28.11.01

Três da manhã, chuva, insônia e lágrimas. E não tem uma porra de uma garrafa de vodka pelo meio.
Bicho escroto que eu estou me sentindo hoje
Um lactobacilo morto.
--x--
Parece que o inferno astral já começou (de novo). Problemas por todos os lados. E o mais incrível é que dessa vez eu não tenho as soluções. Cacete, nunca questionei tanto as minhas escolhas. Nunca invejei tanto o resto da minha família (todos perfeitos!). Nunca chorei tanto. Nunca precisei tanto de colo. Nunca estive tão certa dos meus erros, todos eles. Ah, que merda, eu queria não saber de tudo isso. Eu queria não sentir tanta saudade, porra. E olhe que esse é só um dos motivos.
--x--
É, eu não tenho mais vontade de postar. Na verdade, eu não tenho vontade nem de viver. Estou no fundo do poço. Por favor, joguem a corda. Não, não joguem. Eu posso me enforcar.
A internet lenta, irritantemente lenta.

E eu vou malhar, porque ficar com a bunda sentada aqui só vai torná-la maior do que já é.
Viver em sociedade é uma arte.

25.11.01

Noitada de "família". De tardezinha, as meninas me chamaram pra dar uma volta (e, claro, fomos parar num boteco). Chope quente, batatinhas frias, enfim, um lixo. Viemos pra casa e o resto da "família", ou "quadrilha", depende do ponto de vista, apareceu. Resultado: Vários bêbados assistindo Titanic (exclusivamente a parte em que o navio afunda de fato) pela 54ª vez.
--x--
Céus, que dor de cabeça.
--x--
Destaque da noite: Conrado, o escatológico, falando do seu assunto predileto. Melhor nem comentar.
Bicho escroto que eu estou me sentindo hoje
Um bigato.
Ai. É só o que tenho a dizer sobre a noitada de ontem. Bebi, bebi, bebi. Falei mais merda do que o normal, conheci um bando de gente (todos anormais, claro), voltei para casa desentendida, passei mal, telefonei, briguei, fiz as pazes. E quase trouxe o baldinho da Bohemia para casa.
Uma menina da minha turma se formou (eu nem sabia que o motivo da bebemoração era esse). Fomos para o mesmo bar de sempre. Antes disso, passamos no bar "pé-sujo" do Mauro, no sugestivo "Bar da Saudade" e depois fomos para o reduto. Ou seja, chegamos lá "trilili", já. Começamos (em três pessoas) pedindo uma Bohemia. Aí o povo começou a chegar, a quantidade de Bohemias aumentou para três por rodada (em cinco pessoas). Mais gente chegando, cada rodada era de seis Bohemias. Fora os JW perdidos no meio do caminho.
Contagem de garrafas no fim da noite? 72.
E eu pagando pau pro "Vamos respeitar", que chegou sem a namoradinha.
Acordar hoje foi um exercício de perseverança: eu levantava a cabeça e caía de novo. Me ergui, semi-morta, na cama e sentei. Ficar de pé exigiu uns 15 minutos. E desenvolvi uma técnica para o guarda-chuva da Madonna enfiado na garganta. Ele agora não machuca mais, só atrapalha na hora de tomar a coca-cola nossa de cada dia.

Ah, eu nunca mais vou beber.

24.11.01

"Eu só quero que você saiba que eu estou pensando em você". Bah.
Dependência é uma merda. Seja de cigarro, seja de bebida, seja de uma pessoa. É horrível depender. A gente tem que ter o direito de escolher as coisas e a dependência nos tira isso. Que merda. Ah, tô estressada. E a noite não chega looooogo.
Som ambiente para a faxina:
Cake - Friend is a four letter word. É a rotina. Tá faltando alguma coisa.
Inaugurando mais um quesito no blog:
Bicho escroto que eu estou me sentindo hoje
Um ácaro.
Putz. Madruguei, hoje. Nove da manhã e eu já estava prontinha para a reunião do frila. Tudo bem, vai ser pesado o serviço, mas a grana é boa. Semana que vem eu estarei completamente atolada de serviço. É bom pra não pensar muito.
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"Guenta", moça. "Guenta" esse vizinho coisa boa desfilando na frente da minha janela. Foi a primeira visão do dia, com direito a "bom dia, moça" e piscadinha. Ah, se eu te pego na curva...
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Meu horóscopo diz que hoje é dia de ficar em casa, de momentos mais serenos. Comé que eles adivinham quando eu resolvo fazer faxina? E desde quando lavar roupas é uma coisa serena?
--x--
Depois da meia noite o horóscopo muda, claro, e eu posso sair. Haja vodka. Não quero ajuda.

23.11.01

E só pra não passar completamente em branco, o CTRL Chups de hoje, uma música que tem mexido bastante comigo (apesar de eu achar o Skank meio chatinho, mas vá lá, a música é tudo).
Obs: a pontuação é inexistente na música, achei melhor não mexer com isso.

Acima do Sol
Assim ela já vai / Achar o cara que lhe queira / Como você não quis fazer / Sim, eu sei que ela só vai / Achar alguém pra vida inteira / Como você não quis / Tão fácil perceber / Que a sorte escolheu você / E você cego nem nota / Quando tudo ainda é nada / Quando o dia é madrugada / Você gastou sua cota / Eu não posso te ajudar / Esse caminho não há outro / Que por você faça / Eu queria insistir / Mas o caminho só existe / Quando você passa / Quando muito ainda é pouco / Você quer infantil e louco / Um sol acima do sol / Mas quando sempre é sempre nunca / Quando o lado ainda é muito mais longe / Que qualquer lugar / Um dia ela já vai / Achar o cara lhe queira / Como você não quis fazer / Se a sorte lhe sorriu / Porque não sorrir de volta / Você nunca olha à sua volta / Não quero estar sendo mau / Moralista ou banal / Aqui está o que me afligia
As espinhas na minha bochecha direita me impedem de sair de casa hoje. Tá, eu tô cansada, tb, mas cansaço é o tipo de coisa que a gente passa por cima; não é como uma espinha que fica ali, literalmente na cara. Péssimo. Acaba com o humor de qquer mulher. Uh! Tô azeda, sorry. Mas, vcs sabem, as espinhas...

Bom, pelo menos "Os Normais" tá me salvando. Esse negócio de sentir medo antes de entrar na câmara de bronzeamento é muito verídico. Eu sei o que estou dizendo. Já ouvi, da sala de massagem, uma mulher tendo ataques histéricos por medo de ficar presa na Dr. Lapolli II. A mulher berrava numa sala, e eu rolava de rir na outra. Meu Deus! Antes ela tivesse medo de câncer de pele. Mas, não, ela tinha medo de não conseguir sair de dentro do trambolho roxo. Patético.

A galera da repressão tá dormindo que é uma beleza aqui do meu lado. Acho que tá passando pra mim. O "pograma" acabando, eu vou para o meu quarto dormir, já que hoje eu dispensei a vodka por culpa das espinhas. (Aliás, alguém aí sabe se vodka dá espinhas?)

Ih... melhor eu ir dormir.
E agora vou pra casa, que acabei por aqui. Nada de farra hoje, só uma cervejinha. Amanhã vou trabalhar.
Hoje acordei com um telefonema delicioso de um grande amigo, o Lealzinho (meigo, não?). Esse cara é uma preciosidade que garimpei aqui na net. Depois de muitos churrascos (saudosamente recordados hoje, ao telefone), inúmeras "muretinhas" na Marina da Glória (que ele me garantiu ainda estarem por lá) e palavras trocadas via icq, e-mail e telefone (grande parte era putaria), ficamos amigos, amigos, amigos. E é por causa de alguns poucos como ele que meu projeto de vida está diretamente associado ao Rio de Janeiro. Lá estão meus amigos. Lá está a minha vida. Sinto muita falta de todos eles, que vão ser sempre aquela lembrança gostosa dos melhores momentos da minha vida. Bom, falei do blog pra ele, passei o endereço e não é que o cara mandou três e-mails comentando o blog? Tá bom, tá bom, em um deles, o puto já se candidatava a conhecer (e provavelmente comer) Susie e Barbie (eu eu e Marina não somos mais parte do catálogo). No outro, uma música podre do Wando, que foi uma brincadeira que eu fiz com ele há uns três anos. Procurem, a música tem um nome sugestivo: "Safada". É a cara dele. E para quem quiser o telefone, e-mail, qualquer coisa assim do "totosinho", é só falar comigo. (hohohoho)
Leal, te AMO! Brigadão pela visita e pelos e-mails. Brigadão por existir.

