do projeto gráfico já era. Custei a conseguir encerrar a situação (por culpa, exclusivamente, da carência), mas chegou a hora. Aproveitei as mudanças todas que estão rolando na minha vida e fui "limpando" o que não fazia parte do que quero para mim no ano que vem. E não quero mais me sentir suja. Não rola, desculpaí. Foi bom por alguns dias, mas não faz parte da minha "wish list". Eu só estava dando corda porque... porque... ah, sei lá, porque é bom ter atenção. Agora, quando me sentir carente de novo, vou beber uma dose de vodka barata e pensar na morte da bezerra (o que me lembrou um quase atropelamento, hoje, mas isso é outra história e fica pra amanhã, que eu tô cansada).
Eu tinha 16 anos? Putz, agora é que pensei no tanto que o tempo está voando. Foi ontem, eu juro que foi!
Ah, sim... e livros, eu preciso de livros. Inclusive esse, Lady, que vc falou aí. :o)
Coisas que eu preciso:

Vodka, beijar na boca, taba, bronzear, comprar um biquini novo, encontrar o homem da minha vida, emagrecer, dar risada, um tamanco liiiindo que eu vi na vitrine, me formar - esse é o mais difícil. Não por mim, mas pela greve - e mais um monte de coisas que eu listo depois antes que eu mate o querido leitor de tédio. :o/

10.12.01

Depois de mais de dois anos sem nada que me interessasse de forma intensa, descobri um livro para comprar. A ironia é que não tenho grana pra isso. Mas até janeiro eu compro. Su, tem a ver com aquele blog que nós lemos outro dia. Achei o livro do cara no Submarino. Depois que eu comprar, te empresto.

9.12.01

Trilha sonora podre, hoje. Dá vergonha até de citar as músicas que tenho ouvido. Quem quiser saber que pergunte.
O post melancólico deve ser deletado daqui amanhã. Aliás, tem mais de mim nesse post do que falei na minha vida inteira. Mas precisava escrever isso. E isso precisava ser lido, ainda que depois eu me arrependa.
Tô triste, não vou negar. Mas as coisas acontecem como têm que ser. Acabei de ter uma longa conversa com uma tia minha com quem não falava há séculos. Ela tem o estranho dom de aparecer na hora certa, de mostrar que está ali, me apoiando. E choramos juntas quando eu joguei a frase melodramática "eu sou um fracasso". Choramos por todas as coisas ruins que já me aconteceram e ela conhece de trás pra frente, choramos por todas as coisas boas que não aconteceram para mim, choramos por esse destino de merda, pela minha falta de sorte incontestável, pela minha família ausente, pela única pessoa que poderia estar comigo e fez a sacanagem de morrer, pelas injustiças, pela barreira que há entre a gente, por um milhão de coisas sentidas e não faladas. Só que dessa vez eu só estou triste, não estou amargurada. Cansei, sabe? Cansei de tentar mudar as coisas a meu modo. Vou aceitar esse monte de merda que cai sobre mim. De braços abertos. Que venha!
--x--
A boa notícia fica por conta da Clau, que enfim conseguiu comprar o carrinho dela. Tô feliz por você, que merece. Que ralou pra cacete pra ter o que queria, que fez as escolhas certas, ao contrário disso aqui (eu). Tenho tudo e não tenho nada, que absurdo.
--x--
Que São Pedro faça parar essa chuva. Se não parar, amanhã vocês podem procurar a notícia do afogamento de uma "blogueira". É, a água está chegando à minha porta. Isso assusta.
É quase um dilúvio o que está acontecendo por aqui. A boa notícia é o São Caetano na final. Dá saudade de quando eu torcia de verdade pelo Corinthians (confesso). Dá vontade de virar a casaca. Acho que já virei. Adoro manchetar com São Caetano, adoro escrever sobre o São Caetano, adoro o futebol do São Caetano. Já ouvi "isso não é coisa para meninas", mas não adianta, eu curto mesmo, desde os tempos em que ia aos jogos no meio da Gaviões, com o Du. E torcia, e arrumava encrenca, e curtia muito. Dá saudade daquele tempo.
--x--
Divertido é ouvir os gritos da torcida (o Anacleto Campanella fica aqui atrás de casa), é ver o mesmo relâmpago na minha janela e na TV.
--x--
Eu vou ao segundo jogo da final. Sozinha.
Control chups de hoje, que está na minha cabeça desde seis da matina. (essa tem destinatário)

I want love - Elton John
I want love, but it's impossible
A man like me, so irresponsible
A man like me is dead in places
Other men feel liberated

