7.7.02

Enfim, o fim.
Foi ótimo ter participado do Texto Forte. Aqui pude rir, trocar idéias, chorar, criar, pensar na vida, falar coisas bobas e outras nem tanto. Mas sempre quis um espaço com o meu jeito.
Estou indo pro Depois Eu Explico, agora em formato de blog.

Obrigada, Lady Juliana (que me convidou a escrever), Rejane (que me incentivou a continuar), Pacato (meu mais recente "interloculeitor"), Nishi, Moe, Carpe Diem, Ruy, e tantas outras pessoas com quem gostei de trocar idéias.

2.7.02

O Penta está aqui na porta da minha casa. Apesar dos milhares de dólares, fiquei com dó deles: baita cansaço regado a Ivete Sangalo (ui!). Prefiro o som dos helicópteros.
Alô, Scooby! Ia perguntar se você tinha ido ver o Penta passar, mas recebi o que você chama, injustamente, de 2P. Genial. Caso não concorde comigo, vou ficar pensando que 2P é o meu cérebro.
Quando não gosto de um programa, não assisto. Quando não gosto de um restaurante, não volto nele. Quando não gosto de um blog, não visito. Definitivamente, não gosto de sofrer.

1.7.02

Momento musical
Tava aqui, ouvindo Zélia Duncan. Deu vontade de postar todas as músicas desse CD (Acesso). Mas vai uma só (por enquanto).

Verbos Sujeitos
(Christiaan Oyens e Zélia Duncan)

Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar
Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar
Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar
Silêncio pra te como ver
Música pra te alcançar
Refrão pra te enternecer
E agora só falta você
Meus verbos sujeitos
Ao seu modo de me acionar
Meus verbos em aberto pra você me conjugar
Quero, vou, fui, não vi, voltei,
Mas sei que um dia de novo eu irei...
Será?
E, depois de bons meses de estabilidade, o cable modem resolveu me fazer olhar pra ele, prestar atenção nas lâmpadazinhas acesas e, finalmente, fazer uma conexão discada. Não há de ser nada, mas tô irritada.
Escrever isso é melhor que não saber escrever, tá?

30.6.02

Tudo bem que a arte (?) imite a vida, mas tem gente assistindo muita novela. Depois, sai por aí comparando os personagens com as pessoas. Minha sorte é que não assisto esse tipo chicletão mental e acabei não entendendo muito bem o que o sujeito quis dizer a meu respeito. Só sei de uma coisa: se um oftalmologista não resolver o problema, com certeza, ele vai precisar de um psiquiatra.

29.6.02

Tô indo. Volto amanhã. E prometo não falar de futebol.
Scooby Doo, cadê você??

28.6.02

O abandono da cervejinha-minha-de-todos-os-dias está fazendo com que eu consuma, todas as noites, dois litros de água com gás. Notei que o hábito estava mais pra levantamento de latas e "engolimento" de bolhas que qualquer necessidade da minha (por que não dizer?) "flora estomacal". Pensei que fosse sentir falta do efeito Lexotan, talvez demorar um pouco mais para dormir, mas continuo do mesmo jeitinho, inclusive, acordando com muita sede (coisa que creditava na conta da cerveja). Mas acho que a minha tolerância diminuiu. A falta dos treinos diários me deixou mais sensível. Prova disso é que meu cérebro, hoje, amanheceu em estado gelatinoso.
O porre que eu prometi tomar ontem, eu cumpri. Pelo menos isso.
Salário na conta, resolvi fazer uma extravagância à vista. Quando o vendedor começou o questionário (CPF, RG...), não aguentei e repeti o que ele já sabia:
- Peraí, eu vou pagar em dinheiro!
- ...
- ...
- Endereço pra entrega?
Recebi uma carta (em meu nome) dizendo que a Dagmar Delavi (alguém faz idéia de quem é essa cidadã?) mudou de endereço. "No ensejo, informamos ainda que foi acertado com o gerente o estacionamento para freqüentadores do salão (...)".
Salão? Que salão? De beleza? De festa? What porra is that?

26.6.02

Hoje a aula foi recheada de expressões de baixo "escalão" (essa foi a primeira). O professor, numa metáfora de arrepiar, inventou a "flora estomacal". Pra fechar, em vez de fazer um protótipo, resolveu prototipar. Assim eu vou longe.

25.6.02

O jogo do Brasil é às oito e meia de amanhã e já tem um cidadão corneteando na minha orelha. Tudo bem, também sou brasileira, também sofro, mas precisa ser com tanta antecedência?
A carta à diarista ficou guardada aqui. Mas coloquei um bilhetinho na minha Grappa. Ela vai ler "Ahá!!!" quando abrir a tampa da garrafa. Será que vou ter que ser mais explícita?

24.6.02

Ótimo papo. E nada pacato.

23.6.02

Arrumando as coisas, descobri uma série de vícios da diarista que freqüenta a casa. Resolvi escrever uma carta...
Meu cotovelo está doendo, e não é de inveja. Hoje, finalmente, abri e arrumei as oito caixas que ainda jaziam no lugar do futuro sofá. E no sobe e desce com caixas, moí o cotovelo no corrimão umas três vezes. Agora já tem espaço pro sofá. Só falta o salário.