22.11.01

Hoje, lá pelas cinco horas da tarde, caiu um temporal por aqui. Eu estava exatamente no meio do jornal (página de economia), larguei tudo e fui ver a chuva. Sentei de frente para o jardim e fiquei só observando. Depois de uns 10 minutos, olhar apenas não me bastava, eu tinha que SENTIR a água escorrendo pelo meu rosto, sentir minha roupa molhada, sentir aquele sopro de vida. A sensatez me fez pensar que seria loucura sair à rua para tomar chuva e depois voltar, toda encharcada, para trabalhar. Lembrei das noites quentes de verão, na praia, em que eu ficava tomando chuva até altas horas e depois voltava pra casa, invariavelmente tomando esporro da minha mãe por alagar o apartamento. E no dia seguinte sofria com dores no ouvido, na garganta, na cabeça... Parei de racionalizar e saí. Os primeiros passos foram incertos, mas alguns minutos depois eu me deliciava com a sensação de fazer o que tinha vontade, sem me preocupar com o depois, com as conseqüências, com as pegadas molhadas no carpete da empresa, com as roupas coladas ao corpo. Foi uma delícia.
Impressionante como associei isso a outras "chuvas" que caíram na minha vida. A "loucura", a "vontade", a "realização". Né, Baby? O crime compensa...
Azeitonas
Comprei um vidro de azeitonas sem caroço, por achar mais prático. Realmente, para colocar num molho, algo assim, é ótimo. Mas cara, comer azeitona sem caroço é muito estranho. Você mordendo esperando o caroço e cadê? Chego a pensar que o verdadeiro sentido da azeitona é o caroço.
Esse post não tem nada a ver, mas é que aquela azeitona mutilada me estressou.
É bom ir verificar mails e encontrar coisas gostosas de se ler e, principalmente, que aguçam a nossa curiosidade. Foi o que aconteceu. Sabe quando a coisa é bem escrita, tem fundo de humor, essas coisas? Pois é. E ainda por cima vem dizer que houve "identificação" - na verdade, eu acho que é muito por isso que a gente acaba lendo blogs. Tem seu lado voyeur, sim, mas o fato da gente vestir a carapuça alheia é muito mais evidente.
Bom, como já deu pra perceber, esse post tem um único endereço. E resolvi escrever por aqui, porque se eu mandasse um mail apenas no meu nome, não seria legal com as minhas companheiras, exatamente porque foi uma mensagem enviada a todas nós. Além disso, se o papel de RP me coubesse, e fosse euzinha, Susie Q., a responder a tal mensagem, posso dizer com certeza que eu não conseguiria ser neutra e mandaria uma resposta bem cheia de perguntas - eu? Paradoxal? Nãããão.
De mais a mais, acho que nosso blog anda um pouco tristinho, às vezes vazio, mas, claro, sem descer do salto - quer dizer, só às vezes - e, óbvio, sem deixar de ter Textos Fortes.
Não estamos escrevendo um livro, mas estamos tentando fazer a nossa parte (pelo menos pra nós mesmas). Mesmo assim, é muito bom saber que pessoas bacanas passam por aqui e gostam - pelo menos enquanto elas não começam seus blogs. :o)
Recado dado.
Muito obrigada.
Bora nessa, que está tarde. Casa, banho, miojo e livro. E net, claro, que a essa hora não dá mais tempo de correr pro Affinit.
Telefonemas bêbados no meio da noite fazem muito o meu gênero. Perceber que o telefone foi desligado na minha cara não faz. Devo relevar?
Bem, terminei essa nhaca, estou só esperando os fotolitos e agora dá pra contar um cadim do que anda acontecendo. NADA. É isso aí, nada acontece. Não tenho saído, não tenho conversado, não tenho feito outra coisa que não seja trabalhar. Arduamente. E pessimamente reconhecida, só pra variar.
--x--
As duas boas novidades são sobre serviço: talvez, eu disse "talvez", alguma coisa esteja mudando por aqui. Peguei um frila para a semana que vem que vai me manter acordada cerca de 20 horas por dia (10 no jornal, minha média atual e 10 por conta do frila). A forma que eu encontrei para pagar os telefonemas interestaduais deliciosos. O outro lance ainda é segredo (necessário), mas se rolar, vai ser muito bom pra mim. Torçam, amanhã terei o resultado. Conforme for, esse final de semana vai ser absolutamente etílico, que eu estou merecendo.
--x--
Joguei fora hoje um convite para uma festa "muito louca" que acontece no sábado. O convite já era uma coisa de louco, eu deveria ter colocado aqui, mas nem pensei no assunto. Joguei fora simplesmente porque não quero encontrar com meu passado. Esse final de semana - os dias que antecedem o 27 de novembro - exige um clima mais íntimo, mais de aconchego e, definitivamente, menos lúcido. Vai ser foda, mas "a gente superamos".
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Fui pedida em casamento. Pelo vigia do jornal. Ao menos no quesito "diversão", nos daríamos muito bem, já que o apelido do cara é "Pudim de pinga". Foda seria suportar o sorriso "1001" do cara. É, ele perdeu a ponte móvel uma noite dessas.
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Não, eu não vou assistir "Harry Potter" amanhã. Nem nunca, se tudo der certo. É que não aguento mais ouvir falar desse assunto. Estamos há duas semanas divulgando o lançamento, nos dois jornais, e eu já praticamente decorei a estória, que definitivamente não faz meu gênero.
É, acho que vocês não estão vivas. Mas tudo bem, hoje à noite eu tenho bastante coisa pra postar, ocupo esse vazio no blog. Acho que ando bebendo demais e pensando de menos, o que é bom. Saudades dos textos longos e fortes.

21.11.01

Eu continuo semi-viva. E vocês, meninas?

19.11.01

Eu queria não sentir tanta saudade assim. Que droga.
Muita raiva. Quase mordendo. Lixo de dia, lixo. Se alguém souber de um emprego de diagramação no Afeganistão, tô dentro. Tenho experiência em terrorismo. Merda.

18.11.01

O papel de amante é sempre o melhor, Susie. Pelo menos por um certo tempo. Depois você começa a ficar cansada das migalhas (lembra delas?), das raspas e restos e passa a querer mais. Não que a "oficial" tenha mais. Na verdade, é só um título, já que todo o tempo livre do cara, ele sempre prefere passar com a "outra". Mesmo quando está com a "oficial", ele está pensando na "outra". Ser a "outra" é quase uma profissão. Ser a "oficial" é praticamente um castigo. Mas a "oficial" pode sempre contar com um abraço terno quando está carente. A "outra" tem que resolver suas carências sozinha. Ah, sei lá. Rótulos.
Coisas que eu quero entender:
Por que é sempre a amante que ganha presentes, e não a "oficial"? Porque se a gente for pensar bem, o cara deveria dar muito dinheiro para a oficial, justamente para não levantar suspeitas - no sentido de que ele *ainda* se interessa por ela - e mantê-la ocupada fazendo muitas compras num shopping - pra poder passear à vonts com a "outra".
Outra coisa: se amante é só amante, logo, o cara não vai a festas (aquelas, do trabalho) com ela, não pode ir a restaurantes - principalmente os que seus amigos mais íntimos (e que conhecem a Sra. Oficial) com ela. Ou seja, só pode foder-no-motel-em-horário-que-ninguém-desconfia, *com* ela. Na minha humilde compreensão, a burrice masculina chega em seu ponto máximo, porque ele vai deixar a mulher com que ele mostra para os outros, uma baranga, e a mulher que ele vai apenas comer uma gata. Gata esta que está solteiríssima e que está usando o seu rico dinheirinho para se enfeitar, sair e, consequentemente, doida pra conhecer um guapo solteiro pra ser seu oficial.
Por essas e por outras que eu ainda acho que eu quero ser amante. Ou não... se ele tiver lido este post. E tenho dito. :o)

Ao som de Com açucar, com afeto, de Chico Buarque.

17.11.01

Uma saída de reconhecimento do bairro: quatro meses morando aqui e eu não sabia que tinha uma locadora quase na esquina da minha casa. E boa, o que é melhor. Peguei uns filminhos que não cheiram, nem fedem e também o Clube da Luta, pela quinquagésima nona vez. E, como sempre, fiquei lembrando da primeira vez que assisti, em Minas. Ressacada, depois do maior porre da minha vida (cerveja e cachaça de Sra. do Porto, uma delícia), depois de emporcalhar todinho o banheiro da casa da minha amiga, depois de conversar com a mãe dessa minha amiga e revelar todos os meus podres (e não lembrar de nada, o que é pior), depois de uma série de coisas que eu preferia ter esquecido. Foi um dia perfeito.
Lembrei agora do programão que minha mãe tem para hoje: ir ao bingo. É a lama, é a lama.
Pensando no que fazer hoje. O livrinho idiota está quase acabando, eu ando sem vontade de sair e só tem cerveja pra beber. Alternativa: alugar um filme, pedir uma pizza e só. Acho que o final de semana vai melhorar, enfim. Eu vou tentar (tá?).
Acordei. Mas continuo anestesiada.

Promessa de Ano Novo: não clicarei mais no inbox hoje, não espiarei no "counter" e, principalmente, voltarei a dormir no meu quarto. Nunca mais durmo na sala, ao lado do telefone. Merda, preciso de um drinque.