I can't love, shot full of holes
Don't feel nothing, I just feel cold
Don't feel nothing, just old scars
Toughening up around my heart

But I want love, just a different kind
I want love, won't break me down
Won't brick me up, won't fence me in
I want a love, that don't mean a thing
That's the love I want, I want love

I want love on my own terms
After everything I've ever learned
Me, I carry too much baggage
Oh man I've seen so much traffic

So bring it on, I've been bruised
Don't give me love that's clean and smooth
I'm ready for the rougher stuff
No sweet romance, I've had enough
Não dormi mais, depois da merda que fiz. Bom, não vem ao caso, eu espero consertar tudo isso. Só vou saber mais tarde, amanhã, sei lá. E tomei uma decisão: vou voltar para a casa da minha mãe. Com o rabinho no meio das pernas. O sonho acabou.
--x--
Falta uma hora e meia para o jogo do Azulão. (mmm)
--x--
Patético mesmo é ir ao shopping escolher O presente (o único que vou comprar esse ano) e me emocionar com o coral da igreja. Confesso que chorei (e a Patricia riu de mim, claro).
Merda, merda, merda. Queria saber comé que eu consigo estragar tudo com tanta facilidade. Que ódio de mim. E agora segura a insônia.

8.12.01

Lance super chato aconteceu ontem, no boteco. Mas esse eu não posso comentar por aqui. Merda. Preciso desabafar.
Ou na cozinha. Hummmmmmmmmm....
Confesso: eu não ia dizer "soluçar". Sexo, aqui em casa, só na sala. No quarto tem platéia.
A pizzaria fechou. Posso perceber pelo toque insistente do telefone, que não é atendido. Céus, como é horrível morar em uma casa sem privacidade. Se eu soluçar no quarto, meu vizinho da frente escuta. Que inferno.
Outra coisa: A Susie me indicou um blog hoje. Perdi cerca de uma hora lendo todos os posts, do começo ao fim. Ou ao contrário, já não me lembro. Su, um comentário: aquilo tudo é ficção, tenho certeza. A historinha está muito bem contada, muito redondinha. Coisa de jornalista, mesmo.
Eu estava aqui de bobeira, me recuperando da ressaca e da doação, quando me lembrei de uma conversa via icq que eu tive no começo da noite de hoje. E resolvi procurar um programa de comunicação de voz que não tivesse aquela carinha de netmeeting, algo assim. É, o bolso sentiu as ligações interestaduais realizadas nos últimos dois meses. E quando o bolso sente, me sinto obrigada a trabalhar com minha criatividade.
Pois bem, achei um programinha legal, baixei, instalei, fiz meu cadastro. Todo o processo "babaca-virtual-que-perde-tempo-com-isso-num-sábado-à-noite". E entrei no maravilhoso mundo de PalTalk. O programa me jogou em um chat com voz cheio de americanos falando rápido, rápido, rápido e eu sem entender uma palavra sequer. Quando soltaram um "fuck", eu entendi. Estava lá, sapeando, quando uma figura me mandou uma mensagem (em inglês), no que eles chamariam de "reservado". Ok, ok. Expliquei pro cara, com meus parcos conhecimentos de inglês, que entendia tudo que ele me dizia, mas não sabia escrever "patavinas" da língua dele. É, sou obrigada a confessar que sou travada nesse sentido. Sou capaz de ler quase tudo em inglês, mas falar? Escrever? Nem pensar. O cara insistiu em conversar comigo, mesmo com minhas limitações. E iniciamos um diálogo típico de primeira aula no cursinho de inglês. "Where are you from?", "How old are you?", essas coisas. E eu toda preocupada em não escrever nenhuma bobagem, em não mandar uma frase sem sentido, em não passar a imagem de uma brasileira patética. Até que percebi que o cara, além de não pontuar, escrevia em um inglês horroroso, capenga, nojento. Até eu era capaz de escrever melhor que ele. Sem contar que ele só ficava assim "do u have a cam?". Na terceira vez que ele perguntou, mandei um "No", seco. E ele: "how can i see you?". E eu: "You cannot see me. It's only virtual, remember? Was a pleasure to talk to you. And fuck you!". E fechei o programa.
Patético mesmo é, além de ter que me comunicar com uma pessoa que mal sabe a própria língua (foram três "verry" em vez de "very" e um "hackned" em vez de "hackneyed"), ainda ter que encarar esse idioma como sendo mundial. Vá pra porra, eu sou brasileira. Se quiser falar comigo, vai ser na minha língua.
E tenho dito. (Que venham as críticas!)
Eu não ia sair ontem. Me levaram a isso. Enchi a cara, pra variar, cheguei em casa desentendida, pra variar e acordei ressacada, pra variar. E pior, acordei com a merda do telefone. Tudo bem que era um amigão muito querido, mas aquele telefone às onze e meia da madrugada foi de foder. Enfim, se ele não tivesse ligado, eu teria perdido a hora para a sessão "Hebe Camargo". É, fui à Sílvia, minha esteticista, para tentar remediar o estrago das noites insones e outras desventuras. Estou lá, toca o celular, era a Clau:
- E aí, cê vem? (Vem? Vem pra onde?, penso eu)
- Vou, claro! (Sem fazer a menor idéia do destino)
- Então tá. O Alê está pensando em sair daqui às duas horas. Vamos eu, você, o Alê e o Bob. (Lembrando do destino: no auge do porre, eu tinha prometido doar sangue com eles, para o pai da Clau)
- Beleza, saio daqui e vou praí.
Fui, pensando na má sorte do pobre coitado que tiver que usar meu sangue. Chegando ao hospital, que ficava longe pacas, resolvi ler o papelzinho que a Clau tinha sobre as condições para doar sangue. A primeira regra dizia "não ingerir bebida alcoólica 48 horas antes da doação". Putz. E eu com aquela cara de ressaca. Eu e os outros três. Pegamos uma fila de quase duas horas e passamos pela triagem:
- Ingeriu bebida alcoólica ontem?
- Não. (e nem fiquei vermelha)
- Teve relações sexuais com quantas pessoas nos últimos 12 meses?
- Gasp, gasp, gasp. Ahn? Uma pessoa. (sorte que a Clau não ouvia, senão teria gargalhado ali mesmo)
- Você conhecia a pessoa?
- É claro!!! (no sentido bíblico, principalmente)
- Era seu namorado?
- Eram. Ops... era.
Um olhar estranho da mulher para mim e eu pensei "xi, vou ser recusada". Mas não, ela passou minha ficha e eu fui aceita como doadora. O bom de tudo foi o lanchinho no final. Pão com queijo, suco de laranja, maçã, um chá de caixinha... Viemos embora debaixo de um pé d'água daqueles. Cena patética: eu, Alexandre e Bob correndo, ensopados e rindo como idiotas. A Clau ficou no hospital.
E hoje não vou sair, que tô fraquinha. Não sei se é ressaca ou se é a doação.
E então eu voltei a pensar naquele jornalista que um dia fez uma música pra mim. Deve ser porque li um blog de um cara que me lembrou muito ele. Os jornalistas têm uma facilidade pra contar suas vidas como se estivessem escrevendo um livro, né? Vai ver deve ser mesmo uma história "fictícia", e eu estou levando a sério. Vai saber. O fato é que eu me lembrei dele, de todas as histórias engraçadas que ele já me contou, do jeito carinhoso dele e também que já faz um ano que a gente se conhece - e da falta que as nossas conversas bobas fazem.