22.6.02

Mulheres, juntas, fazem estrago. Especialmente quando o prato principal é uma terceira.
Deusmeu, meudeus, como sou ingênua. O mundo é muito mais podre do que eu supunha.

21.6.02

Hoje eu fiz um arroz de cortar. Tá servido?
Decidi colocar um ponto final naquela pendência do plano de saúde, que eu protelava tanto em fazer. Como já tive um, queria repetir a dose. Depois de alguma conversa, descobri que meu ex-marido ainda paga o plano como se fôssemos casados e que, durante esses dois anos, eu estive coberta. Bem, mas meu nome voltou ao original e o moço disse que eu poderia ter problemas, já que meus documentos são da época de solteira, com exceção do passaporte.
- É só a senhora andar com a carteirinha e o passaporte.
- Andar com passaporte? Isso, só em NY. Prefiro fazer um novo seguro.
- Para isso, o titular tem que assinar um documento excluindo a senhora da apólice e...
- Quer dizer que, se amanhã ele estiver com raiva de mim, não posso fazer seguro saúde com esta empresa?
- ...
O vendedor do outro plano chegou, crente que resolveríamos o assunto em três assinaturas. Só não contava com essa minha mania de ler tudo antes de assinar. Já viu o tamanho de um contrato de plano de saúde?
Ela chega vagarosamente, arrastando os tamancos (cholect, cholect), com cara e postura de quem passou o dia carregando pedra. Seu ombro é caído e sua boca idem, como se estivesse zangada o tempo todo. Seu olhar tem algo de infantil. Mal dá boa noite e já emite alguma reclamação. Não consegui definir se é burra ou muito inteligente, feliz ou azeda. Come caspa. Isso mesmo. Passa a aula toda pinçando fios de cabelo com as unhas do polegar e indicador, da raiz às pontas, para, em seguida, levar o produto à boca. Daí o apelido: Caspita.
A Gama Filho aceitou indevidamente a trasnferência alunos de outra universidade e, agora, no último período letivo, obrigou-os a prestar vestibular (veja o absurdo) para validar o curso junto ao MEC. O concurso aconteceu no último domingo e teve gente que não passou.
Hoje, recebi, da Caspita, um e-mail sobre o assunto:
"Bom se alguém já teve a curiosidade de checar se passou ou não no vestibular, aconselho a verificar, porque eu mesma fui reprovada, portanto pesso a todos que vejam se passaram e se não passaram teremos que fazer algo a respeito porque afinal de contas já estamos dentro de uma faculdade incopetente"
Quase respondi, dizendo que quem escreve "peço" com dois "s", tinha mesmo era que voltar ao primário. Mas achei melhor ficar quieta, já que as universidades andam aprovando até analfabetos.

20.6.02

Empreendedorismo é SAPULECA.
Finalmente assisti à aula. Se o professor não me reprovar, ele muda de área.

17.6.02

Meu vizinho comprou um novo aparelho de som, só pode ser. Passei o final de semana sem nem pensar em escolher uma música, já que ele, solidário, quis dividir seus numerosos watts com todos. Minha sorte é que o fulano é eclético e, cá pra nós, não é tão ruim assim em suas escolhas. Se ele joga um pagode no meu ouvido, sou capaz de surtar.
Sexta-feira eu não deveria ter saído de casa: foram dois foras de proporções transamazônicas numa só noite.
Primeiro, na faculdade, quando resolvi fazer uma piadinha com a professora que queria marcar uma aula extra. Eu: "Se for com aquele bonitão que veio te substituir da outra vez, eu topo". Ela, azeda: "Meu namorado. Ele vai adorar saber disso."
Mais tarde, ao lamentar por uma amiga, que passou a noite inteira conversando com aquele MALA, e ouvir dela: "Mas ele é um baita amigão!".

14.6.02

Eu nunca vou entender o suicídio.
Dica do dia (já é dia)
Acabei de ler "Meu Sogro", lá nos 3 comuns. O máximo. Não perca
O primeiro cigarro me pegou desprevenida. Mal abrira o maço e já havia um isqueiro a queimar meu nariz. Cavalheirismo às favas, a cada cigarro, era obrigada a enfiar as mãos na bolsa (como quem procura um modess) pra tirar, de uma só vez, todos os apetrechos tabagísticos. Um descuido e lá estava o isqueiro, de novo, no meu nariz. Cavalheirismo, M., cavalheirismo, pensava eu. Ainda que me ache perfeitamente capaz de acender um cigarro, de buscar um chope no balcão, de abrir a porta do carro, sorria, conformada (até pneu eu troco, porra.). Mas, na hora do "ladys first", especialmente naquele lugar lotado, apelei, imperativa, no meu mais refinado carioquês: "Tu é bem maior que eu. Vai na frente e abre caminho".
Acho que acabei dando alguma pista de que estava inconformada com tanto cavalheirismo quando, parada em frente de casa, aguardando que o porteiro do prédio acordasse, às cinco da manhã, ouvi o motor do carro do cavaleiro roncando em disparada.