16.11.01

O blogger engoliu meus posts. Formidável. Turma de "amigos" acaba de sair daqui. Foi legal.
Eu devia ter ido pro Rio. Burra!
Me recuso a gastar dinheiro assistindo A Hora do Rush 2. Não vou, não vou, não vou. Isso é o que se pode chamar de uma proposta indecente. Prefiro mofar aqui em casa, mesmo. PQP, que tédio.
Que seqüência é essa, sô. Isso tudo é muito Front pra mim. Torch, Glory Box e How soon is now?
"There's a club, if you like to go
you could meet somebody who really loves you
so you go, and you stand on your own
and you leave on your own
and you go home, and you cry
and you want to die"
Se naqueles tempos existisse o Portishead, eu provavelmente teria me divertido ainda mais. Glory Box é tudo. Esse CD que eu gravei é tudo.
De vorta. Sem vodka. Vou ficar na cerveja, mesmo. Ouvindo "Torch" e lembrando dos bons tempos. A melhor coisa do mundo era dormir, bêbada, no jardim do Front. Eu costumava chegar cedo (era novinha, uns treze, catorze anos) ao Front (principal casa noturna, digamos, alternativa daqui), convencer os seguranças de que tinha 16 anos, que era a idade mínima permitida, e dançar até começar a ficar zonza com a quantidade de bebida e todo tipo de alucinógenos ingerida. Quando isso acontecia, subia para o terraço, que era um lugar minúsculo onde os casais desenvolviam práticas pouco recomendadas à pré-aborrescente que eu era, deitava nos banquinhos de pedra e dormia, olhando para o céu. Uma noite, tive uma alucinação: eu jurava que um amigo meu estava flutuando sobre a minha cabeça. Acordei assustada e quando percebi, ele estava realmente sobre a minha cabeça. O cara tinha subido no muro do terraço e tentava se equilibrar, com um copo de pipper, aquela bebida verde horrorosa, na mão. O fato é que ele perdeu o equilíbrio justamente quando passava em cima de mim e eu voltei pra casa com um lindo tom esverdeado na roupa. Em outra noite, eu "apaguei" no tal banquinho. Acordei às dez da manhã, rodeada por estranhos. Todos querendo saber o que diabos fazia aquela pirralha dormindo ali. Chovia.
Nesse tempo, minha mãe ainda tentava me controlar e eu tinha que sair pela janela, literalmente. Então, voltava lá pelas seis da manhã e quando ela acordava, me encontrava dormindo com carinha de anjo. Nesse dia, voltei pra casa quase meio dia e acabei tomando a maior "surra" da minha vida. Voou uma panela de pressão na minha cabeça, procês terem uma idéia. Foi a primeira vez que eu saí de casa.
Eu preciso de vodka. Vou até o Extra comprar. Quatro da tarde, já dá pra pensar em me embriagar e dormir. Vou fazer melhor: comprar vodka vagabunda aqui no boteco do seu Luiz. Tudo pra não tirar o carro da garagem. Ah, se eu tivesse uma banheira...
Eu não devia ter ligado. Eu disse que não ia ligar, eu disse que ia me manter forte, eu disse... Eu não tenho palavra. Agora tô aqui, me sentindo um monte de merda porque apesar de eu ter ligado, ele não ficou todo "encantado", não me tratou como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo, não me mimou, enfim. Se ao menos eu não tivesse ligado, posava de forte. A que horas eu desliguei o "foda-se", mesmo?
Meu reino por uma chave de fenda. Consegui consertar a máquina do Rô e agora preciso abrir a minha pra trocar os HD's. E a chave de fenda sumiu. Formidável.
Ei, você. É, você que achou que seria uma boa me deixar aqui sem notícias. Não gostei, porra. Hunfs.
Miss you.
Beijão pra Layla (lindo nome, o seu. A música do "Deus" que tem esse título é fodona), que se "identificou" com o nosso texto forte. Continue nos prestigiando.
Gargalhando do post escatológico da Susie. Cara, foi uma das coisas que me motivou a morar sozinha. Poder vomitar onde e quando eu quisesse. Só não imaginava que fosse vomitar pelos motivos que o fiz, ontem. Foi péssimo. Nunca mais forço a natureza, nunca.

***
Brincadeirinha do destino: acordei cantando essa música, Su.

***
Eu estava pensando em postar algo sobre as buscas do google que caem aqui. É um absurdo, isso está parecendo um blog X-Rated.
Cacete! (Pronto, é agora que o google inteiro baixa aqui.) A galera da repressão saiu e aminha vontade de vomitar passou! Ah, meu, vai se foder! Será que é um processo psíquico-químico? Deve ser. É mais emocionante vomitar com os seus pais em casa. Vai por mim. Caspita.
Música que não sai da minha cabeça: Overkill, do Men at Work.

I can't get to sleep
I think about the implications
Of diving in too deep
And possibly the complications

Especially at night
I worry over situations
I know will be alright
Perahaps its just my imagination

Day after day it reappears
Night after night my heartbeat, shows the fear
Ghosts appear and fade away

Come back another day...
Música que me lembrei assim que me olhei no espelho: "Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada..." Já ouviram essa musiquinha 80's da Gal? É a minha cara... hoje, agora. :op

***

Tô arrasada por simplesmente não conseguir me controlar TODA VEZ que eu bebo (todo mundo é assim, eu sei, mas eu passo dos limites)! É algo como beber e apertar o on dos meus hormônios. E daí, segura, porque a Susie vai fazer besteira. O lado ruim de estar carente é exatamente esse: vc acaba se deixando levar por coisinhas quaisquer que encontra num bar, que vão muito além da vodka (e quanta vodka, meu Deus do céu!).

***
Eu preciso dormir e NÃO CONSIGO! Por peso na consciência; por estar passando mal; por precisar vomitar e meus pais (e a empregada, devo dizer) estarem em casa, e eu ter de fazer uma cara de *nem bebi, meu, relaxa!*. Nunca desejei tanto ser como alguns de meus amigos que moram sozinhos, que podem VOMITAR à vontade no banheiro deles. Diz pra mim: de que adianta ter um banheiro só pra vc, se vc não pode vomitar nele depois de uma bebedeira? De que adianta uma geladeira cheia de garrafas d'água, se vc não pode bebê-las em paz às 9 da manhã - sendo que vc chegou às 5 - porque senão vc corre o risco de escutar algo como *deve ter bebido até! Para estar bebendo água a essa hora...* - o que, na verdade, eu não só corri o risco, mas escutei. Uma merda.
Eu quero beber e não me sentir podre no dia seguinte - moralmente podre, quero dizer. Pior do que a ressaca física - aquela normal - é a ressaca moral. EU NÃO QUERO MAIS MENTIR! EU NÃO QUERO MAIS DIZER QUE EU ESTOU MAL PRA CARALHO PORQUE EU TOMEI VODKA BARATA, MAS SIM DIZER QUE EU TÔ MAL PORQUE EU BEBI MOOOOOOITO, MESMO. Mas eu não posso! Eu não posso! E não poder me dá mais vontade de vomitar ainda!
O povo repressor vai sair daqui a pouco. Eles botando o pé no elevador, eu boto o pé no MEU banheiro e vomito do jeito que eu quiser - e a empregada que se foda, porque não é ela que paga as minhas contas!
Pronto. Disse a frase certa: pagar as contas. Vou começar a pagar as minhas e ter um wc definitivamente SÓ PRA MIM (e pra mais uns amigos, claro, que não vão reclamar se eu vomitar de vez em quando).
Eu quero tanto vomitar, mas eu quero tanto! E o povo repressor não sai de casa logo!... E meus problemas nem de longe estão resolvidos.
Ô vida dura, essa de não poder vomitar... :o(((

15.11.01

É, eu vou sair.
Ligando o "foda-se" e curtindo. Se não tenho nada, não posso perder. Certo?
Why don't you play the game?

Já diz aquela música do Daft Punk...
Tô lindja. Estava lavando o quintal e brincando com as cachorras. Calça pescador (detesto, só uso pra ficar em casa), blusão de moleton velho, velho, velho, havaianas e descabelada. Alguém quer tc?hohohoho
Fim de novembro é sempre assim. Sinto uma saudade inexplicável (ou plenamente explicável) de uma pessoa que nunca mais verei. Aliás, fim do ano é sempre assim. As coisas acontecem sempre no final do ano. Nostalgia pura.
Absurdo
Ligar para o serviço de recados, escutar "você não tem mensagens" e responder "Como não? Por quê? O que eu fiz de errado, me responda?".

14.11.01

Durante o dia, eu vou "passeando" pelo jornal e recebendo bilhetinhos. Os mais variados. Desde nomes de coisas para pesquisar na internet, até e-mails que devem chegar na minha máquina, passando por dúvidas sobre o número de páginas fotolitadas num dia "x" e editais que precisam ser publicados. Como entro mais tarde que a turma do administrativo, eles têm bastante tempo para pensar em coisas para me ocupar durante o dia (além das páginas que tenho que fechar, das pautas que tenho que escolher e das matérias que tenho que, invariavelmente, reescrever). Nos tempos do meu antigo patrão, eu tinha que trazer pedaços de fotolito escondidos na bolsa, para que ele não notasse o desperdicio... Pois bem, eu recebo esses bilhetinhos e vou guardando no bolso, para quando chegar à minha mesa, ler e resolver o que pode ser resolvido. Só que nunca dá tempo e acabo trazendo aquele mooonte de papéis pra casa. Bilhetinho encontrado hoje: "URGENTE. Veja para mim aquele negócio lá do cara. Eu". Caraca, eu não tenho a menor idéia de quem me entregou isso e nem desconfio qual era a tarefa. Segunda-feira eu descubro e tomo esporro, só pra variar.
Puta carência. Essa noite vai ser horrível, eu sei. Net até amanhecer ou sonhos tristes. Ah, como eu queria...
"Raspas e restos". É mais ou menos por aí, mas dane-se.
Cenas estúpidas
Ver minha editora (e todos os jornalistas) chamando o personagem político dessa edição de "homem-bolha". Tudo porque, em um dia meio abobalhado, eu falei que ele era o "homem-bolha" (na foto política, sempre colocamos uma bolinha com uma carinha da figura dentro... o termo pegou). Pior que isso, só quando a foto do FHC com o Malan e o Gregori (se não me engano, eram eles) foi renomeada por mim. Os três patetas.
Combina. Muito.
Cenas ridículas
Sou obrigada a confessar que hoje entrei num site esotérico pra ver se o signo "dele" combina com o meu. Quem é "ele"? Ah, ele sabe.
Cenas absurdas
Toda semana é a mesma coisa. Eu digo que não vou mais sair, eu digo que não vou mais insistir em uma história que nunca deveria ter rolado, mas sempre volto atrás. Tudo bem, posso usar a desculpa de que por um copo de cerveja, faço qualquer negócio. Posso usar a desculpa que minhas amigas me abandonaram (é verdade) e tive que sair com o mala de novo. Posso usar a desculpa que estou carente. Posso usar a desculpa que quem eu quero perto de mim está longe demais. Mas o fato é que NADA desculpa passar a noite inteira convencendo o cara de que eu não sou uma boa garota e não mereço tanta dedicação assim. Passar a noite inteira evitando ser embebedada por um cara que quando encosta em mim, eu sinto arrepios. De nojo. Passar a noite inteira perguntando porque eu estou tentando tanto me punir. Passar a noite inteira me sentindo culpada por ter dado falsas esperanças. Ah, eu tenho que ligar o "foda-se", urgente. Eu mereço.
Chegando em casa com algumas coisinhas pra postar.