Droga. Eu odeio idealizar uma coisa e depois encontrá-la em alguém inacessível.
Mas é sempre assim, um dia isso deve mudar.

7.12.01

Está tudo ótimo com você num churrasco até a hora que vc vai ao banheiro, se olha no espelho, dá um sorriso e encontra uma salsinha 'esticada' - quase engomada, eu diria - bem no seu dente da frente. O pior da história? Ter deixado passar tanto tempo até o momento de se levantar e ver isso. Gh!

Odeio ser patética. :o/

6.12.01

Tenho que lembrar de deletar isso aqui quando for embora.

2.12.01

Eu já dormi, eu já acordei e continuo de porre. Céus, para que é que eu bebo tanto? Agora, além do porre, tem aquela sensação incômoda de peças soltas dentro da cabeça. Isso sem falar o sonho. É, eu acordei de um sonho que começou maravilhoso e virou um pesadelo mais rápido do que eu pude assimilar. Mensagens subliminares nos sonhos, a verdade é essa. Coisas mal resolvidas geram isso. Estar com a "família" gera isso. Agora eu quero dormir e não consigo, com medo de voltar a sonhar (e gostar). Não posso!
--xx--
Não sei o motivo (ou sei), mas me veio uma música na cabeça, agora. "Todo amor que houver nessa vida".
--xx--
Partindo para a gaveta de remédios. Não tem Lexotan, eu sei, mas deve ter um passiflorine, algo assim. Preciso dormir. Ou vodka, que é tão acolhedora quanto o sono.
Eu tinha decidido ficar em casa, pagando todos os meus pecados, bebendo skol, fazendo as unhas e assistindo TV. Toca o telefone :
-Que cê tá fazendo?
-Me penitenciando, cadiquê?
-É que nós estamos indo pro "bar do peixe". Vem também!
-Não posso, tô sem grana.
-Ah, vem... a gente paga.
-Porra, eu não quero.
(ao fundo, uma voz... "Deixa eu falar com ela")
-Alô.
-Fala, Alê.
-Você está devendo uma saída com a gente. Você não tem palavra, não? Semana passada nós pagamos nossos pecados assistindo Titanic com você.
-Tá bem, eu vou. (e nem precisaram insistir tanto assim)

Eu tento ser uma boa moça, mas não deixam. Se bem que eu já paguei todos aqueles pecados da semana: KLB, Wanessa Camargo e Núbia Ólive no SBT são de foder. Patéticos, aqueles garotos de óculos com cara de deficientes mentais. Ridícula aquela menina com cara de cavalo se achando sex symbol. Sem comentários sobre a descrição da "carreira" da Núbia Ólive. "Hoje ela se dedica à profissão de atriz e modelo". Porra, eu não sabia que a profissão mais antiga do mundo agora era considerada "arte". Eu vou beber que ganho mais. Até.
Saudades do Baby. Isso está se tornando repetitivo. Acorda!
Alguém pode me explicar o motivo de eu ter falado que não estaria em casa nesse final de semana? Mal resolvida, a verdade é essa. E se ligar perguntando se eu já voltei da praia, vou contar que nem fui. Que se dane.
O almoço foi bom. Felizmente, durou pouco. Eu ainda não consigo ter essa coisa de ligação especial com a minha mãe, pode ser que as coisas mudem um dia, mas por enquanto só enxergo a bruxa má judiando da menininha órfã. Tá, a bruxa má sou eu.
--x--
Comentário da minha mãe:
-Eu nunca vi uma cachorra tão parecida com você (referindo-se à Maria José).
-Por que, mãe? Por causa da beleza incontestável, da personalidade marcante, da inteligência?
-Não exatamente. Por causa da frieza, da falta de educação, da independência. Uma cachorra sem sentimentos.
-Mãe, ela não se envolve, é só isso. Não quer ser machucada.
-Bobagem, ela é interesseira e manipuladora.
(fim da linha é discutir o comportamento canino à mesa do almoço)
--x--
Hoje vou ter um dia absolutamente "bloggada". E bêbada, pelo visto. Comecei assim que acordei e só vou parar quando cair. A conexão ou a latinha da minha mão.
Putz. Acordei. Ontem desisti de sair (às onze horas, de banho tomado. Liguei pro povo e falei que eu não ia) porque não estava conseguindo manter meus olhos abertos) e dormi cedo, cedo. Desmaiei, na verdade. Com a luz acesa, o computador ligado e de sapato. E só acordei porque ouvi a voz da Sandy na casa da minha vizinha. É, Sandy & Junior estão no "Gente Inocente". Não sei se choro ou vomito, mas o fato é que me emocionei ao ouvir "Imortal".
E, como sempre, minha mãe está vindo para o "almoço de domingo". Dessa vez não vai ser frango (ufa).

1.12.01

Conversas ao pé do icq:
Lady Macbeth: Preciso de um namorado.
Marina Ferreira: somos duas!
MF: aliás, acho que preciso de mais de um namorado.
LMB: dois?
MF: três, quatro. Não sei se eu dava conta, mas eu deveria.
LMB: Preciso de um só, pra me fazer cafuné.
MF: um pra fazer cafuné, outro massagem no pé, outro no ego e mais um pra eu chorar no colo, quando estiver saturada dessa vida.
LMB: Um só daria conta disso tudo.
MF: e as emoções de estar com mais de um??? rm

Mulheres à beira de um ataque de nervos.
Boa Ação: Link and Think.



Por que convites para ir a uma churrascaria só surgem quando a gente está de regime? Será que a pessoa se aproveita deste momento para fazer o convite, receber um não como resposta e, em seguida se sentir de bem com sua consciência; ou será que é porque ela quer colocar à prova o seu empenho, pra que vc acredite que, se vc disser não, você então poderá se sentir vitorioso? Ainda não sei quais são as intenções...
De qualquer maneira, eu mandei a minha força de vontade para um lugar bem distante de mim (temporariamente, que fique claro), e aceitei o convite. Porque ninguém é de ferro, né? :op