Cenas insólitas
Meu carro (verde) coberto por flores (amarelas) na frente do jornal. Premonição sobre o jogo do Brasil? Nããão. Apenas eu tinha lavado o carro hoje, e como tenho que honrar o meu azar característico, caiu o maior pé d'água nessa cidade. Eu mereço.
Um cara de 16 anos no meu icq:
- Oi, Susie. Quantos anos você tem? E de que cidade você tecla?
E eu: - Eu tenho 12 anos e sou de Uraí.
O cara pede autorização e eu recuso. Ele volta para o icq e...
- Engraçado, na sua informação está dizendo que você é de outra cidade.
Então mandei: - Pois é, eu escrevi errado para enganar trouxas.

Bem, acho que ele não entendeu, porque continuou falando comigo...
Cansei do 'papo-aranha', encarnei o Cazé (ou seria Casé - aquele careca idiota, ex-MTV?) e soltei um na cara. Salve a ignore list!

13.11.01

Impressionante como eu tenho me dado bem com o menino do comercial. No começo, eu não conseguia suportar a presença dele na minha sala. Nos esbarravamos a cada três palavras. Agora, conversamos por horas a fio sem discordar (o que é raro, costumo discordar de todo mundo). E o menininho é legal, embora seja meio "pé de alface". Acho que tanto eu quanto ele percebemos que não adiantava nada. Ainda mais agora que estamos todos no mesmo barco, prestes a naufragar. E quando o Caco dizia que o cara era legal, que eu não dava oportunidade para ele ser "amistoso", eu achava ruim. É, eu estou um pouco mais maleável lá no jornal, principalmente com os seres "inferiores". Estagiários, secretárias, auxiliares, tudo. Eu tinha o rei na barriga (confesso!). Ao mesmo tempo, ando a cada dia mais impaciente com a "chefia". Sem saco para aturar aquele bando de exploradores. "Trabalho voluntário". Bah.
"Pequenas porções de ilusão"
Será só isso? Espero que não. Está me fazendo bem demais.
Baby...
Eu devia chorar, mas só consigo rir:
umamigo (ICQ#xxxxxxxxxxx) Wrote:
so que quanto mais demorar-mos mais tarde terminare-mos
Que blog abandonado, sô. Sem vontade de postar. Tô moooole...

12.11.01

Só dei o "post & publish". Esse post estava pendurado aqui, tive que sair correndo pra refazer os fotolitos. O melhor? O celular tocou.
Nesse final de semana eu aproveitei pra reler um "pocket book" comprado na farmácia (eu juro, a farmácia possuía títulos excelentes) de Macbeth. Na verdade, é uma bela porcaria. Traduzido (pessimamente) e "encenado", ou seja, perdeu todo o lirismo que caracteriza a estória. Mas percebi mais algumas características de Lady Macbeth. Eu não tenho sido tão ela assim, no fim das contas. Melhorei. Ela era péssima.
Coisas que eu não suporto II, a missão:

Mails de gente chata. No geral são piadas idiotas, correntes nonsense dizendo que 'São Balduíno das Cabines vai te ajudar a ter um marido que dê no couro 5 vezes por dia, fazendo você ter orgasmos múltiplos, caso você repasse o e-mail para todas as vítimas do atentado terrorista nos EUA', ou ainda aquelas pessoas que você simplesmente acha um porre, mas que te adoram e resolvem 'contar as novidades' em 500 linhas.
Ê, lasqueira... conversas que dariam um texto fortíssimo e eu travada. Ainda me livro desses preconceitos bobos. (pensando nas três páginas que prometi fechar em casa, pra adiantar o serviço de quarta-feira e sair cedo, que eu também sou gente)
Alguém tem alguma sugestão de "temática"? Comportamento, turismo e informática são os temas. Falta o conteúdo.
Coisas que eu não suporto:

Idiotas de 19 anos falando asneira no meu icq. Ninguém merece.
Minha primeira vez foi boa. A única coisa que me deixou frustrada foi esse lance do "Se você quer ser minha namorada" que não rolou. Pior é que até hoje eu não fui digna de tais palavras...
Vou deixar isso pra lá antes que eu comece a chorar.
Voltando, sem muita paciência pra escrever, mas vai assim mesmo. Primeira vez lembra "Para uma menina como uma flor", Vinícius, também. E foi bom. Ainda tenho a agenda em que o "escolhido" escreveu esse texto para mim, em três páginas inteiras. Lembro que lia diariamente e chorava (mania que adolescente tem de chorar até quando está feliz). Mas eu realmente não estava preparada. Eu ainda brincava de bonecas! De certa forma, isso contribuiu pra me afastar ainda mais da turminha da minha idade. Eu já era meio "excluída", meio "diferente", e isso piorou as coisas. Eu não tinha mais nada em comum com aquelas idiotinhas, sabe? Enfim, agora já foi.
Logo mais eu comento o seu post, Susie, sobre a música Cigano (engraçado, escutei essa música no sábado e... ai, ai...) e, principalmente, sobre primeira vez. Arrependimentos não cabem, mas se a gente pudesse fazer tudo de uma outra forma, talvez... sei lá, acho que eu faria diferente. Vou pro banho e volto já.
Engraçado com o tempo passa, mas os mesmos problemas voltam a acontecer, ainda que sob outros formatos. Há duas semanas, estou doida pra ir pros embalos de sábado, mas, sem companhia, me enterro aqui. E, na hora de pinçar uma frase do meu diário, olha só o que eu encontro:
"Agora estou morrendo de raiva da minha mãe porque ela não quer me deixar ir assistir embalos de sábado à noite."

11.11.01

Um dia (eu devia ter uns 18, 19 anos) eu disse que eu só ia dar para o cara que cantasse "Se você quer ser minha namorada", do Vinícius de Moraes, pra mim.
Antes eu pudesse dizer "dito e feito"...
Eu acabei sendo um pouco mais acessível: Samurai, Oceano, Cigano (e outras coisinhas - mas sem querer desmerecer Djavan) bastaram para eu deixar de ser virgem (aos 21).
Não me arrependo, não. Mas hoje eu estou me sentindo auto sabotada.
Right, logo passa!

Bem, fui até o boteco. A vizinhança em peso (eu nem sabia que rolava esse tipo de integração aqui, sou meio bicho do mato), o "coisa boa" e amigos, a irmã do "coisa boa", os fofoqueiros do corticinho, o vizinho novo (um doce de pessoa) com a esposa, o vizinho da frente, aquele que se disfarça de vaso e os meninos da pizzaria. Todos reunidos cantando "Saudosa maloca". Entrei meio "na moita", pedi uma coca dois litros pro seu Luiz e logo o vizinho novo veio puxar conversa. Me ofereceu uma cerveja (kaiser, argh) e eu aceitei. Fiquei uma meia hora por lá, acho. Aí lembrei que tinha esquecido meu celular em casa e voltei. Mas foi bom, eles são divertidinhos (mesmo os fofoqueiros) e eu adoro fazer coisas diferentes. Sem contar que a ressaca praticamente passou. Parei de tremer, só a cabeça ainda dói.

-x-x-x-x-

Nas minhas noitadas insones, topei com o blog da Vanessa M., o Morfina. Gostei do conteúdo, a menina é super divertida. Vale a pena "viciar" em morfina.
Bonito, bonito. Gostaram do meu "sobrenome", Creedance? hehehe
Putz. Chove pra caramba por aqui (uma delícia) e eu estou ouvindo um sambinha daqueles dignos de Rio de Janeiro. Acho que é no boteco aqui do lado. Vou lá dar uma espiada.
Aplausos pro Dê, que ligou hoje para perguntar se a ressaca estava brava e foi obrigado a escutar todas as minhas opiniões sobre relacionamentos virtuais. É, ele "casou" com uma mulher 15 anos mais velha que ele. Conheceu na internet.
E eu que não acreditava nisso...hahahahaha
Saldo da noite de ontem (conclusão óbvia):
Eles não querem conhecer, querem beijar, abraçar, beijar, agarrar, enfim, essas coisinhas básicas que qualquer mulher prefere com muita conversa antes.
Lembro vagamente de um telefonema da minha mãe às quatro da matina. A louca perdeu a chave da casa dela e precisou usar a minha (que por sorte estava no carro). Passou lá no boteco pra buscar. Olhou pra minha cara e perguntou: "Você bebeu?". (pausa para o pensamentozinho podre "não, mãe, essa cara de idiota é hereditária") Respondi: "muito". Ela: "percebe-se". Pombas, o que ela pensava que eu estava fazendo num boteco até quase cinco da manhã? Jogando buraco? Dominó?
Esqueci de falar da ressaca. Acordei com um bate-estacas na cabeça. Parece que a reforma na casa do vizinho "coisa-boa" invadiu minha cabeça. Minhas mãos ainda tremem.
Aparentemente, eu sobrevivi. Foi boa a bebemoração. Fui com um amiga lá pelas nove da noite e logo o resto do povo começou a chegar. O resto da noite está meio borrado, não sei pq... aqueles velhos problemas de memória. Lá pelas quatro e meia, viemos todos aqui pra casa, comemos bugigangas (pão com peito de peru, torradas com requeijão light, coca-cola, bolo de laranja... argh) e bebemos mais um pouco.
Não vi a hora em que todos foram embora. Bem, quase todos. Acordei ao meio dia com o barulho da chuva na janela. Lindo dia, hoje. Adoro dias de chuva.
Cena inesquecível: Lu, Pa, LMB e Van amontoados em cima de uma cama de solteiro. Bêbados.

10.11.01

Vai ser rápido porque eu já deveria estar prontinha pra sair. A bebemoração começa às nove, sem hora pra terminar. O Lu vem (oba!) e o Alê e a Clau, não (hunfs). Vou dormir na sarjeta, acho. Mas vai ser bom. Temo que seja bom demais. Ai, ai, ai, ai, ai. Depois, pelo menos uns três ou quatro vêm dormir aqui no albergue. Quero ver acomodar todo mundo...hohohoho
Abasteci a geladeira para a "ressurreição": água de côco, chá mate com limão, coca-cola, melancia e dois vidrinhos de neosaldina. A noite promete.

Falta você, Baby.
Não bastasse estar enterrada em casa há mais de uma semana, ainda vou ficar olhando alguém teclar? Me poupe!
Então, nem vem. Fico eu teclando!
Mais uma do diário: "Aqui é o único lugar que tenho pra desabafar."
Sem muita vontade de postar hoje. Talvez mais tarde, antes da "grande festa". Sem ânimo até pra isso. Que graça vai ter, se a única pessoa que eu queria aqui não vai estar?
Olha só! Nosso número de visitantes está aumentando. E, como sempre, as mulheres saem na frente. Beijinhos pra Sylvia e pra Cristiana que mandaram mails pra gente dizendo que o Texto Forte já está entre seus favoritos. :o) Muito obrigada!

9.11.01

04 e 20 da madrugada e eu insone. Queria que alguém me dissesse "sossega, Lady, eu tô aqui". Mas não tem ninguém e isso é foda.
Áries
Abra um tempo em sua agenda para dedicar-se a fazer absolutamente nada, um tempo consagrado a não esperar resultado algum dos acontecimentos, um tempo sagrado, onde sua alma contemple o que a vida quer transmitir.
O que mais tenho feito??? Ou, pior:
AFETOS: Momento de realizar profundas contemplações da verdade para que disso surjam os sentimentos esquecidos em algum lugar do coração.
Fui procurar Marina Ferreira no Google, olha no que deu:
... Ferreira, que saudade! Deixa eu beijar teus lábios!" E eu: "Que lábios, Marina?
Ferreira não tem mais lábios. Ambos são transplantados

Eu deveria estar feliz, caramba!
"Depois de eu namorar o Osmar e o César eu fiquei com fama de quem só namora PATO."
Isso, aos 15. Aos 35, teve pato maior ainda... Ai, ai.
Ah, o icq... (revelando a face oculta de uma blogueira)
Lady Macbeth wrote:
Porra, eu tava passando as compras e tirando onda com a cara do caixa (que errou umas coisas), ele chegou pra me vender um cartão de crédito do Extra. Começou a explicar o que era o cartão e eu rindo do caixa. Aí ele começou a zoar o cara tb. Nisso, ele viu uma pizza no meu carrinho e começou "meu, vc vai comprar essa pizza? Não acredito, eu AMO essa pizza". Tudo bem. Aí ele viu uma melancia e falou "não, ah, não. Você é minha alma gêmea, eu adoro melancia". E se pôs a contar uma história de infância envolvendo melancias. No fim das contas, ele se despediu (satisfeito por conseguir vender o cartão) e disse "então tá, mais tarde eu te ligo pra combinar quando vamos comer a pizza juntos". Eu ri. E não é que o cara ligou mesmo, no meio da tarde? (gargalhando)
Pois é, ligou e perguntou pra quando era a pizza. Falou que traria os vinhos e um filminho. E completou dizendo que ainda ia casar comigo. (gargalhando desbragadamente)
Eu disse pra ele que era casada e tinha quatro filhos.

Eu mereço.

Meu "zorósco" de hoje
Talvez você esteja enfrentando o caos, mas será para impor uma nova ordem na sua vida, e muito melhor do que a já existente. Dica do dia: Não meta os pés pelas mãos no seu trabalho. Cuidado com as emoções impulsivas, pense antes de agir.

Se eu tivesse lido antes de sair de casa, talvez sentisse uma dor de barriga súbita e resolvesse não vir pro jornal. Enfim, eu ia ter que encarar a coisa qualquer dia. O fato é que o Lu foi mandado embora. Cheguei super animada e encontrei com ele saindo, já. Chorei, chorei, chorei. Além de ser um amigo super querido, eu vou me ferrar um pouquinho mais em serviço. Já quase não estou sobrecarregada, né? É foda. Vontade de dar um tiro. O cara é arrimo de família, porraaaaaaa.
Depois conto do supermercado. Fui às compras hoje. Segui os conselhos do Baby e comprei o Nissim cremoso. Vamos ver que bicho dá. (Saudades, Baby)
Ah, já ia me esquecendo. Sonhei com o casadinho. E que sonho, diga-se de passagem. No sonho, ele me dizia que estava "sozinho" e me dava um beijo. O resto? Ah, deixa pra lá.
Deve ser por causa de amanhã. Ele vai estar lá e eu não vou poder beber tanto qaunto gostaria (é uma história mal resolvida, se eu beber, faço merda). Mas que ele é gostosinho, ah, isso é.
Como diria uma amiga minha, eu tô muito galinha. Galinha? Galinha? Com essa idade, ser chamada de galinha? Se fosse vaca, puta, bisca, qualquer coisa, tudo bem. Mas galinha? Galinha eu era aos 14, 15 anos. Quer dizer, eu não era. Eu deveria ter sido.
Pior de tudo é sonhar com um, paquerar outro, sair com outro e não tirar uma pessoa que nem conheço do pensamento. (sei que vou "ouvir" por conta desse post, mas eu precisava contar)
Nem sei por onde começo. Primeiro, ontem, teve A VOZ. É, uma voz maravilhosa do suporte técnico da agência. Conversamos ("digita ip config no prompt", "Ahn... e aí?", "Me fala o que tá escrito", "200.22&*^&$^&*") coisas ultra românticas. O problema foi resolvido e o cara não desligava mais. Eu, passando mal, fazendo mímica pra editora pra explicar a minha cara de boba, informando que a voz do cara era tudo e ela gritando "Eu quero ouvir, eu quero ouvir", enfim, maior mico. Depois de uns cinco minutos em que ele perguntou DE TUDO sobre o acesso, se o problema aparecia quando eu acessava a agência ou depois, quando tentava entrar nos serviços (coisa absolutamente desnecessária, já que o problema tinha sido resolvido), ele fala "sabe o que é, eu não estou com vontade nenhuma de desligar... adorei sua voz e ficaria conversando com você a noite toda". E eu respondi " é, também adorei a sua". (hahahahahahaha... quem diria, EU falando isso) Despedida: "Tá bem, LMB, espero que você tenha outros problemas com a agência, só pra me ligar de novo."
Lá pelas dez da noite, P*inho liga, pra me dar parabéns atrasado e se convidar pra passar férias em janeiro na minha casa . Me fiz de desentendida. Quero enterrar o passado. (um brinde à minha força de vontade)
Força positiva aos amigos!

Nossa (minha e de mais duas amigas pokemonzinhas) tática deu certo. Aproveitamos a deixa que nosso amigo deu fazendo um jantar na casa dele - pra gente e pra gatinha dele, que ele não tinha ficado *ainda* - e acendemos velas, colocamos uma trilha sonora romântica *bááááásica* - The Corrs, pra ser mais exata - comemos rapidinho, demos uma geral *the flash* na cozinha e saímos.
Hoje, logo cedo - bem mais cedo do que ele imaginava, aliás (hoho) - ligamos pra ele pra saber dos *progressos*. E então, tivemos a resposta esperada: "Sim, nós ficamos! E foi muito bom".

UHHUUUUU!!! *Susie, a cupida, muito feliz*

8.11.01

Quando Macbeth me apresentou ao Blog, disse que era como um diário. Lembrei do meu, escrito durante a infância, e de onde pretendo garimpar frases pra colocar aqui.
A primeira:
"Quem ler esse diário escondido me odeia"

Tenho um montão de coisas para postar. Vou ver se dá pra colocar alguma coisa hoje.

Tolerância menos quatro.

7.11.01

Eu juro pra vocês que eu queria estar super de bom humor pra postar alguma coisa útil aqui (aliás, como vcs podem ver, a minha felicidade durou pouco). Mas não rola, o meu estado decadente está me permitindo, no máximo, postar uma msg que eu acabei de receber no icq (vinda de um babaca com com menos de 2 neurônios) perguntando se eu curto sexo pelo telefone.
A minha resposta?
"Não. Eu curto sexo, mesmo. Pele na pele, olho no olho, pau na buceta. Esse negócio de telefone é só no 0800".
...
tolerância zero. Sorry.
Ainda no jornal. Tive uma conversa com minha editora, agora. Eu preciso de um EMPREGO com urgência. Cansada, cansada.
Gol do Brasil, não comemoro. Outras épocas, estaria comendo pipoca em meio à bagunça. Não gosto tanto assim de pipoca, mas a bagunça faz falta. Todo mundo amando. Questão de tempo, a coleira vai "cantar", já que tô sorrindo pra qualquer rabo que abane. Não vai ser fácil. Já não tenho dono.
Eu não sei que nhaca eu ando fazendo que meus posts editados são publicados duas vezes. Burrice, creio. Bom, só passei pra ver se tinha algo de novo no front. Estou na correria. See ya.
Beijão pra Cris, que leu o nosso Texto Forte e gostou. Ficamos devendo o link pro blog dela (se ela mandar, a gente coloca depois).

Susie, Barbie, Lady Macbeth e Marina Ferreira

6.11.01

Parei! Banho e cama, mesmo que eu não durma.
Só um último cliquezinho no inbox...
Mais uma de hoje:
- "Esse bebê lindo que está na foto sobre a sua mesa é seu, Lady?"
- "Filha do meu patrão. Eu vendi para os iugoslavos."
(Olhos arregalados de espanto, acreditando. Minha fama já se espalhou.)
Malditos meios de comunicação. Maldita internet. Maldito mundo real. Eu ainda sou mais a era dos tambores. Sem enganos, sem promessas, apenas um som (quase a batida de um coração) que informa, sem palavras, o que é perguntado. Duro golpe, esse. Também, a idéia foi minha. Quem mandou passar o número? Agora, cada vez que toca o celular, o coração dispara, as pernas tremem e a barriga começa a doer. Maldita vontade!
Horas e horas tentando achar a entrada disso aqui. Só depois, fui ler as boas vindas. Obrigada pela recepção, meninas!
Saudades do Baby. Simples assim.
O telefone toca. Atendo, ninguém responde. Desligam.
Ele ficou de ligar bem mais cedo pra tomar um chope, agora não vou mais. Toca logo, pra eu poder ir tomar banho!!! Nada. Será que ele não gostou da minha voz? Gostaria dos meus cabelos? Bah, pouco importa. Não acordei muito a fim de ir encontrar quem nunca vi. Mas, porra, caralho, era pra ligar! Pelo menos não ia ficar com essa cara de quem fez xixi na fralda. Acho que não dei atenção suficiente a ele, ontem, no telefone. Também, estava no trabalho. O que foi mesmo que falei? Que tom usei? Como o tratei? Será que fui seca? Vai ver, ligou só pra dizer que não tinha encontrado ninguém em casa e quebrou a cara. Isso, junto com a velha história do celular na caixa postal, dá samba... Chega, esquece o desligado.
Nada de telefone.
Já sei! Ele, só pra ouvir a minha voz. Ou, melhor, querendo voltar, dizendo que foi tudo um engano. E foi mesmo!!!!! Nem pensar. Mas que faria bem pro ego, faria. Um redondo e sonoro não. Não, não.
Alguém passa a mão no telefone, disca o meu número por engano, e eu fico aqui, na maior elucubração.
-"Alô."
-"Quem fala?"
- "Eu."
- "Oi, Lady, como estão as coisas?"
- "Estavam bem até agora."
- "Nossa, quanto ódio nesse seu coraçãozinho!"
- "Coloque-se no meu lugar por um dia sequer e tente sorrir, fingindo que nada aconteceu. Eu já tentei. Mas com você não funciona. Corre o risco de ter uma paralisia, querido."
- "O que eu te fiz?"
- "Não, você não fez. O seu problema foi esse, aliás. Foi esperar demais que eu fizesse alguma coisa, foi deixar esse seu mundinho de fantasia invadir a minha vida e arrebentar os meus planos. Não foi seu egoísmo, foi a minha burrice."
- "Eu, hein. Eu ia sugerir um chope pra comemorar seu aniversário..."
- "Não se arrisque. A menos que você garanta que não há nenhum objeto cortante por perto, é melhor não se encontrar comigo tão cedo."
- "Então, tá. Vou ver se a &%^$%&%& quer ir comigo."
- "Isso. Aproveite e suma da minha vida de uma vez."
Susie, você deveria dividir sua felicidade conosco. Ao menos uma de nós (antigo trio, atual quarteto) tem algo de bom pra contar.
Dia péssimo por aqui. Nos sacanearam feio (horas extras. Muitas delas) e eu não tenho vontade nenhuma de voltar pra cá amanhã. Pra piorar, tô sem editora hoje, fechando o jornaleco sozinha e cansada, muito cansada. Almocei um yakult, por absoluta falta de tempo. Alguém quer uma dose de ira (na veia)?
Oi, gente!
Tô tão feliz, tão feliz, mas tão feliz que vocês nem sabem!
Mas eu só passei aqui mesmo pra dar boas vindas para a nossa mais nova integrante. Beijinho, Marina! Solte o seu texto. :o)
Se eu ganhasse um centavo a cada clique no "inbox", estaria financiando ataques terroristas, a essa altura.

Acho que preciso de uma noite do "bang-bang" pra aliviar.
Começa hoje o julgamento daqueles menininhos (coitadinhos deles!) que mataram aquele índio horroroso. É, não duvidem, mais alguns dias e a imprensa (e conseqüentemente, a população) vai estar pensando assim sobre o caso. Afinal de contas, o índio que morreu não tinha dinheiro, não tinha influência política, e não fazia parte do jogo de poder que impera aqui no Brasil. Pra melhorar, a juíza encarregada do caso (que se manifestou favorável aos assassinos) ainda tentou tirar a decisão da mão de jurados (e ter o poder de dar o veredicto ela). Eu não entendo lhufas de direito, mas sei quando uma coisa tá cheirando (e forte) a sacanagem.
Concordo que os "pobres meninos" poderiam não ter intenção de matar o índio, mas, no mínimo, eles tinham um senso de humor deturpado e devem, sim, ser punidos com rigor. Não eram mais crianças, sabiam o que estava fazendo e deveriam saber as possíveis conseqüências da brincadeirinha idiota.

Não tem nada a ver, mas é que eu estou indignada.
"Vou desligar, não me ligue mais. A obrigação da sua voz é estar aqui".
(Droga)

5.11.01

"Entrada triunfal" ou saída fenomenal? Estou entrando! Pra vida! Ainda tenho muito pra contar.
Lendo e relendo a "entrada triunfal" de Marina Ferreira. Como viram, a mulher tá cheia de gás. E que gás. Sufocante e doloroso, mas bom pra acordar. É como um tapa na cara bem dado, como um chute na canela com bico fino.
É grande imprudência
engravidar aos quarenta.
O corpo está cansado;
e cansada a paciência

- Mau berço para a criança!

Hora ruim pra boa hora.
o relógio bate já o tempo
da infertilidade.
É inverno da carne, agora

- Mau leite para a criança!

Como gerar num útero
onde nada mais gruda?
Menopausa estéril;
sexo infrutífero.

- Mau sangue para a criança!

E minhas bandeiras rotas
os meus sonhos vencidos,
as cicatrizes, velhos
troféus das derrotas

- Má fralda para a criança!

A voz já não tem hinos,
tem lamentos, choros,
ladainhas tristes
sobre o destino,

- Mau canto para a criança!

Este filho inconcebível
tem a força de um milagre.
Uma árvore morta
dá um fruto impossível

Seu berço é uma ferida;
o leite, amargo; o sangue, azedo;
os panos, podres e o canto, choro.
Morte cercando a vida.


A ciência triste
dos lobos lógicos e dos
ratos sensatos, decreta-me:
não existe!

O bom-senso ajuizado
prepara a sua cova.
no deserto da lucidez
deve ser sepultado

Mas aos sábios oniscientes
opõe-se o insuspeitado:
a fêmea por sua cria,
é só urros, unha e dentes

Há um filho em mim,
que lateja e mexe carnes.
Me devolve ao começo,
me retira do fim.

- O berço desta criança!


Um filho que se alimenta
de um encontro inesperado
entre distância e carinho,
entre bonança e tormenta.

- É o leite desta criança!

Um feto, não um projeto
de régua, esquadro e lápis.
feito de sonho e de música,
um abstrato concreto.

- O sangue desta criança!


Uma bandeira valente,
derrotada e ainda ao vento.
um pavilhão do passado,
sobrevivendo ao presente.

- A fralda desta criança!

Um grito que não se cala,
mas se torna sereno,
por ser ouvido, arar almas
e lhes semear a fala.

- O canto desta criança!

Estou grávido de um amor
que nem sei se vai parir:
se nasce morto, aleijado;
ou se o mata o temor.


Mas é meu filho querido:
um pedaço morto,
que você fecundou,
e passou a ter sentido .

Engravidei aos quarenta,
cometi a imprudência.
e te deixei penetrar
minha carne sedenta.

E agora prenhe e viva,
ela se move e me salta,
crescendo hora após hora
numa inchação progressiva.

Estou encantado e sorrindo
um idiota perfeito,
sob o desprezo dos sãos,
vivo a loucura do lindo!

Com amor,

Fulano.
E vou pra casa, que eu não sou de ferro. O e-mail esperado chegou. Ai, ai, ai, ai. (ridículo, mas eu suspirei, mesmo)
Huhhhhhhh... Marina Ferreira! Eu ainda não publiquei a carta, ela vai hoje à noite. O Título? Carta-bomba, claro. Seja bem vinda, doida. Solte todos os seus textos-fortes aqui.
Acabei de chegar, e estou encantada com o convite, mas ainda perdida. Como viram (viram?) ando revoltada. Macbeth (eu dispenso o Lady porque conheço a figura) disse que ia publicar. Não encontrei. Bom, também não queria ler o que já sei decor. Pela manhã acordei cheia de idéias pra colocar aqui, mas o dia cheio me fez perder as melhores frases. Amanhã eu anoto, juro! Tenho acordado inspirada e revoltada!
No jornal, ainda. O humor melhorou um pouquinho. Só um pouquinho. *pensando em coisinhas*
No jornal. Hoje acabo cedo, acho.
Barbie, a historinha mexeu comigo, confesso. Mexeu com coisas que estavam bem enterradas aqui dentro, especialmente hoje. Crescer é complicado, né? Perder as ilusões, mais ainda. Mas a gente sobrevive, sempre. Há uns 15 anos, eu provavelmente ganharia uma Barbie hoje (rindo). E como curti, como eu aproveitei cada minuto da minha infância e depois da minha adolescência. E como essa "historinha" retrata tudo isso com perfeição. Tudo, todos os malditos detalhes.

4.11.01

Era uma vez uma menininha nascida classe média numa sociedade machista. Quando tinha apenas três anos de idade, seus pais e babás a berçavam contando historinhas de príncipes e princesas, os tais "contos de fadas". Sabia todos os finais felizes de Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida, Rapunzel, A Bela e a Fera, mas todas as noites as historinhas ( que na época eram "e"storinhas) se repetiam e a menininha tinha sonhos maravilhosos, coloridos, brilhantes e glamourosos! Não preciso dizer que ela sonhava um dia virar uma bela princesa cor-de-rosa, encontrar e casar com o seu príncipe indefectível, ter muitos filhos e ser "feliz para sempre".

Um pouco mais velhinha, já lá com os seus quatro anos de idade, a menininha ganhou uma boneca chamada "Meu Bebê" de seus pais. Era uma bonecona com corpo de espuma dura, membros e cabeça de plástico e alguns fiozinhos amarradinhos com uma fitinha rosa na cabeça. O vestido da boneca também era rosinha. Rosa-bebê. Resumindo, uma boneca horrível, que ainda tinha um furo na boca pra vc colocar o dedinho dela ou o bico de uma mamadeira de mentira. Mas a menininha adorava o "Seu Bebê". Dava papinha, mamadeira e até reproduzia os "contos de fadas" quando o colocava no berço. Só não dava banho no bebê por causa daquele corpão de espuma. Não é de se estranhar, portanto, que a menininha sonhasse em ter um bebê de verdade, no qual ela pudesse até dar banho.
A Bela Adormecida também teve filhos e foi "feliz para sempre".

Já aos cinco anos de idade, quase uma mocinha, ela ganhou uma Barbie de aniversário. O nome oficial da Barbie era "Barbie Inverno", pois ela vinha de casaco de pele, boina e botas.Mas a menininha achou que o nome "Jill" ( como a heroína loira do seriado "As 3 Panteras") combinaria mais com o seu look de "hemisfério norte". Depois da Jill, a menininha não passava um aniversário, Dia das Crianças ou Natal sem ganhar Barbies de seus pais e padrinhos. Teve Barbie Gala, Barbie Hawaii, Barbie Ciclista, Barbie Noiva, Barbie Face ( que era só uma cabeçona pra testar diferentes tipos de maquiagem) e todas os "apetrechos Barbie", como o carro da Barbie, que a Estrela lançava no mercado. Tudo devidamente muito cor-de-rosa, bem menininha!

No início, ela gostava de pentear as Barbies, vestí-las ricamente e inventar os enredos mais "princesísticos" para as suas brincadeiras. Um dia, o primo da menininha esqueceu o Falcon na casa dela, e logo ela improvisou um namorado de uma semana para a sua dúzia de Barbies. As suas princesas teriam que disputar o príncipe a laço pra ver quem ficaria com ele no fim da história. Geralmente quem ganhava a parada era a Barbie Gala, que era a mais nova e bonita como a Cinderela!

Depois, veio o Bob, a versão masculina da Barbie ( e provavelmente gay, mas disso a menininha não sabia na época). O Bob vinha com uma cueca "Zorba" de plástico irremovível por debaixo das roupas, enquanto a Barbie vinha com os seios e genitália exposta. E todinha depilada! Parecia uma dessas strippers americanas que aparecem no programa "Sexytime" do canal Multishow: loira, peitudona, "raspadinha", descadeirada, maquiadérrima e cheia de laquê para segurar o topete. Obviamente, o Bob da menininha não segurou a sua libido e traçou todas as Barbies, até a Jill que já tava velhinha. Só não quis comer a Barbie Face porque ela era "muito cabeça"( ou só cabeça) pra ele!

A meninha, então com oito ou nove anos de idade, não era nenhuma tarada sexual , mas gostava de reproduzir, além dos contos de fadas, as cenas calientes de novelas e filmes que via na tevê . As atrizes muitas vezes pareciam-se muito com suas Barbies. A Brooke Shields, no filme "A Lagoa Azul", era a cara da sua Barbie Hawaii. E as cenas tórridas do filme eram representadas por Barbie e Bob no bidê ( que não era azul, mas quando cheio d'água parecia uma lagoa) do seu banheiro.

Chega de Barbies. Quando a menininha completou os seus dez anos de idade, surgiu uma nova princesa na sua vida: a XUXA. A Xuxa era muito mais virtualmente real do que as princesas que já tinham brincado com a sua imaginação. Ela era linda, boazinha e adorava crianças.Tinha até uma marca de brinquedos para que cada criança pudesse ter a sua própria Xuxinha em casa! Ela "cantava", dançava, apresentava brincadeiras e desenhos e ainda interagia com personagens engraçadas- um anão vestido de tartaruga e um cara fantasiado de mosquito da dengue. Ela tinha o maior carisma, recebia milhares de cartas por dia. Devia receber milhares de cruzeiros, cruzados e cruzados novos também , pois em pouco tempo ela ficou mais rica que uma verdadeira princesa. Ficou rica como uma Rainha. Ela se auto-denominou a "Rainha dos Baixinhos", mas o pai da menininha adorava assistir a seus programas; ele só não curtia quando a Xuxa, do alto das suas longas botas de vinil vermelho, chamava os desenhos. A menininha vibrava, principalmente quando se tratava de um desenho da She-Ra, a irmã do He-Man que, coincidentemente, também era uma princesa. Era uma "princesa guerreira" no tempo em que as princesas guerreiras não eram um símbolo * lésbico*.

A menininha cresceu e virou uma pré-adolescente desengonçada, cheia de espinhas e complexos. Assistiu a vários filmes como "Xanadu" (com Olivia Newton John), "Uma Linda Mulher" (com a Julia Roberts e Richard Gere), "Splash- uma linda sereia" (com Daryl Hannah e Tom Hanks),"Flash Dance", "Ghost" ( com a Demi Moore), "Dirty Dancing" ( Patrick Swayze) e várias outras porcarias que a faziam sonhar e acreditar em príncipes, princesas, amor, casamento, filhos e felizes para sempre.

No auge da sua adolescência, já com peitos e pêlos pubianos, a menininha- que já não era mais tão menininha assim- seguia "Barrados no Baile", lia Capricho, e babava na perfeição das Top Models da época. Odiava o seu cabelo porque não era igual ao da Cindy Crawford e gostava quando diziam que tinha os olhos da Linda Evangelista. Só estranhou quando a Naomi Campbell apareceu majestosamente negona nas páginas da sua revista mensal. Como assim? As princesas dos contos de fadas eram loiras como Cinderela ou no máximo ruivas como a Bela. As apresentadoras de programas infantis eram todas loiras, com exceção da Mara Maravilha, que por falta de tintura no cabelo, ficou pouquíssimo tempo no ar. As Barbies eram todas loiras, sem exceção. "Uma negra poderia virar princesa?"- se perguntava a menininha na época.

Seus príncipes? Quando era pequena, a menininha se encantava com todos os menininhos de olhos verdes com carinha de bobo (e o Luciano do "Trem da Alegria") . No começo da adolescência, apaixounou-se por todos os meninos "colírios" da Capricho, Brandon Walsh e Axl Rose. Já lá pelos quinze anos, o Dylan substitiuiu o Brandon, o Jim Morrison substituiu o Axl e todo carinha com estilinho "bad boy" já chamava mais a sua atenção. Os vilões substituíam os príncipes, mas eram igualmente lindos, cobiçados e idealizados. Alguns de tão idelizados já estavam até mortos. E a menininha sonhava com eles mesmo assim, perfeitos nas suas imagens congeladas, midiatizadas e mitificadas.


A menininha cresceu. Teve vários namorados. Teve momentos felizes e algumas decepções. Foi traída e traiu. Traiu e foi traída.Foi magoada. Perdeu a virgindade e não gozou no final. Foi aprender a gozar com um homem que não amava. Amou um homem que, exatamanete como o Bob das suas Barbies, não se contentava com uma só mulher.
Ela perdeu alguns sonhos no caminho. Não encontrou o príncipe encantado e descobriu que não poderia ser "feliz para sempre".
Vive em conflitos existenciais. Um dia pensa em não se casar e depender de marido. Quer ser uma profissional liberal bem-sucedida, não quer mais ter filhos para poder viajar o mundo todo e conhecer muitas coisas e pessoas interessantes. Noutro dia, quer encontrar "o homem da sua vida". Quer alguém que a ame muito, lhe dê segurança, proteção e um lindo bebê de bochechas rosadas.
Foi treinada e condicionada para ser princesa e acabou se tornando uma mulher de carne, osso e hormônios.

E eu não tenho nada a ver com isso...só achei que a historinha daria um post legal ;-)

Ele: Sua maconheeeeeira! (meio que tirando um sarro)
Ela: Sou mesmo, e daí? Quer que eu diga que 'não, eu apenas fumo maconha'? Hipocrisia é uma coisa que passa bem longe de mim. De mais a mais, eu posso fumar dois, três, quinhentos, até mil, não importa, eu vou estar sempre fumando um. Bobinho.
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Date/Time of Posting: Nov 02 2001 / 16:12:34
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name = Henrique Zaro
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comments = quero foder todos vcs


Certas coisas merecem uma resposta a altura:

Henrique, querido. Queríamos agradecer a oferta, mas nós, mulheres texto forte, somos muito bem resolvidas e não estamos interessadas neste tipo de proposta.

Sinceramente,

Barbie, Lady Macbeth e Susie.
Coisas que recebo via icq:
LMB: me conta da noitada de ontem.
Amiga-carioca-"franga"-atiradora: você perdeu. O Bambi deu show.
LMB: Que bambi?
Amiga: um cara com quem a censurado passou a tarde de sexta conversando na net. Aí combinaram de sair. lá fui eu, junto. Ele contou de uma amizade maravilhosa com um amigO, ela estranhou. Aí ele queria sair com a irmã junto... Uma história confusa... Sei que ela falou que ele tinha voz de bambi no tel... Saímos. depois ela falou que ele ficou interessadíssimo no anel dela. Se não me engana a bebedeira, pediu até pra experimentar.

Esses são meus relacionamentos.
Caio Blat é tudo, Susie. Uma coisinha fofa, dá vontade de colocar no colo.
Eu queria telefonar, queria ouvir a voz, queria conversar. Queria falar, nem que fosse só um "oi". Mas eu não queria atrapalhar, eu não queria dar mole demais, eu não queria me ver "fraca", sem resistência. Então fiquei aqui no sofá, debaixo das cobertas, só pensando. Vai ser uma longa noite nesse sofá.
Água de côco (acento diferencial... isso ainda existe?), Red hot e dia frio me lembram praia. Me lembram a adolescência e as dúvidas todas que eu tinha na época. Engraçado, elas ainda existem.
Queria que essa semana acabasse logo. O sábado vai ser ótimo, acho. Ou estranho, sei lá. Vai ser estranho olhar para todas aquelas pessoas e pensar "o que esse bando está fazendo aqui? Quem sou? Onde estou? Onde você está?". Vai faltar gente. É, eu vou beber muito. JW, black. Não mandem ajuda.
É, eu perdi Sandy & Junior hoje. Odeio dormir até tarde. Ah, minha mãe veio almoçar aqui comigo. Almoço de aniversário antecipado. Presentão. Preferia uma carta-bomba, mas enfim... (sacanagem... ela até que estava bem, hoje. Conseguimos conversar por cerca de uma hora sem voar nenhum objeto)
Baby...
Eu também. (ruborizando)
Eu tinha coisas mais legais pra escrever, mas o que eu tenho a dizer agora é só que eu fico emocionada toda vez que vejo a Sandy cantar.
Quer vergonha de mim.

3.11.01

Blergh. Tô romanticazinha demais. Preciso beber, acho que é isso.
(e tinha um tudo a mais na segunda linha. Dane-se)
Fui pro banho.
"Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites, viver uma grande história"


Um amor puro - Djavan

É só isso que eu tenho a dizer. "Ouvam" essa música. "Ouva" essa música.
A Cartada Final (The Score)
EUA, 2001
Dir.: Frank Oz
Com Robert De Niro, Edward Norton, Marlon Brando
Ladrão que deseja se aposentar é chantageado por jovem criminoso para participar de mais um golpe.
Classificação:14 anos


Será que eu vou? Eu AMO Edward Norton, De Niro e Marlon Brando. Pergunta correta: QUANDO será que eu vou?

2.11.01

- Ela: Se eu ficar feia?
- Ele: Eu fico miope.
- Ela: Se eu ficar triste?
- Ele: Eu viro um palhaço.
- Ela: Se eu ficar gorda
- Ele: Eu quebro o espelho.
- Ela: Se eu ficar velha?
- Ele: Eu fico velho junto.
- Ela: Se eu ficar rouca?
- Ele: Eu fico surdo.
- Ela: Se eu ficar chata?
- Ele: Eu te faço cócegas.


"O importante na vida é ter com quem contar!"

Baby, tô com saudade, já. (Argh, que meloso)
Bobagens de uma tarde tediosa:
Sexta-feira, feriado, telefone toca. É a Pa (a amiga-irmã) querendo jogar conversa fora. Papo vai, papo vem, acabamos indo parar em sexo. Sexo oral, mais precisamente. Técnicas sendo compartilhadas, sensações que devem ser exploradas, enfim, uma tarde absolutamente cultural. Falamos sobre a "Terra de ninguém", o halls preto, o gelo, aquelas coisas básicas. Comentário da Pa (meio bêbada): "Você cole ou engospe?". Depois de uma crise de risos que não parava mais com o "trocaralho do cadilho", resolvemos desligar. Não sem antes bolar um tipo de "competição" sobre o melhor oral do mercado. Algo como chegar em uma mesa e falar "oi, nós estamos fazendo uma pesquisa e precisamos da opinião de vocês. Podem abaixar as calças?". O próximo tema será sexo fonal. Preciso praticar...hohohoho
Nosso lindo bloguinho está inacessível hoje, ao que parece. Fiquei sabendo, nos bastidores, que temos um "comment", agora. Isso é bom, muito bom. Vou postar e sabe-se-lá que horas isso vai entrar no ar, mas tchudo bem.

Lady Macbeth com um sorriso de orelha a orelha pelo telefonema das sete horas da manhã. Tudo bem, o horário é meio complicado (eu provavelmente falei bobagens à grande, já que estava meio dormindo e semi-bêbada, ainda), mas fiquei feliz, muito feliz. *suspiro*

A vida é linda, os pássaros cantam, o sol brilha (brilha, é? nem vi a cara do dia, ainda) e ainda tenho dois filmes para assistir. E amanhã vou ao cinema (acho) assistir "The Score". Segundo minha editora, que assistiu em NY (chiquérrima, ela), é ótimo.

Beijos, meninas. Sorriam, amanhã será pior. (hohohoho)
Susie e Barbie, já devidamente chapadas e relativamente bêbadas, resolvem pagar a conta e ir embora, quando um ser as aborda...

o ser: Onde vocês vão?
Barbie (Glamour): Embora.
o ser: Mas é que eu e meu amigo gotaríamos de sentar aqui com vocês pra conversar.
Susie: Ah, que pena! Bem agora que a gente tá saindo...
o ser: Poxa, não vai não. Fica aí pra gente conversar.
Susie (já totalmente sem paiência - e NADA de glamour, diga-se de passagem): Não, agora não. Senta lá com o seu amigo e aproveita e fica com o cartão do meu cirurgião plástico. :o)

*Susie feliz por não ter apanhado*

1.11.01

Somos legais e resolvemos facilitar a vida de todo mundo. Já que o mail form ali de baixo *não* está servindo para que nossos queridos leitores mandem sinais de fumaça, colocamos, então uma janelinha de comentário bem meiga e de fácil acesso.
É super simples: apenas clique em comment, digite seu nome, e-mail e o que mais lhe aprouver (ou não - hehe), e solte o seu texto. Não ficaremos chateadas se falarem mal da gente - apesar de que se falarem bem, mal não vai fazer, meeesmo -, o que queremos mesmo é que vocês se manifestem!
Obrigada!
Oi, Lany!

Recebemos sua mensagem e ficamos muito felizes com a sua manifestação - que, aliás, deveria partir dos nossos outros leitores tb.
Volte sempre, ok?

Mil beijinhos.
Um longo dia vem por aí. Só uma coisa é boa nisso tudo. Amanhã é feriado. Vou pegar uns filmes hoje, passar no mercado, comprar umas bugigangas e ficar de papo pro ar.
E talvez não abra a porta, se aparecer alguém.